Projeto da ONU busca preservar a floresta amazônica no Maranhão

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Headline: Projeto da ONU busca preservar a floresta amazônica no Maranhão

Estado brasileiro com maiores índices de pobreza e insegurança alimentar recebe investimento para dar apoio a comunidades tradicionais e pequenos produtores; projeto deve cobrir aproximadamente 72% da floresta amazônica do estado sob ameaça de desmatamento e degradação.

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola da ONU, Ifad, e o Governo do Maranhão, no nordeste do Brasil, assinaram um acordo de financiamento para a implementação do Projeto de Gestão Sustentável da Amazônia.

Segundo o Ifad, o projeto abordará a degradação ambiental arraigada da floresta amazônica no estado brasileiro com os maiores índices de pobreza e insegurança alimentar.

Pnud Peru

Indígenas em área protegida da Amazônia.

Comunidades e pequenos agricultores

O diretor do Ifad no Brasil, Claus Reiner, afirma que no Maranhão, assim como em outras partes do Brasil, pobreza, insegurança alimentar e degradação ambiental estão profundamente interligadas.

Ele explica que a iniciativa busca fornecer aos pequenos agricultores e comunidades tradicionais ferramentas que permitam melhorar sua situação socioeconômica sem ter que recorrer ao esgotamento de seus recursos naturais.

Para o representante do Ifad, desenvolvimento e bem-estar a longo prazo só são possíveis por meio do uso sustentável da natureza.

Agricultores familiares, povos indígenas e outras comunidades tradicionais da floresta amazônica maranhense estão entre as populações mais pobres do Brasil.

Segundo dados divulgados pelo fundo, o estado do Maranhão tem a maior proporção de pessoas vivendo em pobreza no Brasil, chegando a 53%. Outros 20% estão em extrema pobreza.

Além disso, é o estado com o índice de insegurança alimentar mais crítico, afetando cerca de 60% dos domicílios.

FAO/João Roberto Ripper

Distinção da FAO reconhece papel destes agricultores na proteção da biodiversidade

Semiárido nordestino

O projeto será a primeira intervenção de desenvolvimento rural financiada pelo Ifad no Brasil que vai além do semiárido nordestino, conhecido como sertão.

No entanto, ele se baseará na experiência do fundo em agroflorestas de pequena escala e investimentos em infraestrutura de acesso à água nessa área.

A área do projeto compreende três regiões do Estado do Maranhão: Amazonas, Gurupí e Pindaré, e abrange as terras indígenas de Arariboia, chegando a 58.755 km² e incluindo 37 municípios.

O alcance do projeto deve cobrir aproximadamente 72% da floresta amazônica do estado que, de acordo com o Ifad, é uma região que está sob constante ameaça de desmatamento e degradação por extração ilegal de madeira e exploração para agricultura em grande escala.

Como resultado, a iniciativa deve reduzir as emissões de gases de efeito estufa em aproximadamente 6 milhões de toneladas de CO2.

Financiamento

O custo total do projeto é de US$ 37 milhões, dos quais o Ifad contribuirá com uma doação de US$ 17 milhões, fornecida pelo Governo da Alemanha por meio do Programa de Adaptação Aprimorada para Agricultura de Pequenos Produtores.

O Governo do Maranhão contribuirá com R$ 16 milhões, e os beneficiários farão contribuições em espécie de R$ 4 milhões.

O projeto tem como alvo as populações mais pobres e vulneráveis da Amazônia brasileira e deve beneficiar aproximadamente 80 mil pessoas em zonas rurais, das quais pelo menos 50% são mulheres e 25% são jovens.

Quase 15% pertencem a comunidades indígenas e outras comunidades tradicionais, como quilombolas e catadores de coco babaçu.

O Ifad explica que o projeto aplicará uma estratégia integrada que engloba quatro elementos: manejo florestal sustentável, produção e comercialização de produtos florestais não-madeireiros, investirá em infraestrutura básica de água e melhorar as capacidades das famílias e das autoridades estaduais em garantir o acesso das populações rurais à proteção social pública e aos programas de melhoria da produção.

MIL OSI

Conselheira de Guterres para África diz que oceanos são ativo econômico

Source: United Nations – in Portuguese

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Cristina Duarte diz que é preciso mais avanços para preservar os mares; para ela, os países devem fazer compromissos expressivos contra a poluição plástica na Conferência dos Oceanos, marcada para o próximo mês, em Portugal.

A economia dos oceanos, ou economia azul, está sendo debatida como uma das soluções para a crise contra a mudança climática. O tema deve ser destaque na Conferência dos Oceanos, organizada pelas Nações Unidas, que terá lugar em 27 de junho, em Lisboa, Portugal.

Uma das metas é promover a conservação global e uso sustentável do oceano, dos mares e dos recursos marinhos em direção ao desenvolvimento sustentável. O evento é copatrocinado pelo Quênia.

Subsistência 

Falando à ONU News, em Nova Iorque, a conselheira do secretário-geral para a África, Cristina Duarte, disse que há condições de atingir o grande potencial dos oceanos, que apoiam a subsistência de mais de 3 bilhões de pessoas.

“Eu acho que para temos uma economia azul, ou seja, oceanos que estão ao serviço de um desenvolvimento inclusivo, há uma coisa temos que fazer previamente. É  preservar os oceanos. Porque se não preservamos este ativo, este nunca será um ativo do ponto de vista económico. Para falar em economia azul, permita dizer, temos que preservar o azul. O que não está a acontecer.”

© Beqa Adventure Divers

Quase 3 bilhões de pessoas no mundo, a maioria em países em desenvolvimento, tiram seu sustento dos oceanos

De acordo com a ONU, é o oceano que transporta a maior parte do comércio e é alvo de grandes medidas para mitigar as mudanças climáticas. Os benefícios de um uso sustentável podem beneficiar especialmente os países em desenvolvimento.

Estimativas colocam o valor de exportação de bens e serviços pelo oceano em até US$ 2,5 trilhões. Mais de 80% do volume do comércio de mercadorias passa pelo mar, que enfrenta ameaças.

Plásticos 

A também subsecretária-geral declara que a questão da poluição plástica ilustra como os países devem se empenhar de maneira mais forte em questões de conservação.  A par do problema está a abordagem do aumento das emissões de carbono
“Eu vou dar um exemplo com os sacos de plástico. O Bangladesh foi o primeiro país no mundo que baniu os sacos de plástico, em 2002. Há 20 anos. Hoje, tão somente 50% dos países no mundo baniram os sacos de plástico. Destes,  50%, só oito mais ou menos, é que baniram de forma radical. Os outros baniram de forma intermédia, ou seja, nós não estamos a fazer o suficiente para preservar o azul para podermos construir uma economia azul. Portanto, eu acho que aí temos que ser mais incisivos.”

Pnud/Pierre Michel Jean

Expectativa da ONU é que economia dos oceanos cresça para o dobro até 2030

A questão dos plásticos é apenas um exemplo do que se deve abordar no esforço para elevar ao máximo o uso da economia azul. 
Para a subsecretária-geral, Lisboa deve ser um local de compromissos em favor da economia de oceanos que seja resiliente. Os benefícios seriam melhorar a saúde do oceano e áreas como comércio, meios de subsistência e segurança alimentar.

Peixes

“Será que até lá podemos dizer que todos os países do mundo baniram os sacos de plástico? Porque os sacos plásticos, como nós sabemos, mais dia ou menos dia vão parar nos oceanos? É lá onde vão parar: ou com as chuvas, com os rios, com riachos, os ventos…Até à conferência de Lisboa podem todos os países no mundo banir os sacos de plástico, de forma consequente e real, e preservar o azul?”

A degradação dos oceanos está conjugada ao enfraquecimento de economias e ao desgaste do ecossistema marítimo por ação humana. Um exemplo são os cerca de 34% dos estoques de peixes atualmente explorados em níveis biologicamente insustentáveis.

A expectativa da ONU é que a economia dos oceanos cresça para o dobro até 2030, se houver maiores investimentos em setores como a produção de algas marinhas para alimentos, cosméticos e biocombustíveis. Estas medidas podem beneficiar vários países insulares e costeiros.

Ente 2013 e 2018, apenas 1,6% do total da Assistência Oficial ao Desenvolvimento foi direcionado para a economia oceânica. 
Dos US$ 2,9 bilhões atribuídos ao setor por ano, apenas US$ 1,5 bilhão foram investidos para concretizar práticas sustentáveis.

ICS/Craig Nisbet

Oceano é alvo de grandes medidas para mitigar as mudanças climáticas

MIL OSI

Pessoas LGBTIQ+ deslocadas enfrentam enormes desafios na busca por um abrigo seguro

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Headline: Pessoas LGBTIQ+ deslocadas enfrentam enormes desafios na busca por um abrigo seguro

No Dia Internacional contra Homofobia, Transfobia e Bifobia, grupo de especialistas da ONU em direitos humanos fazem apelos aos governos para a garantia de que lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros sejam sempre tratados com dignidade.  

Um grupo* de especialistas da ONU em direitos humanos está fazendo um apelo a governos de todo o mundo, para garantirem proteção e tratamento digno a gays, lésbicas, bissexuais e transgéneros. A mensagem marca o Dia Internacional contra Homofobia, Transfobia e Bifobia, nesta terça-feira, 17 de maio.  

Eles estão preocupados especialmente com as pessoas LGBT que estão deslocadas ao redor do mundo, sofrendo marginalização. Fugindo de perseguições ou de exclusão socioeconômica, esses civis muitas vezes vão morar em países que não oferecem forte proteção aos seus direitos ou são discriminados devido a sua orientação sexual ou identidade de gênero.  

Estigma e discriminação 

Foto: Arquivo pessoal de Hope e Dachelys.

Hope e Dachelys com o filho delas.

Segundo os relatores da ONU, as vulnerabilidades enfrentadas pelas pessoas LGBT são intensificadas quando se tornam também migrantes, requerentes de asilo, refugiados ou deslocados internos.  

Perseguições por funcionários de governos ou agentes não-estatais, assim como exclusão socioeconômica baseada em estigma, discriminação, conflito armado, desastres naturais e mudança climática levam muitas pessoas com orientações sexuais diversas a fugirem de suas casas em busca de um ambiente seguro, onde podem viver de forma autêntica e terem seus direitos respeitados.  

Leis são essenciais  

UNAIDS

Pessoas LGBTIQ+ precisam ter seus direitos respeitados, defende chefe da ONU.

O grupo de especialistas da ONU destaca que pessoas LGBT que vivem como deslocadas em países que criminalizam relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo ou identidades diversas de gênero raramente são reconhecidas pelo sistema ou recebem o apoio de instituições que ajudam deslocados internos. 

Como consequência, acabam sofrendo xenofobia, racismo, misogenia, marginalização e isolamento. Os relatores de direitos humanos sugerem medidas para garantir que a comunidade LGBT não sofra discriminação nem violência, incluindo leis e políticas públicas que “transformem o círculo vicioso de abusos”. 

O secretário-geral da ONU, António Guterres, aproveita a data para defender o combate à violência contra as pessoas LGBTIQ+ e a garantir de seus direitos humanos, incluindo apoio e justiça para as vítimas. Guterres usou sua conta no Twitter para pedir o fim das perseguições, da discriminação e da criminalização.  

*Os relatores de direitos humanos da ONU trabalham de forma independente, não são funcionários da organização e nem recebem salários.  

MIL OSI

África do Sul abriga 5ª. conferência para eliminar trabalho infantil

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Participantes de todo o mundo, reunidos em Durban, querem mais ação para erradicar o problema; número de crianças trabalhando aumentou; existem pelo 160 milhões nessa condição.

“O trabalho infantil é um inimigo do desenvolvimento de uma criança e do progresso”. Foi assim que o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, definiu a prática ao abrir a 5ª. Conferência sobre Eliminação do Trabalho Infantil, na cidade de Durban, nesta segunda-feira.

O número de crianças trabalhando está aumentando no mundo com quase um em cada 10 menores nessa condição. Os participantes do evento disseram que é preciso fazer mais para acabar com o problema.

Foto Unicef/ Frank Dejongh

A OIT tem trabalhado para a abolição do trabalho infantil ao longo dos seus 100 anos de história.

Riqueza e sucesso

O evento na África do Sul é coordenado pela Organização Internacional do Trabalho, OIT, pelo governo do país africano e parceiros.

Para o presidente Ramaphosa, nenhuma civilização, nenhum país ou economia pode se considerar à frente do progresso se sua riqueza e sucesso foram construídos nas costas das crianças.

Já o diretor-geral da OIT, Guy Ryder, lembrou que o trabalho infantil não pode ser usado como pretexto ou uma consequência inevitável da pobreza. Para Ryder, o combate à pobreza é essencial, mas crianças no trabalho representam uma violação de um direito humano básico. E é obrigação de todos erradicar a prática.

OIT/Crozet/Pouteau

Diretor-geral da OIT, Guy Ryder

Crianças trabalhando nas lavouras

A quantidade de crianças nessas condições subiu especialmente no grupo de 5 a 11 anos de idade.

Atualmente, existem 160 milhões de menores no trabalho. Um número que ameaça os avanços conquistados.

Esta é a primeira vez que a conferência é realizada na África, onde a quantidade de crianças trabalhando é alta e o progresso contra a situação é lento.

A maioria dos menores, quase 70%, trabalham na agricultura, geralmente ao lado de suas famílias. Antes de Durban, o evento foi realizado em Buenos Aires, Brasília, Haia e Oslo.

A conferência em Durban deve terminar com um Chamado à Ação com compromissos concretos de acabar com o trabalho de crianças.

MIL OSI

Dia Mundial da Internet é celebrado com apostas num futuro imediato

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Dia Mundial da Internet é celebrado com apostas num futuro imediato

Profissionais de diversas áreas em Moçambique partilham experiências sobre a importância da internet, que trouxe ganhos para suas atividades quebrando a dimensão de fronteiras geográficas.

O Dia Mundial da Sociedade de Informação ou Dia Mundial da Internet é celebrado neste 17 de maio com esperanças de desenvolvimento, chances de melhores empregos e mais interconectividade especialmente entre os jovens em Moçambique.

A ONU News ouviu profissionais jovens em marketing digital, artes plásticas e literatura e como eles utilizam a rede mundial de computadores em suas atividades.

Ouri Pota

Celso Muianga, editor literário na Fundação Fernando Leite Couto, considera que a internet é fundamental para seu trabalho

 

Aldeia global

Celso Muianga, editor literário na Fundação Fernando Leite Couto, considera que a internet é fundamental para seu trabalho.  Ele considera a internet como uma “vitamina”.

“É uma vitamina no sentido de que precisamos receber e-mails. Agora é uma aldeia global, nós trabalhamos com gráficas de Moçambique, de países de África, europeus e até asiáticos…então deve imaginar quanto é importante a internet neste sentido: para podermos enviar ficheiros, muitos materiais de que precisamos para poder divulgar o nosso trabalho. Mas também é importante para podermos interagir com os nossos autores, sobretudo em momentos de produção de um livro ou de um trabalho que tenha sido programado.”

O editor literário menciona a comunicação com os formandos sem olhar a dimensão geográfica.

“Nós também temos organizado oficina de leitura, de escrita… então essas oficinas são partilhadas com muitas pessoas que vivem fora de Maputo, então nós conseguimos interagir com os candidatos desde a fase de candidatura, seleção e até o acompanhamento na fase da oficina, processo de criação. Usamos também as nossas ferramentas, WhatsApp. E-mail, googlemeeting…”

Sipiwe Jr.

Silvia Panguane, especialista em marketing digital, considera que a Covid fez com que mais usuários se juntaram à rede

Concurso

Já Walter Zand, artista plástico e docente universitário partilhou com a ONU News, uma das experiências positivas que o alegrou no início deste ano. Ele falou da iniciativa global de arte promovida pela empresa Suiça Swatch, que selecionou a sua obra para os “pulsos” dos relógios e a mesma esteve na Expo Dubai 2020.

“Os termos e condições para aplicar-se ao concurso da Swatch foram feitos pela internet através do e-mail, isto significa, que não precisamos ter presença física, mas a partir desta conectividade da internet nós podemos trabalhar remotamente. Esta comunicação resultou que eu fosse um dos escolhidos para fazer parte dos selecionados a trabalhar coma Swatch para exposição de Dubai.”

Dados do relatório Digital 2022 Global Digital Overview, indica que havia 7,54 milhões de usuários de internet em Moçambique em Janeiro de 2022. A taxa de penetração da internet era de 23,1% da população total no início de 2022. A análise refere que os utilizadores de internet em Moçambique aumentaram 1,4 milhões, mais 22,9%, entre 2021 e 2022. É neste contexto que a Silvia Panguane, especialista em marketing digital considera que a Covid fez com que mais usuários se juntaram à rede.

“Nós já vivemos a era digital. O futuro é hoje. A Covid obrigou toda a gente a reinventar-se. Tivermos que readaptar-se para uma realidade que não estávamos à espera, mas que no final do dia correu tudo bem porque estávamos todos conectados. Por isso não é possível hoje em dia falar de internet, sociedade, sem falar desta evolução tecnológica que nós vivemos que tem como base a internet.”

Ouri Pota

Walter Zand, artista plástico e docente universitário, partilhou com a ONU News, uma das experiências positivas que o alegrou no início deste ano

Sem internet

Estima-se que 25 milhões de pessoas em Moçambique não utilizavam a internet no início de 2022, o que significa que 76,9% da população permaneceu offline no início do ano.

No entanto, os problemas relacionados ao Covid continuam a afetar a pesquisa sobre a adoção da Internet, portanto, os números reais de usuários da internet podem ser maiores do que os publicados.

O Dia Mundial da Sociedade da Informação, que também é conhecido como Dia Mundial da Internet foi instituído no dia 17 de maio de 2005, após uma Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada na Tunísia. A primeira vez que se comemorou essa data foi em 2006.

*De Maputo para ONU News, Ouri Pota

MIL OSI

Agência da ONU quer maior acesso digital para pessoas na terceira idade

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Headline: Agência da ONU quer maior acesso digital para pessoas na terceira idade

Este 17 de maio é o Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade da Informação; mundo tem mais de 1 bilhão de pessoas com 60 anos ou mais e União Internacional da Telecomunicação destaca como plataformas digitais podem contribuir para um envelhecimento saudável.  

Esta terça-feira, 17 de maio, é celebrado o Dia Internacional das Telecomunicações e da Sociedade da Informação, tendo como foco as pessoas mais velhas. 

A União Internacional da Telecomunicação, UIT, uma agência da ONU, destaca que o mundo tem mais de 1 bilhão de habitantes com 60 anos ou mais e as plataformas digitais podem funcionar como aliadas ao envelhecimento saudável.  

Inclusão financeira  

Foto: Unsplash/Georg Arthur Pflueger

A pandemia ampliou a necessidade de se fechar a divisão digital para as pessoas idosas

A UIT oferece alguns exemplos sobre como as telecomunicações podem auxiliar no envelhecimento saudável: “construção de cidades inteligentes, combate à discriminação no ambiente de trabalho baseada na idade da pessoa, garantia de inclusão financeira para pessoas mais velhas e apoio a milhões de cuidadores ao redor do mundo.” 

O secretário-geral da ONU aproveita a data para destacar que “a tecnologia da informação tem enorme potencial para melhorar as vidas das pessoas mais velhas, de suas famílias e comunidades”. 

Mais acesso e inclusão 

Foto: © UNICEF/Frank Dejongh

Meta de Guterres é que todas as pessoas estejam conectadas em 2030.

Em mensagem, António Guterres menciona oportunidades que surgem com a rede “5G, com a inteligência artificial, com a saúde digital e outras tecnologias”, ressaltando ser de extrema importância “melhorar o acesso e a inclusão”.  

Guterres lembra que praticamente metade da população mundial, ou 3 bilhões de pessoas, sequer têm acesso à internet e pede que todos estejam conectados até 2030. Segundo ele “não deixar ninguém para trás significa não deixar ninguém offline”. 

Ao mesmo tempo, o secretário-geral faz um apelo por mais ações que levem à redução dos perigos na tecnologia da informação, incluindo o avanço da desinformação e a exploração de dados pessoais.  

Guterres explica que é exatamente esta a visão do seu “Mapa para Cooperação Digital”: abraçar a promessa da tecnologia digital e ao mesmo tempo, proteger as pessoas de seus perigos”.  

MIL OSI

Reino Unido faz alerta à OMS sobre caso raro de varíola dos macacos

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Headline: Reino Unido faz alerta à OMS sobre caso raro de varíola dos macacos

Organização Mundial da Saúde informou que doença foi diagnosticada numa pessoa que viajou para a Nigéria e retornou; paciente foi imediatamente colocado em isolamento para evitar novas contaminações. 

Um caso raro de varíola dos macacos foi notificado pelo Reino Unido numa pessoa que visitou a Nigéria, na África, e depois voltou à casa. A informação foi enviada à Organização Mundial da Saúde, em 7 de maio. 

A pessoa, cujo nome não foi divulgado, registrou o que pensou ser apenas uma irritação cutânea em 29 de abril. Dias depois, essa mesma pessoa passou pelos estados de Lagos e Delta, na Nigéria. Em 4 de maio, foi feito o retorno para o Reino Unido, quando já foi dada entrada no hospital britânico. 

Exames de laboratório 

OMS

Cientista testa amostras em um laboratório em Serra Leoa

A OMS informou que por causa do histórico de viagem e dos sintomas apresentados, os médicos desconfiaram que poderia ser um caso de varíola dos macacos e agiram rapidamente isolando o ou a paciente. Os exames de laboratório confirmaram a suspeita, em 6 de maio, pela Agência de Segurança da Saúde britânica. 

Cinco dias depois, foi iniciado um rastreamento das pessoas que tiveram em contato com o paciente tanto nas instalações de saúde, como nos locais visitados e também no mesmo voo da Nigéria para o Reino Unido. Mas ninguém apresentou sinais da doença até agora. 

Desde que a pessoa entrou em isolamento, o risco de transmissão passou a ser mínimo. Mas como a fonte de contaminação na Nigéria ainda não foi estabelecida, existe a chance de que outras pessoas possam ser infectadas no futuro. 

Florestas 

Foto: Unsplash/Andres Medina

Macaco na floresta Amazônica do Equador

A varíola dos macacos é uma doença silvestre com infecções humanas bem acidentais, que ocasionalmente ocorrem, mas em partes de florestas do oeste e do centro da África. 

O vírus pertence à família do ortopoxvírus. A doença pode ser transmitida pelo contato com as fezes do animal. O período de incubação é de seis a 13 dias, mas pode ser alterado para cinco a 21 dias. A varíola dos macacos geralmente acaba num período de duas a três semanas. 

Em alguns casos, os sintomas podem ser leves ou severos, mas as lesões costumam ser dolorosas e as pessoas têm muita coceira. O reservatório animal permanece desconhecido, mas calcula-se que seja entre roedores. 

Os fatores de risco são os contatos com animais mortos através de atividades como caça ou consumo de carne de caça. 

Crianças e bebês 

Pnud/Danielle Villasana

OMS alerta para riscos em crianças

Existem duas classes do vírus da varíola dos macacos. Uma da África Ocidental e outra da Bacia do Congo, que fica na África Central. Essa última classe pode ser mais agressiva em certos pacientes.  

Segundo a OMS, a taxa de casos fatais para o tipo de varíola dos macacos no oeste africano é de 1%. Mas no caso da classe da Bacia do Congo, a possibilidade de morte pode chegar até 10%.  

As crianças também estão sob maior risco, e a varíola dos macacos durante a gravidez pode levar a complicações, doença congênita ou levar à morte do bebê. 

Os casos mais suaves podem passar despercebidos e ser um risco para a transmissão de pessoa para pessoa. Existe uma pequena probabilidade de baixa imunidade para a doença naqueles que viajam e que foram expostos à doença no oeste e no centro da África. E ainda que exista uma vacina aprovada contra a varíola dos macacos, e que a imunização contra a varíola normal ajude a proteger, as doses não estão disponíveis com facilidade em todo o mundo.  

Vacinas não estão à disposição de todos 

Um outro problema: pessoas abaixo de 40 ou 50 anos não têm mais a proteção obtida com os programas anteriores de vacina para a varíola. 

A OMS informou que após ser detectado o caso, o Reino Unido montou uma equipe de gerenciamento do incidente para fazer o rastreamento dos contatos do indivíduo contaminado. 

Ninguém apresentou sintomas até agora, mas todos estão sendo observados por 21 dias após a exposição. Está sendo oferecida vacina a quem teve contato com a pessoa infectada. 

As autoridades na Nigéria foram informadas do caso.  

Nigéria tem casos em 32 estados 

Segundo a OMS, já houve sete casos de varíola dos macacos no Reino Unido. Todos têm ligação de viagem com a Nigéria. No ano passado, houve dois casos separados nos Estados Unidos, de origem nigeriana. 

Desde 2017, a Nigéria tem notificado infecções deste topo. Até 30 de abril deste ano foram 558 registros de suspeitas em 32 estados nigerianos. 

A OMS pede que todos os casos sejam notificados e que as pessoas contaminadas entrem em isolamento imediato. 

A agência da ONU não recomenda nenhuma restrição de viagem ou negócios entre a Nigéria e o Reino Unido neste momento. 

MIL OSI

ONU saúda eleição de Hassan Sheikh Mohamud para presidente da Somália

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Headline: ONU saúda eleição de Hassan Sheikh Mohamud para presidente da Somália

Colégio eleitoral de parlamentares escolheu o novo líder com 214 dos 327 votos; enviado da ONU reitera apoio a prioridades como  conclusão da revisão constitucional, desenvolvimento, segurança e  cenário de seca assolando o país do extremo leste africano.

As Nações Unidas saudaram a Somália pela conclusão das eleições presidenciais no domingo.

Um colégio eleitoral composto por 327 parlamentares escolheu Hassan Sheikh Mohamud para ocupar o cargo com 214 votos, na capital Mogadíscio.

Transição 

O processo chegou ao terceiro turno, após cerca de 12 horas de votação e contagem.  No total cerca de 40 candidatos concorreram ao pleito.

O Escritório das Nações Unidas no país apoiou  o processo atuando em parceria com as forças de segurança somalis e a Missão de Transição da União Africana.

ONU/Manuel Elias

Representante especial do secretário-geral para a Somália, James Swan

O escritório felicitou os somalis pelo desfecho das “eleições presidenciais ordenadas, pacíficas e seguras”.

Em declarações a jornalistas, o representante especial do secretário-geral da ONU para a Somália, James Swan, parabenizou o novo líder e manifestou apreço aos outros candidatos.

Parceiros

De forma particular, ele destacou a participação do presidente cessante Mohammed Abdullahi Mohamed ‘Farmaajo’ pelo respeito ao resultado e por “continuar a tradição somali de abraçar a quem quer que vença e apoiá-los” no caminho adiante. O ex-presidente, no poder há cinco anos, ficou em segundo lugar na eleição.

A votação ocorreu no chamado “hangar” próximo ao Aeroporto Internacional de Aden Adde, com a presença de representantes de parceiros internacionais da Somália.

ONU / Tobin Jones

Mulheres e crianças em Kurtunwaarey, Somália

O enviado da ONU no país ressaltou que o processo eleitoral foi longo, além de ativamente competitivo. 

Swan declarou que as prioridades nacionais e de construção do Estado devem agora se tornar o foco dos somalis.

Necessidades e prioridades 

Ele disse ter havido alguns momentos difíceis na longa eleição, mas que acreditava que o processo demonstrou ter havido uma verdadeira corrida competitiva onde houve oportunidade para todos os candidatos de forma justa.

O representante destaca que os somalis devem usar o atual momento para demonstrar que o resultado é confiável.
O período seguinte é de união de somalis e seus amigos para apoiar o governo recém-escolhido, sublinhou. Outra prioridade é atuar em prioridades nacionais essenciais que requerem muito trabalho.

O funcionário da ONU destacou ainda que é preciso atuar na finalização do processo de revisão constitucional, atendendo às necessidades urgentes de melhoria do desenvolvimento, da segurança e da atual situação de seca.

FAO/IFAD/WFP/Michael Tewelde

Somália enfrenta a terceira seca consecutiva em 30 anos, atingindo 3,2 milhões de pessoas

MIL OSI

Mundo tem 1 bilhão de pessoas com deficiência excluídas de tecnologias de apoio 

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Mundo tem 1 bilhão de pessoas com deficiência excluídas de tecnologias de apoio 

OMS e Unicef querem avanços para que grupo beneficie de serviços de educação, saúde e assistência social; relatório revela haver 240 milhões de crianças com este tipo de necessidade; estimativa é que 3,5 bilhões de pessoas precisem de cadeiras de roda, aparelhos auditivos ou aplicativos que apoiam a comunicação. 

Um novo relatório destaca que quase 1 bilhão de adultos e crianças com algum tipo de deficiência estão excluídos do acesso a tecnologias de apoio. 

No total, existem mais de 2,5 bilhões de pessoas carecendo de meios como cadeiras de rodas, aparelhos auditivos ou aplicativos de auxílio para a comunicação e cognição.

Tecnologias 

Em nova publicação, apesentada esta segunda-feira, agências da ONU recomendam que seja dada prioridade à melhoria do acesso a sistemas de educação, saúde e assistência social para enfrentar a situação. 

O Relatório Global sobre Tecnologia Assistiva sugere ainda que seja assegurada disponibilidade, segurança e eficácia, ao lado da acessibilidade a esses meios. A aposta deve incluir a diversificação, o avanço da capacidade desta força de trabalho e o envolvimento ativo dos usuários de tecnologia e suas famílias.

© Cycling Without Age

O mundo tem 240 milhões de crianças que vivem com algum tipo de deficiência

As recomendações da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, são feitas a governos, ao setor industrial e à sociedade civil.

Países de baixa e média rendas concentram a maioria dos excluídos ao acesso aos produtos de apoio. No grupo de nações há casos em que a cobertura chega a 3% das pessoas que precisam, em contraste com cerca de 90% nos países ricos.

O estudo inédito ressalta um déficit global e de acesso a produtos assistivos. O trabalho fornece indicações para expandir a disponibilidade e o acesso, além de defender o aumento da conscientização sobre o tipo de necessidade e da inclusão para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.

Potencial 

Para o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros  Ghebreyesus, negar o acesso à tecnologia assistiva não é apenas uma violação dos direitos humanos, mas “economicamente míope”. O apelo feito aos países é que financiem e priorizem o acesso à tecnologia assistiva e deem a todos a chance de viver de acordo com seu potencial”

Unicef/Herwig

Benefícios de produtos assistivos envolvem a melhoria da saúde

A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, disse haver 240 milhões de crianças com deficiências. Sem direito aos produtos essenciais para progredir, elas são afetadas em níveis individual, familiar e comunitário.

A chefe da agência declarou que sem acesso à tecnologia assistiva, as crianças com deficiência continuarão a perder a educação, seguindo em maior risco de trabalho infantil e sujeitas ao estigma e à discriminação, que minam sua confiança e bem-estar.

Prevalência 

O relatório observa que até 3,5 bilhões de pessoas precisarão de um ou mais produtos de apoio até 2050. As razões para o aumento incluem o envelhecimento da população e a prevalência de doenças não transmissíveis em todo o mundo. 

A acessibilidade financeira é uma grande barreira, observa o relatório. Cerca de dois terços das pessoas com produtos de apoio relataram ter feito pagamentos diretos e que contaram com a família e amigos para apoiar financeiramente suas necessidades.

Unifeed Video

Menores com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento

Pesquisas anteriores observam que as principais barreiras são falta de conscientização e de preços inacessíveis para serviços, produtos de qualidade, variedade e quantidade inadequadas, desafios para compras e cadeia de suprimentos.

Os benefícios de produtos assistivos envolvem a melhoria da saúde, do bem-estar, da participação e da inclusão de usuários.

Emprego 

Com uma qualidade garantida, segura e acessível um melhor cenário permitiria baixar custos de saúde e bem-estar, como internações hospitalares recorrentes ou benefícios estatais. Outra vantagem seria ter uma força de trabalho mais produtiva, estimulando indiretamente o crescimento econômico.

O acesso à tecnologia assistiva para crianças com deficiência é frequentemente o primeiro passo para o desenvolvimento infantil, acesso à educação, participação em esportes e vida cívica e melhor preparação para o emprego.

A publicação ressalta que crianças com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento. A situação requer frequentes ajustes ou substituições de seus produtos de apoio.

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Guterres condena “ato vil de racismo violento” em supermercado em Buffalo, EUA

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Headline: Guterres condena “ato vil de racismo violento” em supermercado em Buffalo, EUA

Chefe da ONU fez um apelo por mais harmonia um dia depois de 10 pessoas terem sido assassinadas em cidade no estado de Nova Iorque; suspeito de 18 anos transmitiu ao vivo o ataque pela internet e maioria das vítimas era afro-americana. 

O secretário-geral das Nações Unidas condenou o que ele chamou de “ato vil de extremismo violento e racista” ocorrido no sábado em um supermercado na cidade de Buffalo, em Nova Iorque.  

Em nota divulgada pelo seu porta-voz, António Guterres faz um apelo por mais harmonia após 10 pessoas terem sido assassinadas e três terem ficado feridas no ataque racista no mercado Tops.  

Racismo e discriminação 

Unsplash/Clay Banks

Marcha contra a discriminação racial na Carolina do Norte, EUA.

O suspeito, Payton S. Gendron, é branco, tem 18 anos e segundo agências de notícias, transmitiu ao vivo a ação em uma plataforma na internet. A maioria das vítimas era afro-americana.  

O chefe da ONU também condena “nos termos mais fortes o racismo em todas as formas e discriminação baseada em raça, religião, crenças ou nacionalidades.”  

A nota enviada pelo porta-voz Farhan Haq destaca ainda que Guterres defende o trabalho em conjunto “para a construção de sociedades inclusivas e pacíficas”. 

Justiça  

O secretário-geral enviou condolências aos familiares e entes queridos das vítimas e ressaltou que espera “que a justiça seja feita rapidamente”. 

O autor do ataque foi preso e o incidente é considerado o tiroteio em massa mais fatal ocorrido nos Estados Unidos este ano. Outros massacres racistas que aconteceram no país incluem o assassinato de nove afro-americanos em uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul em 2015 e o ataque de 2018 na sinagoga Tree of Life in Pittsburgh, Pensilvânia, onde 11 pessoas foram mortas.  

MIL OSI