Fórum Urbano Mundial busca compromisso para reconstrução de cidades

Source: United Nations – in Portuguese

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Agência ONU-Habitat vê momento crítico para debate com desafios como pandemia, clima e conflitos; levantamento aponta que centros urbanos devem abrigar 68% da população global até 2050; secretário-geral da ONU quer apoio para que cidades possam zerar emissões de gases de efeito estufa e serem mais inclusivas.

O Fórum Urbano Mundial, evento bianual convocado pelo Programa das Nações Unidas para Assentamentos Humanos. ONU-Habitat, começou neste domingo em Katowice, na Polônia.

Segundo a agência, este é um momento crítico para o desenvolvimento urbano e a reunião levará um apelo para que os participantes dobrem os esforços para enfrentar os desafios apresentados às cidades por conflitos, pandemia e emergência climática.

UN Habitat

Participantes do Fórum Urbano Mundial realizado em Katowice, Polônia.

Cidades no centro dos desafios atuais

Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres, agradeceu a solidariedade do país na recepção dos refugiados ucranianos.

O programa foi significativamente modificado para refletir o conflito no país vizinho. Mais de 3 milhões de ucranianos se refugiaram na Polônia desde o início da guerra.

Para Guterres, as cidades são centrais para “praticamente todos os desafios que enfrentamos” atualmente. E à medida que o mundo busca se recuperar da crise de saúde, será necessário considerar a igualdade de gênero na promoção de infraestrutura e serviços urbanos para dar a todas as pessoas, especialmente jovens, mulheres e meninas, acesso a um futuro melhor.

Ele lembra que os centros urbanos geram mais de 80% do PIB global, mas também são responsáveis por 70% das emissões de gases de efeito estufa e, assim, devem ser líderes de ação climática para manter a meta de 1.5oC ao alcance.

O secretário-geral afirmou que muitas cidades do mundo todo estão se comprometendo em zerar as emissões de gases de efeito estufa até 2050 ou antes, no entanto, ele acredita que elas precisam de apoio mais coordenado de todos os níveis de governo, bem como parcerias o setor privado e a sociedade civil.

Densidade populacional

O ONU-Habitat estima que a população global vivendo em áreas urbanas deve aumentar de 56% para 68% até 2050, principalmente na África e no Oriente Médio.

Para a subsecretária-geral da ONU e diretora executiva da agência Maimunah Mohd Sharif, embora a realidade atual seja muito desafiadora, “devemos manter nosso foco e dobrar nossos esforços no desenvolvimento sustentável”.

Ela acredita que “um futuro melhor continua sendo possível” e que já existem roteiros para chegar lá, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, Nova Agenda Urbana e o Acordo de Paris sobre Mudanças Climáticas. 

A chefe da agência pediu “ação real” para implementar esses compromissos, e como um novo contrato social que inclua renda básica universal, cobertura de saúde e moradia acessível.

Evento

O Fórum Urbano Mundial segue até dia 30 de junho e é coorganizado com o governo da Polônia e a cidade de Katowice. 

O local foi escolhido para a primeira realização do evento na Europa Oriental, em grande parte devido à transição bem-sucedida de um centro das indústrias de carvão e aço para uma cidade tecnológica e cultural.

Segundo o ONU-Habitat, mais de 16 mil pessoas são esperadas no Centro Internacional de Congressos, construído em uma antiga mina de carvão. 

Entre os participantes estão mais de 50 ministros e vice-ministros do governo, mais de 800 funcionários e representantes do governo, além de 400 palestrantes em dezenas de eventos discutindo e elaborando políticas e soluções inovadoras.

Os cinco dias do Fórum devem terminar com as Ações Declaradas de Katowice, um compromisso e plano de apoio a urbanização. 

O documento deve ser construído por representantes do governo, sociedade civil, setor privado e partes interessadas na Nova Agenda Urbana, um roteiro para a urbanização sustentável adotado em 2016 em Quito.
 

MIL OSI

Angola destaca que Conferência dos Oceanos é oportunidade para acabar com “triste cenário”

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Presidente da República, João Lourenço, lembra que os oceanos são fonte de riqueza e importantes para integrar diferentes culturais e trocas comerciais entre nações; ele pede urgência para resolver “triste cenário”. 

O presidente de Angola discursou em Lisboa nesta segunda-feira, na abertura da Conferência do Oceanos das Nações Unidas. João Lourenço enalteceu os oceanos pelo papel importante para a “integração das diferentes culturas, religiões e costumes dos povos” e pelas “trocas comerciais entre as nações”. 

O chefe de Estado angolano afirmou que o evento de alto nível na capital de Portugal traz uma oportunidade para reverter os danos causados ao ecossistema marinho. 

Pesca ilegal  

ONU/Martine Perret

Pesca é fonte vital de alimentos e de empregos ao redor do mundo.

“O triste cenário que hoje constatamos, impele-nos a agir com a máxima urgência por forma a encontrarmos soluções que invertam a atual tendência de poluição dos mares e oceanos e de exploração desregrada dos recursos marinhos.” 

João Lourenço explicou ainda que o governo angolano colocou a economia azul no Plano de Desenvolvimento Nacional. O presidente falou ainda sobre medidas para conter a pesca ilegal. 

Hidrogênio  

© Unsplash/Caleb George

Oceanos no centro dos debates de alto nível durante toda a semana em Lisboa.

“É em função desta perspetiva, que temos vindo a desenvolver ações no sentido de alargar os limites da nossa Zona Económica Exclusiva, na base do qual poderemos passar a utilizar e proteger os recursos que se encontram em zonas próximas da nossa costa e que têm vindo a ser objeto de dilapidação por parte de frotas pesqueiras estrangeiras não licenciadas.” 

Na Conferência dos Oceanos, o presidente João Lourenço destacou ainda que Angola acaba de assinar um contrato com uma empresa alemã para “dar os primeiros passos na produção de hidrogênio verde para exportação a partir de 2024.” 

Outra iniciativa de Angola mencionada no discurso do chefe de Estado foi uma campanha para a plantação de 1 milhão de mangais, durante oito meses, em toda a orla costeira do país.  

MIL OSI

Para Portugal, este é o melhor momento para abrigar a Conferência dos Oceanos

Source: United Nations – in Portuguese

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Presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que pandemia e guerra não podem servir de pretexto para se adiar busca de soluções; já chefe da diplomacia portuguesa, João Cravinho, fala de momento para agir em fase de grande convergência de vontades. 

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, abriu a Conferência dos Oceanos da ONU dizendo que o evento no país acontece no melhor lugar, no melhor momento e na melhor abordagem. 

Falando aos participantes em inglês, ele ressaltou que a reunião deve ser de desconfinamento e ambição.  

Pandemia e guerra 

No discurso, Marcelo Rebelo de Sousa disse que com base nos acordos, nas negociações e nos desfechos recentes, a capital portuguesa era o melhor sítio. Ele apontou que esta é a melhor ocasião, tendo em conta a realidade da pandemia e da guerra. Mas destacou que estes fatores não podem servir de pretexto para se esquecer o longo problema dos desafios estruturais em relação aos mares, o foco da reunião.  

ONU/Eskinder Debebe

Evento junta recebe 28 chefes de Estado e governo e 120 ministros

A ONU News, que está em Lisboa, conversou com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Cravinho. Segundo ele, a concentração global na  maior conferência mundial sobre os oceanos destaca haver uma tendência de se alcançar um acordo entre os participantes para salvar os mares.  

Humanidade  

“Disso precisam os oceanos e a humanidade, porque os oceanos estão na base da nossa sobrevivência. A nossa expectativa, portanto, é que daqui de Lisboa saia uma manifestação clara de tomada de consciência e de percepção da necessidade de agirmos. As expectativas são elevadas, porque nós temos aqui 7 mil pessoas, temos 140 países, mais de 100 liderados a nível do ministro. Temos um total de 120 ministros, e 28 chefes de Estado e governo. Este é um momento para agirmos e aqui uma grande convergência de vontade para agir.”  

No evento, o vice-presidente da Comissão Organizadora da Conferencia dos Oceanos, Alexandre Leitão, disse que o desfecho deve ser mais que do que definir novos alvos.  

“Esperamos a maior interação dos atores relevantes dos oceanos do meio da ação oceânica em Lisboa. Esta é a Segunda Conferência dos Oceanos. A segunda depois da primeira há cinco anos. Muito mais pessoas, muito mais entidades. Mais de 1.178 entidades da sociedade civil, 140 Estados e mais de 200 responsáveis políticos juntam-se em Portugal para fazer avançar a ação oceânica baseada em soluções científicas e operacionais e que possam ajudar a passar das palavras e interações aos atos.”  

Problemas 

Ao saudar os representantes globais, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o mundo deve acreditar e lutar por um planeta mais cooperativo, numa abordagem aos problemas a ser feita com base no multilateralismo.  

O pronunciamento do presidente ressaltou haver outros elementos essenciais a ter em conta nos debates como convergência, diálogo, tolerância, convergência, multilateralismo instituições globais.  

Portugal destaca que as ações para lidar com a crise climática e o oceano são exemplos de uma abordagem que agrega tanto o primeiro mundo, os países mais ricos e privilegiados, e as nações economicamente menos favorecidas. 

MIL OSI

Chefe da ONU abre Conferência dos Oceanos com quatro recomendações aos países

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António Guterres pede que acordo global que será negociado em Lisboa envolva investimentos na economia azul, redução de todo o tipo de poluição marinha, investimentos em infraestruturas costeiras e mapeamento de 80% do fundo do mar.

O secretário-geral das Nações Unidas deu as boas-vindas esta segunda-feira às delegações de mais de 130 países que participam, em Lisboa, da Conferência dos Oceanos.

Na abertura do evento de alto-nível, António Guterres agradeceu aos “governos de Portugal e do Quênia”, ressaltando que são dois países com “longa tradição marítima”, por organizarem a conferência.

O chefe da ONU disse que partilha com os seus concidadãos portugueses uma especial afinidade com o mar. Ele citou o poeta Fernando Pessoa: “Deus quis que a terra fosse toda uma, que o mar unisse, já não separasse. Faço, pois, votos para que esta Conferência represente um momento de unidade e aproximação entre todos os Estados-membros, gerado em torno dos assuntos do mar e da proteção e preservação dos Oceanos.”

Mudar a Maré

António Guterres lamentou que o oceano não foi valorizado e atualmente, o mundo enfrenta o que ele chama de “Emergência Oceânica”. Para isso, é preciso “mudar a maré”, uma vez que “o aquecimento global está levando as temperaturas do oceano a níveis recorde, criando tempestades mais frequentes e mais fortes”.

O secretário-geral citou vários problemas: aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos, branqueamento dos corais, degradação de manguezais e poluição.

Guterres afirmou que “quase 80% das águas residuais são descartadas no mar sem tratamento” e por ano, “8 milhões de toneladas de plástico vão parar nos oceanos”. O chefe da ONU pede “ação drástica” para que o volume de plástico não supere o total de peixes nos oceanos em 2050.

Na abertura da Conferência dos Oceanos, o secretário-geral mencionou também o problema da pesca excessiva, que está “acabando com os estoques de peixes” e fez um apelo aos governos, ao lembrar “não ser possível ter um planeta saudável sem um oceano saudável”.

Tratado sendo negociado em Lisboa

Ao lembrar que o oceano produz mais da metade do oxigênio que respiramos, além de ser fonte de renda para mais de 1 bilhão de pessoas, António Guterres fez quatro recomendações aos países-membros da ONU.

O secretário-geral pede que o novo tratado que será negociado esta semana em Lisboa tenha como meta o investimento na economia azul para os setores de alimentação e de energias renováveis. Ele explicou que o manejo sustentável dos oceanos tem o potencial de aumentar em seis vezes produção de alimentos que vêm do mar e gerar 40 vezes mais energia renovável.

A segunda recomendação é para a prevenção e redução de todos os tipos de poluição marinha. O terceiro ponto apresentado por Guterres envolve a proteção dos oceanos e das pessoas que dependem deles, com investimentos em infraestrutura costeira e compromisso do setor naval para emissões zero de CO2 até 2050.

A quarta proposta do chefe da ONU é para que toda a comunidade global participe do mapeamento de 80% do fundo do mar até 2030. António Guterres pede ainda ao setor privado para que invista em pesquisas sobre os oceanos.

O secretário-geral da ONU terminou seu discurso com uma saudação em Kiswahili, dizendo que “o oceano nos leva a qualquer lado.”

MIL OSI

Banco Africano de Desenvolvimento aprova instituição de referência: Criação da Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica para transformar a indústria farmacêutica africana

MIL OSIABIDJAN, Costa do Marfim, 27 de junho 2022/APO Group/ —

O Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) aprovou a criação da Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica, uma nova instituição pioneira que irá melhorar significativamente o acesso de África às tecnologias que sustentam o fabrico de medicamentos, vacinas e outros produtos farmacêuticos.

O Presidente do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento, Dr. Akinwumi Adesina, afirmou: “Este é um grande desenvolvimento para África. África deve ter um sistema de defesa da saúde, que deve incluir três áreas principais: renovação da indústria farmacêutica africana, construção da capacidade de fabrico de vacinas em África, e construção de infraestruturas de saúde de qualidade em África“.

Durante a Cimeira da União Africana em Adis Abeba, em fevereiro de 2022, os líderes do continente apelaram ao Banco Africano de Desenvolvimento para facilitar a criação da Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica. Adesina, que apresentou os argumentos para a criação da instituição à União Africana, afirmou: “África já não pode subcontratar a segurança dos seus 1,3 mil milhões de cidadãos à benevolência de outros“. Com esta iniciativa ousada, o Banco Africano de Desenvolvimento honrou esse compromisso.

A decisão é um grande impulso para as perspetivas de saúde de um continente que tem sido agredido durante décadas pelo fardo de várias doenças e pandemias como o Covid-19, mas tendo uma capacidade muito limitada de produzir os seus próprios medicamentos e vacinas. África importa mais de 70% de todos os medicamentos de que necessita, gastando 14 mil milhões de dólares por ano.

Os esforços globais para expandir rapidamente o fabrico de produtos farmacêuticos essenciais, incluindo vacinas nos países em desenvolvimento, particularmente em África, para assegurar um maior acesso, têm sido dificultados pela proteção dos direitos de propriedade intelectual e patentes sobre tecnologias, know-how, processos de fabrico e segredos comerciais.

As empresas farmacêuticas africanas não dispõem de capacidade de prospeção e negociação, nem amplitude para se envolverem com empresas farmacêuticas globais. Têm sido marginalizadas e deixadas para trás em complexas inovações farmacêuticas globais. Recentemente, 35 empresas assinaram uma licença com a Merck americana para produzir Nirmatrelvir, um medicamento Covid-19. Nenhuma delas era africana.

Não existe em África nenhuma instituição no terreno para apoiar a implementação prática dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados com o Comércio (TRIPs) sobre licenciamento não exclusivo ou exclusivo de tecnologias, know-how e processos proprietários.

A Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica irá preencher esta importante e gritante lacuna. Quando estiver plenamente estabelecida, será dotada de pessoal com peritos de classe mundial em inovação e desenvolvimento farmacêuticos, direitos de propriedade intelectual e política de saúde; vai atuar como um intermediário transparente, avançando e intermediando os interesses do setor farmacêutico africano com empresas farmacêuticas globais e outras empresas do Sul para partilhar tecnologias, know-how e processos patenteados protegidos pela Propriedade Intelectual.

Adesina afirmou: “Mesmo com a decisão da Renúncia aos TRIPS na Organização Mundial do Comércio (OMC), milhões estão a morrer – e muito provavelmente continuarão a morrer – de falta de vacinas e de proteção eficaz. A Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica fornece uma solução prática e ajudará a favorecer o acesso a tecnologias, conhecimentos, know-how e processos patenteados para África“.

A Organização Mundial do Comércio e a Organização Mundial da Saúde, respetivamente, saudaram e elogiaram a decisão do Banco Africano de Desenvolvimento de criar a Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica.

A diretora-geral da Organização Mundial do Comércio, Dra. Ngozi Okonjo-Iweala, disse: “A Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica é um pensamento e uma ação inovadores do Banco Africano de Desenvolvimento. Fornece parte das infraestruturas necessárias para assegurar uma indústria farmacêutica emergente em África“.

A Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica dará prioridade a tecnologias, produtos e processos centrados principalmente nas doenças que são amplamente prevalecentes em África, incluindo pandemias atuais e futuras. Irá também construir competências humanas e profissionais, o ecossistema de investigação e desenvolvimento, e apoiar a atualização das capacidades da produção de fabrico e da qualidade regulamentar para cumprir as normas da Organização Mundial de Saúde.

Enquanto a Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica está a ser criada sob os auspícios do Banco Africano de Desenvolvimento, funcionará independentemente e angariará fundos de vários interessados, incluindo governos, instituições financeiras de desenvolvimento e organizações filantrópicas, entre outros.

A Fundação reforçará o compromisso do Banco Africano de Desenvolvimento de gastar pelo menos 3 mil milhões de dólares durante os próximos 10 anos para apoiar o setor farmacêutico e de fabrico de vacinas no âmbito do seu Plano de Ação Farmacêutico ‘Vision 2030’. As áreas de trabalho da Fundação serão também um trunfo para todos os outros investimentos atuais na produção farmacêutica em África.

O Ruanda irá acolher a Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica. Uma entidade de benefícios comuns, a Fundação terá a sua própria governação e estruturas operacionais. Irá promover e intermediar alianças entre empresas farmacêuticas estrangeiras e africanas.

A Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica irá reforçar as empresas farmacêuticas locais para se envolverem em iniciativas de produção local com aprendizagem tecnológica sistemática e atualização tecnológica a nível da fábrica.

A Fundação trabalhará com governos africanos, centros de investigação e desenvolvimento de excelência para reforçar o ecossistema regional de inovação farmacêutica e de vacinas para África e construir as competências necessárias para que o setor farmacêutico floresça.

Irá também promover uma coordenação mais estreita das várias iniciativas de fabrico de medicamentos e vacinas em curso a nível regional para aumentar as redes de colaboração, e alavancar sinergias e parcerias num contexto pan-africano.

A Fundação Africana de Tecnologia Farmacêutica trabalhará em estreita colaboração com a Comissão da União Africana, a Comissão da União Europeia, a Organização Mundial da Saúde, o Pool de Patentes de Medicamentos, a Organização Mundial do Comércio, organizações filantrópicas, agências e instituições bilaterais e multilaterais, e fomentará a colaboração entre os setores público e privado dos países desenvolvidos e dos países em desenvolvimento.

“Somos responsáveis pelos problemas nos oceanos e precisamos fornecer soluções”

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: “Somos responsáveis pelos problemas nos oceanos e precisamos fornecer soluções”

Declaração é do secretário-geral das Nações Unidas; António Guterres abre em Lisboa, nesta segunda-feira, a Conferência dos Oceanos da ONU, organizada por Portugal e Quênia; governos, sociedade civil e setor privado unidos durante uma semana para apresentar ações que levam ao fim da poluição, da sobrepesca e do branqueamento dos corais.  

Delegações de mais de 130 países estão na capital de Portugal, Lisboa, para participar durante toda a semana da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. 

Além dos governos, representantes da ONU, da sociedade civil, do setor privado e cientistas estarão unidos por uma causa comum: reverter os danos causados nos oceanos e na vida marinha. 

Oportunidade  

Antes da abertura do encontro de alto-nível, o secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que nós, seres humanos, “somos os responsáveis pelos problemas dos oceanos, como poluição, pesca excessiva e branqueamento dos corais”.  

Guterres quer soluções para todos esses problemas e segundo ele, a Conferência dos Oceanos é uma oportunidade para “mostrar compromisso real com uma economia azul sustentável”.  

Lixo plástico  

Parley/Pato Vacc

Limpeza em praia na cidade de Ubatuba, SP, Brasil.

Segundo a ONU, os oceanos cobrem 70% da superfície da Terra e  concentram “cerca de 80% de toda a vida terrestre”, além de “gerar 50% do oxigênio que necessitamos e absorverem 25% de todas as emissões de dióxido de carbono”. 

Em retribuição, os seres humanos depositam, por ano, mais de 11 milhões de toneladas de plásticos nos oceanos, como destaca o ministro da Economia e do Mar de Portugal. Ao ser entrevistado pela ONU News em Lisboa, António Costa Silva lamentou esta deterioração.  

“Como sabemos, o estado em que os oceanos se encontram é um estado que é muito mal. Nós temos tido a deterioração do sistema oceânico do nosso planeta e continuamos todos os anos a depositar mais de 11 milhões de toneladas de plástico no oceano, temos muitos dos ecossistemas que estão ameaçados. Portanto, eu espero muito por essa conferência, para que ela possa arredondar num plano de ação global, que depois pode ser declinado regionalmente a nível dos vários países, das várias plataformas que têm de ser mobilizadas.” 

Além da poluição dos mares, a pesca excessiva é um problema que precisa ser combatido em todos os continentes. O ministro do Mar de Cabo Verde também falou com a ONU News antes de embarcar para Lisboa. 

Segundo Abraão Vicente, o setor da pesca também é responsável pela poluição marinha.  

Expectativa  

“O principal poluidor dos oceanos é a grande indústria das pescas. Se as Nações Unidas fugirem desse aspeto e se os grandes países fugirem desse aspeto, temos um problema. Quem mais polui com redes de plástico, quem mais estraga os oceanos com o depósito em alto mar de grandes quantidades de combustíveis, de lixo produzido pelos navios industriais, é a indústria da pesca. Se fugirmos disso nesta cimeira, estamos a ser pouco sérios.” 

O ministro lembra que o arquipélago de Cabo Verde depende totalmente do mar. O país deve apresentar no encontro um plano para garantir a sustentabilidade da pesca.  

A sessão de alto nível da Conferência dos Oceanos da ONU começa às 10h na Altice Arena, no Parque das Nações, em Lisboa. Além dos discursos de chefes de Estado, de governo e de ministros, ocorrem em simultâneo mais de 200 eventos paralelos com setor privado, sociedade civil e cientistas. 

Até sexta-feira, último dia do encontro, os países-membros das Nações Unidas assinarão uma declaração com uma série de medidas que deverão ser tomadas para reverter a degradação dos oceanos.  

MIL OSI

Quase 90% dos negócios são gerados por empresas micro, pequenas e médias

Source: United Nations – in Portuguese

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Este 27 de junho é o Dia das Empresas Micro, Pequenas e Média; este ano, o lema é resiliência e reconstrução; para chefe da ONU, fortalecer essas iniciativas é ajudar a lutar contra a pobreza e criar empregos.

A pandemia de Covid-19 afetou de forma desproporcional os negócios das empresas micro, pequenas e médias. Juntas, elas são a alma da economia de comunidades ao redor do globo.

A declaração é do secretário-geral da ONU, António Guterres, para marcar este Dia das Empresas Micro, Pequenas e Médias. Essas iniciativas respondem por quase 90% dos negócios do mercado global. E mais de 60% dos postos de trabalho além de metade do Produto Interno Bruto, PIB, mundial.

OIT/K.B. Mpofu

Pandemia de Covid-19 afetou de forma desproporcional os negócios das empresas micro, pequenas e médias

Trabalhadores pobres, mulheres e jovens

Guterres citou outros fatores que golpearam as pequenas e médias empresas como desastres naturais e a crise mundial gerada pela guerra na Ucrânia.

Este ano, o lema do Dia é “Resiliência e Reconstrução”, que ressalta o papel vital dessas empresas para uma recuperação justa e sustentável.

O fortalecimento dos pequenos negócios ajuda a combater a pobreza, a criar postos de trabalho e a salvaguardar a subsistência de bilhões de pessoas incluindo trabalhadores pobres, mulheres e jovens.

ONU

Guterres citou outros fatores que golpearam as pequenas e médias empresas como desastres naturais e a crise mundial gerada pela guerra na Ucrânia

Mundo mais justo e próspero para todos

Segundo o Banco Mundial, serão precisos 600 milhões de novos empregos até 2030 para absorver o crescimento da força de trabalho global, por isso essas empresas se fazem prioridade para muitos governos.

Nos mercados emergentes, a maioria dos empregos vem de empresas médias que absorvem sete de cada 10 contratações.

António Guterres pede que o mundo renove seu compromisso com as micro, pequenas e médias empresas para salvar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na construção de um mundo mais justo e próspero para todos.

MIL OSI

Guterres pede desculpas aos jovens do mundo pela degradação dos oceanos

Source: United Nations – in Portuguese

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No Fórum dos Jovens e da Inovação, na Praia de Carcavelos, secretário-geral da ONU falou a mais de 100 estudantes de todo o mundo; ator do filme Aquaman, Jason Momoa esteve no local para receber o bastão da natureza; jovens de Portugal e do Brasil compartilham suas ideias inovadoras para mudar rumos e salvar a vida marinha.

A Praia de Carcavelos, na região metropolitana de Lisboa, recebeu neste fim de semana o Fórum dos Jovens e da Inovação, como parte dos eventos paralelos da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas. No domingo, aconteceu à beira-mar um encontro de alto-nível, com a presença do chefe da ONU e do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa.

O secretário-geral da ONU começou seu discurso pedindo desculpas à geração jovem, em nome da geração dele, pelas condições do oceano, pelo estado da biodiversidade e pela mudança climática.

Responsabilidade Global

António Guterres afirmou que ainda hoje, todos estão se movimentando muito lentamente para reverter a degradação dos oceanos, recuperar a biodiversidade e parar com a mudança climática.

O chefe da ONU disse que o mundo ainda está girando na direção contrária, sendo uma “responsabilidade global que vai além da liderança política.”

Guterres explicou que os oceanos são afetados pelas crises de poluição, biodiversidade e clima. Aos jovens estudantes de mais de 100 países, o secretário-geral mencionou uma área no Oceano Pacífico coberta de plástico que tem o mesmo tamanho da França.

Carbono

António Guterres confessou que ao observar suas próprias ações e seu próprio comportamento, ele concluiu que a sua “pegada de carbono é muito grande”.

O chefe das Nações Unidas destacou que esta geração de jovens é essencial para reverter as tendências e resgatar o planeta.

Guterres falou ao lado do presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Ele afirmou que para que os jovens sejam ouvidos na questão do combate às ameaça aos oceanos, estes devem lutar por eles mesmos. O chefe de Estado português falou sobre a importância de não se deixar “tudo para políticos”.

O presidente do Quênia, Uhuru Kenyata, ainda está a caminho de Lisboa – o país africano também é co-anfitrião da Conferência dos Oceanos.

Vida marinha

A Praia de Carcavelos se transformou em um “escritório” onde jovens de todo o mundo apresentaram projetos inovadores para salvar a vida marinha.

Paulo Alves faz mestrado em Engenharia do Ambiente e comemora o seu aniversário de 30 anos no Innovathon. O projeto da sua equipe envolve a reutilização de plataformas petrolíferas.

“De forma a capacitá-las a produzir energias renováveis como hidrogênios ou combustíveis na base de compostos orgânicos ou a partir mesmo da produção do próprio hidrogênio a partir da água. Nós queremos adotar também umas produções de marisco e de aquacultura de algas nas partes inferiores das plataformas de forma a produzir águas mais limpas e alimentação para as pessoas.”

Segundo Paulo Alves, a maior dificuldade é arranjar recursos e pessoas que queiram apoiar este tipo de iniciativa.

A estudante de biologia marinha Gabriela Fernandes, 29 anos, apresenta com o seu grupo na Innovathon um projeto que envolve parcerias com empresas do setor de turismo que fazem observações de golfinhos e de baleias.
Golfinhos e baleias

“Para eles colocarem, fazerem upload de fotos desses animais. A gente vai criar um algorítimo onde a gente vai fazer a identificação de grupos, indivíduos e também vamos estudar outros parâmetros através de equipamentos que vamos colocar nos barcos, hidrofones, e também vamos conseguir salvar combustível das embarcações.”

MIL OSI

Botsuana: Desenvolvimento do setor privado na região da África Austral recebe um impulso com a aprovação de um empréstimo de 30 milhões de dólares do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento à Norsad Capital

MIL OSIABIDJAN, Costa do Marfim, 26 de junho 2022/APO Group/ —

O Conselho de Administração do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) aprovou um empréstimo de 30 milhões de dólares à Norsad Capital Limited, um investidor de impacto baseado no Botsuana, para financiar empresas de agroprocessamento, saúde, serviços financeiros, indústria transformadora, tecnologias de informação e comunicação e educação. 

Através do financiamento, o Banco procura catalisar um maior acesso ao financiamento a longo prazo para as empresas e promover o desenvolvimento do setor privado na região da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). A Norsad canalizará uma parte do financiamento para empresas que operam em estados em transição na região, e em apoio ao crescimento inclusivo. O resultado esperado é a criação de emprego para, entre outros grupos, jovens e mulheres nos setores de agroprocessamento e produção artesanal de mão-de-obra intensiva.

“O mecanismo do Banco apoiará o aumento dos empréstimos e a extensão do prazo dos empréstimos aos clientes da Norsad, em conformidade com a estratégia a médio prazo da Norsad”, disse Stefan Nalletamby, Diretor de Desenvolvimento do Setor Financeiro do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento.

Segundo Ahmed Attout, Diretor da divisão de Desenvolvimento dos Mercados de Capitais do Banco, o impacto perturbador da pandemia da COVID-19 significa que instituições como a Norsad devem aumentar os seus empréstimos ao setor privado para apoiar a recuperação económica liderada pelo setor privado na região.

O projeto está alinhado com uma série de prioridades do Banco Africano de Desenvolvimento, incluindo as suas prioridades estratégicas (High5). Também faz avançar a Estratégia de Desenvolvimento do Setor Privado 2021-2025 do Banco e, devido ao cumprimento pela Norsad das normas de gestão ambiental e social, está também de acordo com a Política e Estratégia de Crescimento Verde e Climática do Banco e a Estratégia e Plano de Ação para as Alterações Climáticas da SADC (2015).  

A Norsad, que opera como instituição financeira privada não bancária, fornece financiamento a empresas privadas e instituições financeiras que operam na Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, com 16 membros.

É propriedade de onze agências nacionais de desenvolvimento da SADC e de quatro instituições financeiras de desenvolvimento nórdicas: Swedfund International; Fundo de Investimento norueguês para os Países em Desenvolvimento; Fundo de Investimento da Dinamarca para os Países em Desenvolvimento e Fundo finlandês para a Cooperação Industrial.

Abuso de entorpecentes e tráfico têm impacto sobre crises humanitárias e de saúde

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Abuso de entorpecentes e tráfico têm impacto sobre crises humanitárias e de saúde

Em mensagem, secretário-geral da ONU lembra que os criminosos lucram com a miséria dos outros e lembra aumento de 500% na apreensão de metanfetaminas e disparada na produção de cocaína, na última década.

A ONU marca neste 26 de junho o Dia Internacional contra o Abuso e Tráfico Ilícito de Drogas. O problema impacta, de forma negativa, as crises de saúde e humanitárias.

Desastres climáticos, conflitos e deslocamento forçado além da pobreza extrema são condições que levam ao abuso de entorpecentes. A pandemia da Covid-19 só fez piorar uma situação que já era grave.

Acesso a tratamento necessário

Em mensagem, o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que os criminosos lucram com o sofrimento das pessoas. A produção de cocaína aumentou, e as apreensões de metanfetamina quintuplicaram durante a última década.

O líder das Nações Unidas disse que as pessoas vivendo em emergências humanitárias têm menos chance de acesso a tratamento necessário.

Para Guterres, o mundo precisa renovar o compromisso de acabar com o flagelo do abuso e tráfico de drogas e apoiar aqueles que se tornam vítimas do problema.

Pessoas vivendo com HIV e hepatite

Ele defende soluções que não discriminem e que ponham as pessoas no centro das respostas. Assim como direitos humanos e de saúde como base na cooperação internacional de combate ao tráfico e abuso de entorpecentes.

Ele quer que serviços de apoio e tratamento para os usuários de droga sejam fortalecidos, uma vez que essas pessoas precisam de cuidados e não estigmas. Dentre eles estão pessoas vivendo com HIV e hepatite.

Para António Guterres é preciso responsabilizar quem lucra com a miséria e sofrimento alheios.

MIL OSI