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Academia da Força Aérea (AFA), sediada em Pirassununga (SP) encerrou, no dia 23/04, a XII Olimpíada de História Militar e Aeronáutica (OHMA). A edição homenageou os 85 anos de criação do Ministério da Aeronáutica e reuniu cerca de 36 Cadetes e Aspirantes das instituições de formação de Oficiais da AFA, da Escola Naval (EN), da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) e da Academia de Polícia Militar do Barro Branco (APMBB).
Durante dois dias de competição, os participantes foram desafiados em provas que exigiram amplo conhecimento sobre História Naval, Militar Terrestre e Aeronáutica, abrangendo conteúdo da antiguidade à era contemporânea.
Na cerimônia de abertura, realizada na quarta-feira (22/04), o idealizador do projeto, Coronel Dentista Claudio Passos Calaza, Docente de História Militar na Academia, apresentou o livro comemorativo aos 85 anos da Força Aérea Brasileira (FAB) e ministrou a palestra “Pensamento Estratégico e Desafios Políticos: a criação do Ministério da Aeronáutica em 1941”. A apresentação abordou o contexto histórico desse marco na formação da FAB e seu impacto na história da Aeronáutica no país.
De acordo com o Comandante da AFA, Brigadeiro do Ar Gustavo Pestana Garcez, a palestra contribuiu para que os Cadetes compreendessem a constituição da Instituição ao longo desses 85 anos. “Esse foi um período de fusão da aviação naval e militar com a criação do Ministério da Aeronáutica, além da criação da Escola de Aeronáutica, em março do mesmo ano, marco inicial da atual AFA, que preserva até hoje o mesmo ideal: formar os futuros líderes da Força Aérea Brasileira”, destacou.
Segundo o Coronel Calaza, a Olimpíada representa uma ferramenta pedagógica que vai além da sala de aula. “Ao mergulharem nos feitos históricos e na evolução da Arte da Guerra, os Cadetes não apenas absorvem conhecimento, como também consolidam o ethos militar, fundamentado na honra e na tradição. Esse processo fortalece o sentimento de pertencimento e transforma o conhecimento histórico em valores que orientarão suas futuras lideranças”, afirmou.
O Oficial também ressaltou a importância do intercâmbio entre as escolas de formação militar. “A participação de instituições coirmãs, como Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Polícia Militar, promove a interoperabilidade intelectual, essencial à estratégia nacional de defesa, além de fortalecer os laços de camaradagem entre os futuros Oficiais. Mais do que uma competição acadêmica, a Olimpíada é um exercício de cooperação e respeito mútuo”, completou.
A competição foi estruturada em quatro fases: uma prova objetiva eliminatória com 60 questões; um quiz escrito com 24 questões para as equipes classificadas; apresentações temáticas das finalistas; e, por fim, um quiz oral composto por três baterias de perguntas dissertativas e de resposta curta.
Ao final, a equipe Duque de Caxias (AMAN), formada pelos Cadetes Marcelo Fabricio Nocchi, Antônio Tomaz Rufino do Rêgo Bezerra, Gabriel Costa Cardoso e Fernando Franco dos Santos, conquistou a medalha de ouro. A equipe Tenente Torres (AFA) ficou com a prata, enquanto a equipe General Euclides de Figueiredo (APMBB) garantiu o bronze.
Para o Cadete Nocchi, 4° ano do curso de Infantaria da AMAN, receber a medalha de ouro foi a realização de um sonho. “Essa vitória é muito importante não apenas para mim, mas para os meus companheiros de equipe, pois estamos nos últimos três anos tentando chegar nessa posição para conquistar essa vitória e trazer essa medalha de ouro para a Academia Militar. Essa era uma missão nossa e estamos muito felizes de conquistar essa medalha. Também somos gratos à Academia da Força Aérea por nos dar a oportunidade de participar desse evento espetacular”, disse.
Fotos: Soldado João Gomes / AFA