Dia da África: ONU vê “potencial enorme” de continente dinâmico e diversificado

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Para celebrar o Dia da África, neste 25 de maio, representantes internacionais colocam em foco a interseção entre os direitos, o potencial e as capacidades da região para promover avanços.

A mensagem do secretário-geral da ONU, António Guterres, ressalta “um continente dinâmico e diversificado” num mundo marcado por mais contribuições dos africanos.

© PMA/Badre Bahaji

Países africanos têm dificuldades para responder às necessidades básicas das populações

Liderança no domínio das energias renováveis

O líder das Nações Unidas destaca ainda a crescente população jovem africana, a riqueza de recursos naturais, a beleza e a diversidade cultural que conferem uma grande potencialidade ao continente. 

A região que adotou a Zona de Comércio Livre Continental Africana e a Agenda 2063 da União Africana tem aumentado a relevância e a liderança no domínio das energias renováveis, destaca o secretário-geral. 

Guterres vê um futuro promissor para a população de 1,2 mil milhões de pessoas como fruto da colaboração para enfrentar desafios como efeitos das alterações do clima, conflitos, mudanças inconstitucionais, fome, pobreza, desigualdade e dívida.

Lideranças africanas

A subsecretária-geral e conselheira especial da ONU para África falou recentemente sobre o potencial da região. Cristina Duarte ressaltou que o respeito às instituições pode impulsionar progressos.

“A África é um continente rico em recursos energéticos, mas tem basicamente 600 mil pessoas sem acesso à eletricidade. Como é possível neste 21º século? O que é que está a faltar? O que é que nós não fomos capazes de acionar nas nossas independências. Eu acredito que as lideranças africanas têm que, na minha opinião, que entender a importância crítica das instituições e dos sistemas nos seus países, através dos quais podem exercer controle sobre os seus recursos”.

Em direção ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, a ONU sugere a reforma da arquitetura financeira internacional para que os países em desenvolvimento tenham acesso a recursos necessários para investir nos povos.  

Guterres aponta áreas específicas na África, incluindo o reforço dos sistemas de educação.

Milhares de pessoas ainda deixam diariamente o país africano

Terrorismo e extremismo violento

Em 2024, o tema da União Africana é “Educar um africano ajustado ao século 21: Construir sistemas educativos resilientes para aumentar o acesso à aprendizagem inclusiva, ao longo da vida, de qualidade e relevante em África.”

Para o secretário-geral, a parceria com África deve favorecer economias ecológicas com base em energias renováveis e proteger os direitos humanos, combater o terrorismo, o extremismo violento e silenciar as armas.

Guterres defende que a região africana tenha “um lugar em todos os fóruns multilaterais”, incluindo o Conselho de Segurança das Nações Unidas, o sistema financeiro internacional e outras estruturas globais de decisão. 

A expectativa do chefe da ONU é que a realização da Cúpula do Futuro agendada para setembro, em Nova Iorque, envolva os líderes africanos no momento para criar uma dinâmica e definir medidas em favor do progresso regional.   

MIL OSI

Tratado da ONU obriga que patentes citem origem de recursos genéticos e do saber tradicional

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Os Estados-membros das Nações Unidas adotaram por consenso, em Genebra, um tratado prevendo que sejam devidamente rastreados os recursos genéticos usados em inventos como novos medicamentos derivados de plantas exóticas.

Pela primeira vez, os países integrantes da Organização Mundial da Propriedade Intelectual, Ompi, concordam que os requerentes de patentes indiquem a origem dos recursos genéticos utilizados e do conhecimento tradicional ligado a eles.

Plantas medicinais, culturas agrícolas e espécies animais

As negociações do Tratado da Ompi sobre Propriedade Intelectual, Recursos Genéticos e Conhecimento Tradicional Associado duraram 25 anos. O documento entrará em vigor após ser adotado por 15 países, segundo o direito internacional.

O acordo adotado nesta sexta-feira marcou o fechamento da Conferência Diplomática e cobre recursos genéticos como plantas medicinais, culturas agrícolas e algumas espécies de animais. A aplicação das medidas não será retroativa, sendo somente aplicável a futuras descobertas.

Fundo Global/John Rae

Ompi apoia o produto de inovações de pessoas colocando seus recursos ao serviço da humanidade

O presidente do evento foi o embaixador Guilherme de Aguiar Patriota, que representa o Brasil junto à Organização Mundial do Comércio, OMC. Após bater o martelo na aprovação do novo tratado, ele assinalou “um resultado cuidadosamente equilibrado” da conferência.

Para Patriota, trata-se do “melhor compromisso possível e uma solução cuidadosamente calibrada, que procura unir e equilibrar uma variedade de interesses, alguns defendidos com muita paixão e assiduamente expressos e defendidos ao longo de décadas.” 

Produtos inovadores 

Pelo tratado, empresas de indústrias como moda, bens de luxo e farmacêuticas devem especificar a origem dos produtos químicos à base de plantas contidos em produtos inovadores como medicamentos ou cremes para a pele. Cerca de 30 países já contam com regras similares.

O tratado é visto como um avanço importante em nível global por exigir que os requerentes de patentes, tal como empresários estrangeiros ou empresas internacionais, especifiquem a origem de ideias por trás de seus produtos.

© FAO/Khalil Mazraawi

Tratado prevê rastreio dos recursos genéticos usados em inventos como novos medicamentos derivados de plantas exóticas

O diretor-geral da Ompi, Daren Tang, elogia a conquista “histórica” por ser o primeiro tratado da agência em mais de uma década. Ele disse que os participantes ao evento das últimas duas semanas “transcenderam as categorias do Norte e do Sul”.

Sistema global de propriedade intelectual

Para a Ompi, outro ponto inédito é que “os sistemas de conhecimento e saber que apoiaram economias, sociedades e culturas durante séculos estejam agora inscritos no sistema global de propriedade intelectual”.

Tang disse que pela primeira vez, a comunidade global de propriedade intelectual reconhece a ligação entre os povos indígenas, as comunidades locais e seus recursos genéticos e o conhecimento tradicional associado.

Pelas regras da Ompi não é permitida a proteção da propriedade intelectual dos recursos naturais ou genéticos em si. Mas a agência apoia o produto de inovações de pessoas colocando seus recursos ao serviço da humanidade.

MIL OSI

Covid-19 reverteu mais de uma década de ganhos na expectativa de vida, diz OMS

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Dados da Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgados nesta sexta feira revelaram que entre 2019 e 2021, os primeiros anos da pandemia de Covid-19, a expectativa de vida em todo o mundo caiu 1,8 anos, chegando 71,4 anos, que era o nível em 2012. 

De acordo com a agência, esses números reforçam a necessidade de os países chegarem a um acordo sobre um tratado pandêmico global para proteger as gerações futuras.

Pnud Coreia do Sul

Fragilidade dos avanços em saúde

Em resposta às conclusões do levantamento, o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, destacou a fragilidade dos avanços na saúde global quando confrontados com emergências sem precedentes como a pandemia, que causou mais de 7 milhões de mortes confirmadas. 

Segundo Tedros “em apenas dois anos, a pandemia da Covid-19 apagou uma década de ganhos na expectativa de vida”. 

Para ele “é por isso que o novo Acordo Pandêmico é tão importante: não apenas para fortalecer a segurança sanitária global, mas para proteger os investimentos de longo prazo na saúde e promover a equidade dentro e entre os países.”

A nível regional, as Américas e o Sudeste Asiático sentiram o maior impacto do coronavírus, com a expectativa de vida caindo cerca de três anos. 

Em contraste, os países do Pacífico Ocidental foram minimamente afetados durante os primeiros dois anos da pandemia, com apenas pequenas perdas em anos e qualidade de vida.

Doenças crônicas, desnutrição e obesidade

O relatório Estatísticas Mundiais de Saúde de 2024 da OMS confirmou que a Covid-19 foi a terceira maior causa de morte a nível mundial em 2020 e a segunda maior um ano depois. O coronavírus também foi a principal causa de mortalidade nas Américas em 2020 e 2021.

De acordo com a agência, antes da pandemia, as doenças não transmissíveis continuavam sendo as principais causas de morte, sendo responsáveis ​​por 74% de todas os óbitos em 2019.

Durante a crise de saúde, condições crônicas como doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais e câncer estiveram na origem de 78% das mortes não relacionadas com a Covid-19.

Outras causas importantes de encurtamento da vida são reveladas no estudo são a subnutrição, a desnutrição, o excesso de peso e a obesidade. Em 2022, mais de 1 bilhão de pessoas com cinco anos ou mais viviam com obesidade, enquanto mais de meio bilhão tinham peso abaixo da média.

O relatório da OMS afirma que “a subnutrição nas crianças também foi impressionante”, com 148 milhões de crianças com menos de cinco anos afetadas por atraso no crescimento.

ONU News/Daniel Dickinson

Bebê em clínica de saúde em Androy, Madagascar

Desigualdade na saúde

O relatório das Estatísticas Mundiais de Saúde da OMS também destacou os desafios enfrentados pelas pessoas com deficiência, refugiados e migrantes. 

Em 2021, cerca de 1,3 bilhões de pessoas, ou 16% da população mundial, tinham alguma deficiência. “Este grupo é desproporcionalmente afetado pelas desigualdades na saúde resultantes de condições evitáveis e injustas”, ressaltou a agência.

A OMS observou que existem problemas semelhantes de acesso à ajuda médica para refugiados e migrantes. Os dados apontam que apenas metade das dezenas de países avaliados entre 2018 e 2021 forneceram serviços públicos de saúde para este grupo no mesmo padrão que o oferecido a outros cidadãos. 

Para a agência, isso reflete a “necessidade urgente” de os sistemas de saúde se adaptarem para abordar as “desigualdades persistentes e as necessidades demográficas em constante mudança das populações globais”.

Negociações sobre tratado pandêmico

Em uma tentativa de evitar uma futura pandemia, a OMS está conduzindo discussões “altamente complexas” com os Estados-membros da ONU para elaborar e negociar um acordo internacional com diversas medidas coletivas. 

O objetivo é apresentar o resultado destas negociações na próxima reunião da Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, na próxima semana, onde os 194 Estados-membros da OMS deverão adotar o tratado.

A agência esclarece que participação dos países no acordo seria voluntária, ao contrário do que dizem campanhas de desinformação online, que alegam falsamente que o acordo significaria abdicar da soberania nacional. 

Segundo a OMS, as negociações sobre um futuro acordo giram em torno da necessidade de garantir o acesso equitativo às ferramentas necessárias para prevenir pandemias. Os recursos incluem vacinas, equipamento de proteção, informação e conhecimentos especializados, bem como o acesso universal aos cuidados de saúde para todos.

MIL OSI

Nova resolução da ONU defende proteção de trabalhadores humanitários em conflitos

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O Conselho de Segurança adotou nesta sexta-feira uma resolução sobre a proteção de funcionários humanitários e das Nações Unidas em áreas de conflito armado. A decisão foi aprovada com 14 votos a favor e a abstenção da Rússia.

O texto lembra que os Estados têm a responsabilidade primária pela garantia de segurança a trabalhadores de auxílio, da organização ou a eles associados, incluindo o pessoal recrutado em níveis nacional e local, suas instalações e bens.   

Grande preocupação com a alta de ataques

Em meados de maio, as Nações Unidas revelaram que somente no ano passado 91 trabalhadores humanitários perderam a vida em nível global. As vítimas incluem 120 feridos e 53 sequestrados.

ONU estima que em vários conflitos 90% do pessoal humanitário atuando em nível nacional está entre os afetados

O levantamento não inclui dados sobre a Faixa de Gaza. Com a violência em curso, a Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, confirmou a perda de 142 funcionários entre outubro e dezembro.

A resolução expressando grande preocupação com a alta de ataques, atos de violência e ameaças contra os trabalhadores de auxílio lembra a obrigação de todas as partes num conflito armado de respeitar o direito internacional humanitário.

O documento sublinha as determinações do Direito Internacional Humanitário em relação à proteção das populações e bens civis, que incluem permitir e facilitar a passagem rápida, segura e sem entraves da ajuda.

Desinformação e uso de tecnologias de informação

O Conselho aponta que o uso indiscriminado de dispositivos explosivos, bem como de ameaças indiretas, como desinformação e tecnologias de informação e comunicação visando operações humanitárias, minam a confiança. Essa utilização coloca em risco o pessoal das Nações Unidas e das organizações humanitárias.

© OMS Sudão do Sul

Conselho condena a decisão ilegal de negação do acesso humanitário

A resolução condena a decisão ilegal de negação do acesso humanitário e a privação de bens essenciais aos civis, porque impedem “os esforços de socorro e agravam a insegurança alimentar induzida pelo conflito”.

O texto proposto pela Suíça enfatiza a responsabilização e insta os países a realizarem investigações “completas, rápidas, imparciais e eficazes” das violações do direito internacional humanitário e do direito internacional contra o pessoal de auxílio e das Nações Unidas.

Cooperação com tribunais 

O Conselho defende que sejam tomadas medidas contra os responsáveis, de acordo com as leis nacionais e internacionais, visando “reforçar as medidas preventivas, garantir a responsabilização e responder às queixas das vítimas”.

Outro apelo feito aos países é que levem ao tribunal os alegados responsáveis por graves violações do direito internacional humanitário e cooperem com essas instituições, em níveis nacionais, regionais e internacionais, “de acordo com as respectivas obrigações dos Estados”.

As Nações Unidas estimam que em vários conflitos 90% do pessoal humanitário atuando em nível nacional está entre as pessoas afetadas.

© UNICEF/Eyad El Baba

Unrwa perdeu dezenas de funcionários entre outubro e dezembro em Gaza

 

MIL OSI

ONU instala 208 unidades habitacionais emergenciais no Rio Grande do Sul

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A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, deve instalar 208 unidades habitacionais emergenciais no Rio Grande do Sul para apoiar os afetados pelas inundações no estado. 

Falando à ONU News nesta sexta-feira, de Brasília, o responsável de comunicação da agência, Miguel Pachioni, revelou que uma parte já está nas áreas afetadas e o restante deve chegar entre este sábado e a próxima semana.

Acnur Brasil

Unidades Habitacionais para Refugiados em Boa Vista, Brasil

Habitação para refugiados

“Até o presente momento, nossos depósitos de instalações em Roraima, mais especificamente em Boa Vista, o nosso galpão já liberou o envio de oito unidades emergenciais de habitação que já estão no terreno de Rio Grande do Sul. Chegaram ao longo dessa semana. Outras 100 unidades foram enviadas e a previsão de chegada para amanhã. Foram enviadas do nosso depósito da Colômbia. Outras 100, também da Colômbia, serão enviadas na próxima semana. São 208 unidades emergenciais de habitação, que serão instaladas de acordo com as demandas do governo federal, alinhada com a demanda do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, para atender a população afetada pelas enchentes.”

O representante do Acnur ressalta que as estruturas são uma solução temporária, com uma duração média prevista de cinco anos. Pachioni explica que essas estruturas visam aliviar a sobrecarga dos abrigos improvisados e melhorar a qualidade do alojamento para a população afetada pelas enchentes.

Outros itens como galões, mochilas, fraldas para adultos, lonas, lâmpadas solares, mosquiteiros e kits sanitários e de higiene estão a caminho do Rio Grande do Sul. Mais itens estão sendo despachados dos estoques da agência na Colômbia e no Panamá.

O Acnur e a Organização Internacional para as Migrações, OIM, estão visitando os abrigos para fazer um levantamento dos refugiados, dos que precisam de proteção internacional e dos migrantes para avaliar suas necessidades e apoiar os casos mais urgentes. 

Os entrevistados expressaram preocupação com seu futuro, especialmente com o local para onde voltarão e quando. O Acnur e seus parceiros estão priorizando a reemissão de documentos perdidos.

As organizações lideradas por refugiados no Rio Grande do Sul estão coletando e distribuindo doações e trabalhando como voluntárias em abrigos de emergência. De acordo com dados do governo, o estado do Rio Grande do Sul abriga mais de 21 mil venezuelanos que foram realocados do estado de Roraima, na fronteira com a Venezuela, desde abril de 2018.

2 milhões de pessoas atingidas

Segundo a agência, mais de 2 milhões de pessoas foram atingidas pelas tempestades no Sul do Brasil, incluindo 43 mil refugiados e outras pessoas que precisam de proteção internacional, principalmente venezuelanos, haitianos e cubanos.

As enchentes são o maior desastre relacionado ao clima no sul do Brasil e causaram 163 mortes e desabrigaram 580 mil pessoas. Mais de 65 mil ainda estão em centros de acomodação temporária. 

Segundo o Acnur, 93% das cidades e vilas do Rio Grande do Sul foram afetadas. Estima-se que sejam necessários US$ 3,21 milhões para apoiar a resposta do Acnur, incluindo assistência financeira aos indivíduos afetados e itens essenciais de socorro.

Uma equipe especializada em gestão de abrigos, documentação e prevenção da violência de gênero foi mobilizada para as áreas do desastre e está coordenando o recebimento dos itens de socorro enviados pelo Acnur. 

A equipe também está fornecendo assistência técnica para melhorar o funcionamento dos abrigos, especialmente em Porto Alegre, a capital do estado.

Acnur Brasil

As primeiras Unidades Habitacionais para Refugiados (RHUs) e colchonetes chegaram à área afetada do Rio Grande do Sul, vindas do armazém do ACNUR em Boa Vista.

Mudança climática

Mesmo com a redução das chuvas e a queda no nível dos rios, a situação no Rio Grande do Sul é muito preocupante. A previsão do tempo para os próximos dias indica chuvas e ventos fortes, tempestades elétricas e possível queda de granizo em partes do território. Há previsão de um ciclone na região, que deve causar chuvas com ventos constantes na costa do Rio Grande do Sul.

Os eventos climáticos extremos no Brasil têm sido mais frequentes e devastadores nos últimos anos, incluindo secas na região amazônica e chuvas severas nos estados da Bahia e do Acre, aos quais o Acnur tem respondido.

O Acnur alerta que o financiamento para lidar com os impactos da mudança climática é insuficiente para atender às necessidades dos deslocados à força e das comunidades que os acolhem. 

Na avaliação da agência, sem ajuda para se preparar e resistir a esses impactos, para incluí-los nos planos nacionais de adaptação e para se recuperar de choques relacionados ao clima, eles correm o risco de serem deslocados. Ainda é necessária mais ajuda para fornecer socorro vital às famílias que perderam tudo.

Em abril de 2024, o Acnur lançou seu primeiro Fundo de Resiliência Climática para aumentar a resiliência dos refugiados, das comunidades deslocadas e de seus anfitriões à crescente intensidade dos eventos climáticos extremos relacionados às mudanças climáticas. 

Outras partes do mundo afetadas por inundações

No Afeganistão, inundações repentinas e chuvas fortes, que começaram em 10 de maio, causaram grandes danos e perda de vidas no norte, nordeste e oeste. Milhares de casas e hectares de terras agrícolas foram danificados ou destruídos, e mais de 300 pessoas morreram. 

O Acnur tem respondido com outras agências, avaliando as necessidades e distribuindo tendas de emergência, itens não alimentícios e kits de roupas. Com seus parceiros, a agência também está monitorando as preocupações com a proteção, incluindo os casos relatados de separação de famílias, e está oferecendo apoio psicológico. 

A situação no leste da África também continua preocupante. No Quênia, mais chuvas fortes nesta semana inundaram partes do campo de Kakuma, afetando abrigos e instalações públicas, incluindo clínicas de saúde e escolas. O Acnur e seus parceiros estão distribuindo itens de socorro, ajudando a evacuar os mais afetados para áreas seguras e reabilitando abrigos danificados.

Em Burundi, a agência, com o governo e parceiros, está ajudando os mais afetados por meio de realocações em locais temporários, fornecimento de água potável, assistência em dinheiro para necessidades urgentes e distribuição de materiais escolares para crianças. 

No Sudão do Sul, no Sudão e na Somália, há previsão de mais chuvas, e os rios continuarão a transbordar nas próximas semanas. Muitos refugiados e pessoas deslocadas estão hospedados em locais que podem ser severamente afetados. 

MIL OSI

Corte Internacional de Justiça pede fim da ofensiva israelense em Rafah

Source: United Nations – in Portuguese

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Com 13 votos a favor e dois contra, a Corte Internacional de Justiça, CIJ, estabeleceu novas medidas provisórias a serem cumpridas por Israel no caso movido pela África do Sul sobre aplicação da Convenção para a Prevenção e Punição do Crime de Genocídio na Faixa de Gaza.

O tribunal levou em conta o pedido de atualização feito pelo país africano no dia 10 de maio e reconheceu a “piora das condições de vida dos civis” em Rafah. 

Quatro novas medidas provisórias

Segundo a decisão dos juízes, Israel deve “interromper imediatamente a sua ofensiva militar e qualquer outra ação em Rafah que possa infligir ao grupo palestino em Gaza condições de vida que poderiam provocar a sua destruição física, total ou parcial”.

As novas medidas provisórias incluem também a determinação de manter aberta a passagem de Rafah para “abastecimento desimpedido em escala de urgência de serviços básicos e assistência humanitária”.

A corte também determinou que Israel tome “medidas eficazes para garantir o acesso desimpedido à Faixa de Gaza de qualquer comissão de inquérito, missão de averiguação ou outro órgão de investigação mandatado por órgãos competentes das Nações Unidas para investigar alegações de genocídio”.

A decisão traz ainda a exigência de que Israel apresente, dentro de um mês, um relatório à Corte sobre “todas as medidas tomadas para dar cumprimento à esta ordem”. Além das novas medidas provisórias, foram reafirmadas aquelas que já haviam sido adotadas em 26 de janeiro e 28 de março de 2024.  

A ONU estima que mais de 810 mil pessoas fugiram de Rafah nas últimas duas semanas

Situação “crítica”

Nesta sexta-feira, a agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, Unrwa, afirmou que está atuando para criar um ambiente saudável e seguro para os deslocados, mas a situação é “crítica”.

Dentre os desafios na área de Al Mawasi, para onde muitos palestinos fugiram após o início das ações militares israelenses em Rafah, a agência mencionou “avarias frequentes das máquinas, a ausência de um aterro seguro e a falta de pontos de coleta de lixo”

A Unrwa disse ainda que, enquanto uma guerra acontece em Gaza, na Cisjordânia a situação passa despercebida. As operações militares, a destruição, as restrições de movimento e a pobreza geram medo, incerteza e ansiedade entre as comunidades de refugiados palestinos.

Alimentos presos em armazéns

Falando de uma unidade de abastecimento na Jordânia com estoques prontos a serem enviados para Gaza, a diretora executiva do Programa Mundial de Alimentos, PMA, disse que “a comida precisa estar na mão de famílias que estão famintas e não em um armazém”. 

Cindy McCain reforçou o apelo por acesso seguro e contínuo para entrada de assistência em Gaza. Segundo ela, “a ajuda deve fluir por todos os corredores e pontos de entrada, todos os dias”. 

O PMA afirmou que milhares de famílias no enclave estão mais uma vez em busca de comida e abrigo. Até agora, neste mês, a agência forneceu alimentos a 1 milhão de pessoas, mas com rações reduzidas. 

MIL OSI

Temporada Da Basketball Africa League De 2024: Por Números

MIL OSIKIGALI, Ruanda, 24 de maio de 2024/Grupo APO/ —

Oito melhores equipas vão competir nos playoffs e finais da BAL (www.BAL.NBA.com) em Kigali, Ruanda de 24 de Maio a 1o de Junho; Bank of Kigali junta-se à lista de Parceiros de Marketing da BAL para playoffs e finais. 

Os playoffs da 2024 Basketball Africa League (BAL) começarão na sexta-feira, 24 de Maio na BK Arena em Kigali, Ruanda, com a apresentação das oito melhores equipas (https://apo-opa.co/3wP67QQ) das fases de grupos da conferência do Kalahari (https://apo-opa.co/3wCKu6N), Nile (https://apo-opa.co/4awYBbE) e Sara (https://apo-opa.co/3yxDXuA) que aconteceram em Pretória, África do Sul; Cairo, Egito; e Dakar, Senegal, respetivamente: FUS Rabat Basketball (Marrocos), Petro de Luanda (Angola), Cape Town Tigers (África do Sul), Al Ahly (Egito), Al Ahly Ly (Líbia), Rivers Hoopers (Nigéria), AS Douanes (Senegal) e US Monastir (Tunísia). 

O calendário completo dos jogos dos Playoffs e Finais, que está disponível em BAL.NBA.com, possui quatro jogos de classificação seguidos por oito jogos de playoffs de eliminação única, que culminam com as finais da BAL de 2024 em 1º de Junho às 16h.  Os bilhetes para os playoffs e as finais estão à venda em BAL.NBA.com e Ticqet.rw.

Junto com os playoffs e finais, a BAL e o Bank of Kigali anunciaram hoje uma colaboração para incentivar a presença dos fãs e elevar a experiência na arena ao longo da semana. O Bank of Kigali juntou-se à lista de parceiros que inclui o Conselho de Desenvolvimento de Ruanda, a NIKE, a Jordan Brand e a Wilson como parceiros fundadores, assim como os parceiros de marketing Afreximbank, Castle Lite, Hennessy e RwandAir.

Seguem-se factos e números notáveis sobre a temporada de 2024 da BAL:

  • 238.000 – Os jogos da BAL geraram 238.000 horas de exibição no total nos canais de mídia social e digital da NBA e da BAL esta temporada.
  • 125.000 – O jogo da Conferência do Nilo em 26 de Maio entre o actual campeão Al Ahly (Egito) e o participante da BAL de primeira vez, o Al Ahly Ly (Líbia), foi o jogo mais visto desta temporada no canal do YouTube da BAL com 125.000 espetadores únicos.
  • 80.000 – A BAL alcançou um recorde de público em uma única temporada, já que mais de 80.000 adeptos assistiram aos jogos nas três fases de grupos da conferência.
  • 5.000 – Esta temporada, a BAL envolveu mais de 5.000 jovens das comunidades locais através do BAL4HER, BAL Advance, campos femininos U-23, programação das Olimpíadas Especiais, clínicas Jr. NBA, Fan Zone e experiências de jogos na arena.
  • 544 – Al Ahly Ly registou 544 pontos em seis jogos durante a fase de grupo da Conferência do Nilo, o maior número de pontos marcados por qualquer equipa durante uma fase de grupos nesta temporada.
  • 500 – Mais de 500 membros da mídia de 20 países da África, Europa e EUA foram credenciados para fazer a cobertura das três fases do grupo.
  • 375 – A BAL contratou 375 treinadores e 141 árbitros através de clínicas em Pretória, Cairo e Dakar.
  • 226 – O base do Rivers Hoopers (Nigéria), Kelvin Amayo, e o base do Bangui Sporting Club (República Centro-Africana), Rolly Fula Nganga, jogaram cada um total de 226 minutos durante as fases de grupos, o maior número de minutos jogados entre todos os jogadores nesta temporada.
  • 214 – A temporada de 2024 da BAL está a chegar aos fãs de 214 países e territórios em 17 línguas através de parcerias de transmissão televisiva gratuita e paga com a União Africana de Radiodifusão, a American Forces Network (AFN), o Canal+, a NBA TV, a SuperSport, a Tencent Video, a TSN, a TV5 Monde, a Visionary TV e a Voice of America (VOA), e transmissão em directo no NBA App (https://apo-opa.co/43eJtgR), NBA.com, BAL.NBA.com e no canal do YouTube (https://apo-opa.co/3twvshm) da BAL. 
  • 154 – As 12 equipas da BAL desta temporada contaram colectivamente com 154 jogadores de 25 países da África, Europa, Oceania e EUA, incluindo cinco jogadores com experiência na NBA, 19 jogadores com experiência na NBA G League, 48 antigos jogadores da Divisão I da NCAA, 18 antigos jogadores campistas do Basketball Without Borders (BWB), 12 candidatos da NBA Academy Africa e 39 jogadores que representaram suas seleções nacionais na Copa do Mundo de Basquete da FIBA e no AfroBasket da FIBA.
  • 135 – O poste do Al Ahly Ly, Jo Lual-Acuil Jr., marcou 135 pontos em seis jogos durante a fase de grupos, tornando-se o maior pontuador da BAL. O poste sul-sudanês tem média de 23 pontos por jogo nesta temporada.
  • 110 – No dia 27 de Abril, o Al Ahly Ly registou 110 pontos na vitória sobre o City Oilers (Uganda), o que marca o maior número de pontos em um jogo da BAL nesta temporada.
  • 51 – O base do US Monastir (Tunísia), Chris Crawford, ajudou sua equipa a classificar-se para os playoffs com 51 assistências, líder da liga, em seis jogos.  O membro do 2023 All-BAL First Team e ex-jogador da NBA G League tem uma média de 8,5 assistências por jogo.
  • 42 – Em 27 de Abril, o poste do Al Ahly Ly, Jo-Lual Acuil Jr., estabeleceu um novo recorde de pontuação com 42 pontos em um único jogo da BAL, quando liderou sua equipa para a vitória por 110-78 sobre o City Oilers.
  • 22 – O base do Bangui Sporting Club, Rolly Fula Nganga, liderou o campeonato em três pontos (22) durante a fase de grupos.
  • 17 – O poste Khaman Maluach do City Oilers liderou o campeonato em desarmes de lançamento (17) durante as fases de grupos.  O candidato sul-sudanês da NBA Academy Africa e a Duke University tiveram média de 13,5 ressaltos e 2,8 desarmes de lançamento por jogo.
  • 12 – Como parte da terceira edição do programa BAL Elevate (https://apo-opa.co/3WSZp7d), um candidato da NBA Academy Africa juntou-se a cada uma das 12 equipas BAL para a temporada de 2023. A NBA Academy Africa é um centro de treinamento de basquetebol de elite em Saly, Senegal, para os melhores jogadores em idade escolar de toda a África e o primeiro desse tipo no continente.
  • 5 Cinco novas equipas e três novos países estavam entre as 12 equipas de clubes de 12 países africanos que se qualificaram para a temporada 2024 da BAL (https://apo-opa.co/3KfHLTI).
  • 3 O US Monastir, campeão da BAL em 2022, é o primeiro time na história da liga a superar um início de 0-3 na fase de grupos e se classificar para os Playoffs após terminar em 3-3. 
  • 2 – A BAL teve seu primeiro jogo de prorrogação dupla, quando os Rivers Hoopers derrotaram o Armée Patriotique Rwandaise Basketball (APR; Ruanda) por 78-71 em 11 de Maio.
  • 2 – O US Monastir e o vice-campeão de 2022, Petro de Luanda (Angola), são as únicas duas equipas que participaram nas quatro temporadas do BAL.
  • 1 – A fase de grupos inaugural da Conferência do Kalahari, em Março, marcou a primeira vez que os jogos da BAL foram realizados na África do Sul e a primeira vez que a liga expandiu-se para quatro países diferentes.

Táticas da indústria do tabaco viciam jovens por toda a vida, alerta OMS

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Headline: Táticas da indústria do tabaco viciam jovens por toda a vida, alerta OMS

Globalmente, 37 milhões de crianças de 13 a 15 anos consomem tabaco e, em muitos países, a taxa de uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes excede a de adultos.

Os dados foram revelados pelo relatório “Capturando a Próxima Geração”, lançado nesta quinta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e a Stop, uma organização de vigilância global da indústria do tabaco.

Marketing e lobby

O documento destaca como a indústria do tabaco e da nicotina cria produtos, implementa campanhas de marketing e trabalha para moldar ambientes políticos para viciar jovens ao redor do mundo.

Na região europeia da OMS, 20% dos jovens de 15 anos entrevistados relataram ter usado cigarros eletrônicos nos últimos 30 dias.

A agência alerta que apesar dos progressos significativos na redução do consumo de tabaco, o surgimento dos cigarros eletrônicos e de outros novos produtos derivados do tabaco e da nicotina representa uma grave ameaça para os jovens e para o controle do consumo. 

Estudos demonstram que o uso de cigarro eletrônico aumenta o uso de cigarros convencionais, particularmente entre jovens não fumantes, em quase três vezes.

Vaping envolve aquecer um líquido e inalar o aerossol nos pulmões

“Armadilhas viciantes”

O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “a história está se repetindo, na medida em que a indústria do tabaco tenta vender a mesma nicotina para as crianças em embalagens diferentes”.

De acordo com ele, “essas indústrias estão mirando ativamente escolas, crianças e jovens com novos produtos que são essencialmente uma armadilha, com sabor de doce” e “altamente viciantes para crianças”.

Uma pesquisa nos Estados Unidos descobriu que mais de 70% dos jovens usuários de cigarros eletrônicos parariam se os produtos estivessem disponíveis apenas no sabor do tabaco.

Para o diretor de Promoção da Saúde da OMS, Ruediger Krech, “o uso de sabores adequados para crianças, como algodão doce e chiclete, combinados com designs elegantes e coloridos que se assemelham a brinquedos, é uma tentativa evidente de viciar os jovens nesses produtos nocivos.”

Recado das gerações futuras

O diretor da Stop, Jorge Alday, ressaltou que “os jovens viciados representam uma vida inteira de lucros para a indústria”. Para o ativista, “é por isso que a indústria pressiona agressivamente para criar um ambiente que torne barato, atraente e fácil para os jovens ficarem viciados”. 

A OMS insta os governos a protegerem os jovens do consumo de tabaco, cigarros eletrônicos e outros produtos de nicotina, por meio de proibições ou regulamentações rigorosas.

As recomendações incluem a criação de locais públicos fechados, 100% livres de fumo, a proibição de cigarros eletrônicos aromatizados, proibições de marketing, publicidade e promoção, impostos mais altos, aumento da conscientização do público sobre as táticas enganosas usadas pela indústria e apoio a iniciativas de educação e conscientização lideradas por jovens.

Organizações juvenis de todo o mundo participaram da última sessão da Conferência das Partes da Convenção-Quadro da OMS para o Controle do Tabaco, COP10. Elas transmitiram uma mensagem poderosa aos formuladores de políticas: “As gerações futuras se lembrarão de vocês como aqueles que os protegeram ou aqueles que falharam e os colocaram em perigo”.

O Dia Mundial Sem Tabaco, marcado em 31 de maio, será outra oportunidade onde a OMS pretende ampliar as vozes dos jovens que pedem aos governos que os protejam de serem alvos da indústria do tabaco e da nicotina.

MIL OSI

ONU disponibiliza recursos para reforma da justiça e segurança de São Tomé e Principe

Source: United Nations – in Portuguese

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O embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, falou à ONU News sobre a visita da Comissão de Consolidação da Paz a São Tomé e Príncipe. A viagem, liderada pela diplomacia brasileira, ocorreu de 13 a 15 de maio.

Segundo Danese, o principal objetivo foi fortalecer o apoio aos esforços de reforma nas áreas de justiça e segurança, fundamentais para a consolidação da paz e a prevenção de conflitos no país insular africano.

Apoio ao desenvolvimento sustentável

“A viagem ocorreu a pedido de São Tomé e Príncipe. Eles identificaram os problemas que eles têm e os desafios que na área de do judiciário e da segurança pública e pediram a ajuda. O primeiro-ministro esteve na comissão no começo deste ano e solicitou apoio para a desenvolver programas nessa área de aperfeiçoamento do sistema judiciário e de reforço da parte de segurança. Nós procuramos acolher isso da melhor forma possível. O Fundo de Consolidação da Paz já estava com o seu orçamento comprometido para o ano de 2024, mas foi possível identificar, dado o interesse de São Tomé em se aproximar da Comissão, alguns recursos que foram canalizados para um programa de cooperação”

O governo de São Tomé e Príncipe, em busca de assistência para os seus esforços de reforma, procurou a Comissão em janeiro deste ano. O valor endereçado ao país é de US$ 2,5 milhões e, segundo o representante do Brasil, embora o projeto atual seja “modesto”, ao trazer bons resultados, pode abrir portas para mais incitativas de cooperação.

ONU disponibiliza recursos para reforma da justiça e segurança de São Tomé e Principe

Segundo o escritório da ONU em São Tomé e Príncipe, o projeto, endossado pelo governo, desempenhará um papel crucial no estabelecimento de bases sólidas para a paz duradoura e o desenvolvimento sustentável em São Tomé e Príncipe.

A Comissão avalia que, com o apoio da comunidade internacional e o compromisso das autoridades locais, São Tomé e Príncipe continuará a ser “um exemplo de estabilidade e democracia na região”. 

Conselho de Segurança

O embaixador também esteve nesta quinta-feira em sessão do Conselho de Segurança como presidente da Comissão de Consolidação da Paz da ONU. Em seu discurso, ele destacou que o grupo está comprometido em colaborar com a África na promoção da paz sustentável em países que buscam assistência voluntária.

Para ele, o continente africano tem feito progressos na institucionalização de políticas regionais através da União Africana e outras organizações regionais. Danese ainda destacou que os “problemas africanos devem ser resolvidos com soluções africanas, mas as parcerias são fundamentais”.

Assim, ele afirmou que a Comissão está pronta para oferecer sua expertise na construção de bases para soluções duradouras, especialmente na prevenção, mediação de conflitos e desenvolvimento sustentável.

© PMA/Denise Colletta

Deslocados da província de Cabo Delgado recebem assistência alimentar na província de Nampula, Moçambique

Moçambique e Guiné-Bissau

Sérgio Danese também falou sobre a aproximação de Moçambique na Comissão e do trabalho de longo prazo com Guiné-Bissau. 

Ele ressaltou que Moçambique enfrenta instabilidade em algumas zonas do país e buscou apoio do grupo, que fez uma visita e tem trabalhado em conjunto para identificar maneiras de “canalizar a cooperação” e ajudar a nação africana.

A última atualização do Escritório da ONU de Assuntos Humanitários afirma que mais de 52 mil pessoas foram deslocadas em consequência de ataques esporádicos e do receio de ataques de grupos armados não estatais nos distritos de Ancuabe, Chiúre e Erati, em Cabo Delgado e Nampula. 

Sobre a Guiné-Bissau, o embaixador do Brasil afirmou que a Comissão teve participação no processo das eleições legislativas no último ano. Em sua avaliação, o pleito teve um resultado “exitoso” embora tenha sido seguido por “evoluções complicadas”.

Em dezembro de 2023, facções do Exército trocaram tiros na capital Bissau na sequência da saída de dois membros do governo que estavam sob custódia. Agências de notícias informaram que o presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, considerou a situação “uma tentativa de golpe”.

MIL OSI

ONU aprova resolução para marcar genocídio de Srebrenica em 1995

Source: United Nations – in Portuguese

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A Assembleia Geral designou 11 de julho como o Dia Internacional de Reflexão e Memória do Genocídio de 1995 em Srebrenica. A resolução adotada nesta quinta-feira passou com 84 votos a favor, 19 contra e 68 abstenções.

Estima-se que milhares de muçulmanos perderam a vida após ataques de sérvio- bósnios, na antiga Iugoslávia, que vieram a ser considerados genocídio por determinação da Corte Internacional de Justiça emitida em 2007.

Reconciliação genuína

A resolução do maior órgão deliberativo das Nações Unidas reitera o “compromisso inabalável da Assembleia Geral em manter a estabilidade e promover a unidade na diversidade na Bósnia e Herzegovina”.

Para o presidente da Assembleia Geral, Dennis Francis, a expetativa é que o momento de lembrança “traga uma reconciliação genuína, reafirme a solidariedade internacional com os sobreviventes e contribua ainda mais para a prevenção do genocídio, em qualquer parte do mundo”.

ONU/Manuel Elias

Líder da Assembleia geral espera de data contribua ainda mais para a prevenção do genocídio em qualquer parte do mundo

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Turk, declarou que a resolução é “mais um reconhecimento das vítimas e sobreviventes e da sua busca por justiça, verdade e garantias de não repetição”. 

De acordo com o chefe de direitos humanos, “a adoção é também um passo importante para a promoção de uma cultura de memória e de paz na Bósnia e Herzegovina e na região”. 

Diálogo construtivo para edificar sociedades pacíficas

Turk ressalta que a resolução “é ainda mais importante tendo em conta o revisionismo persistente, a negação do genocídio de Srebrenica e o discurso de ódio por parte de líderes políticos de alto nível na Bósnia e Herzegovina, bem como nos países vizinhos”. 

Ele mencionou notícias difundidas nas últimas semanas que “sublinharam a urgência de lidar com o passado na Bósnia e Herzegovina e nos Balcãs Ocidentais”. 

Turk cita a responsabilidade dos políticos da região de participar num diálogo construtivo para edificar sociedades pacíficas, onde as pessoas possam viver com segurança e liberdade, sem discriminação ou medo de conflitos e da violência. 

A conselheira especial da ONU  para a Prevenção do Genocídio, Alice Nderitu, disse que a data “será fundamental para homenagear as vítimas, garantindo que o seu sacrifício nunca seja esquecido, bem como cimentando o legado dos que trabalharam tão incansavelmente para fazer justiça às vítimas”.

Antes da adoção do Dia Internacional de Reflexão e Memória do Genocídio de 1995 em Srebrenica a organização já marcava o Dia Internacional de Reflexão sobre o Genocídio de 1994 contra os Tutsis em Ruanda.  

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