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O Afreximbank e os seus parceiros reúnem investidores e empresários no Benim para acelerar a transformação local e o investimento nas zonas económicas especiais

O Afreximbank e os seus parceiros reúnem investidores e empresários no Benim para acelerar a transformação local e o investimento nas zonas económicas especiais

MIL OSI –

Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

O Banco Africano de Importação e Exportação (Afreximbank) (www.Afreximbank.com), em parceria com a Sociedade de Investimento e Promoção da Indústria (SIPI-BENIN S.A.), responsável pelo desenvolvimento da Zona Industrial de Glo-Djigbé (GDIZ), e a Panafritex, organizou, nos dias 21 e 22 de Outubro de 2026, o Fórum de Investimento nas Zonas Económicas Especiais (FocusSEZ 2026) no Sofitel Cotonou Marina Hotel e nas instalações da GDIZ.

Sob o tema “Investir na transformação local e na industrialização”, este encontro reuniu investidores internacionais, industriais, compradores e financiadores que vieram explorar as imensas oportunidades de transformação e parcerias que a GDIZ oferece.

A transformação local no centro dos debates

No seu discurso, o Sr. Jean Arsene Yemina, Director Regional de Operações para a África Ocidental Francófona do Afreximbank, falando em nome da Sr.ª Kanayo Awani, Vice-Presidente Executiva do Afreximbank para o Comércio Intra-Africano e Desenvolvimento das Exportações, sublinhou o papel do financiamento e das parcerias industriais na transformação das matérias-primas africanas em produtos acabados:

“Aqui, no Benim, o sector têxtil tornou-se a força motriz desta transformação. A Zona Industrial de Glo-Djigbé surgiu de uma parceria entre o Governo do Benim e a ARISE IIP, e o Afreximbank orgulha-se de ter contribuído para o financiamento da sua criação. Hoje, a zona acolhe a primeira plataforma totalmente integrada da África Ocidental, que abrange todo o processo desde o algodão até ao vestuário, impulsionada pela Benin Textile (BTEX): desde o descaroçamento até à fiação, da tecelagem até ao vestuário acabado, em solo africano e pelas mãos de africanos. Antes da criação da GDIZ, menos de 1% do algodão do Benim era transformado localmente. Em apenas três anos, a zona passou a transformar cerca de 40.000 toneladas de algodão, ou seja, quase 12% da produção nacional, e a produzir milhões de peças de vestuário ‘Made in Benin’ para grandes marcas internacionais, como a US Polo, a Kiabi e a H&M. “

Salientou igualmente que estava em curso uma transformação semelhante nos sectores da castanha de caju, da soja e do karité na GDIZ.

O Sr. Létondji Beheton, Director-Geral da SIPI-BENIN S.A., sublinhou a necessidade de reforçar a criação de valor no continente:

“A nossa ambição já não pode limitar-se a produzir e exportar matérias-primas. Temos de ir mais longe: transformar mais no nosso continente, desenvolver indústrias competitivas, reforçar as nossas cadeias de valor e captar uma parte mais significativa da riqueza proveniente das nossas matérias-primas.”

Acrescentou ainda: “É nesta dinâmica que se insere a Zona Industrial de Glo-Djigbé (GDIZ), fruto de uma parceria público-privada entre a República do Benim e a ARISE Integrated Industrial Platforms (ARISE IIP).  Esta plataforma industrial integrada simboliza uma vontade comum de tornar a transformação local um motor de crescimento económico, de criação de emprego e de desenvolvimento industrial. Ao promover a implantação de unidades de produção e a estruturação de cadeias de valor integradas, a GDIZ contribui para transformar as matérias-primas em produtos com maior valor acrescentado, para consolidar as capacidades industriais do Benim e para reforçar a sua competitividade nos mercados regionais e internacionais. Contribui assim para a construção de uma economia mais diversificada, geradora de riqueza e de oportunidades sustentáveis para o país.”

O Sr. Arvind Mathur, Director Executivo da PANAFRITEX, destacou o papel da plataforma têxtil da ARISE IIP no desenvolvimento de uma indústria têxtil integrada em África, capaz de transformar o algodão do continente em produtos acabados de elevado valor acrescentado.

“África dispõe de um potencial significativo para reforçar a sua posição na indústria têxtil mundial. A concretização desta ambição assenta no desenvolvimento de capacidades industriais integradas, que permitam transformar o algodão produzido no continente em produtos acabados com maior valor acrescentado, reforçando simultaneamente a competitividade do sector e o seu acesso aos mercados internacionais. Na PANAFRITEX, contribuímos para esta dinâmica através do desenvolvimento de um modelo que articula a transformação industrial, o desenvolvimento comercial e a valorização dos produtos acabados. As nossas marcas próprias, Obalé e SúSú, inscrevem-se nesta abordagem, ligando as capacidades de produção africanas aos mercados de consumo. A entrada em funcionamento das nossas primeiras unidades industriais no âmbito da GDIZ, no Benim, constitui uma etapa fundamental na implementação deste modelo. Paralelamente, o desenvolvimento de novas instalações nos Camarões, no Quénia, na Nigéria, no Gana e na Tanzânia atesta a nossa ambição de alargar progressivamente as nossas capacidades industriais no continente. Através desta expansão, pretendemos contribuir para o reforço das cadeias de valor têxteis africanas, para a criação de empregos qualificados e para uma melhor captação do valor acrescentado a nível local. “

Financiamento, acesso aos mercados e encontros de negócios

As discussões centraram-se no desenvolvimento de uma nova geração de pólos industriais africanos, na cadeia de valor do algodão, no financiamento da indústria têxtil, bem como na logística e nas cadeias de abastecimento integradas. O programa previa ainda encontros entre empresas (B2B) e entre empresas e administrações específicas (B2G), com o objectivo de promover a identificação de projectos de investimento, soluções de financiamento e parcerias comerciais.

O Afreximbank apresentou os instrumentos que coloca à disposição dos investidores e das empresas para apoiar a implantação e a expansão das suas actividades industriais. Estes incluem, especialmente, o financiamento a longo prazo e de equipamentos, o financiamento do comércio e das necessidades de capital de exploração, as garantias e os mecanismos de partilha de riscos, bem como o apoio à preparação de projectos e o investimento em capital próprio através do Fundo de Desenvolvimento das Exportações em África (FEDA).

O Banco destacou igualmente o seu Programa Africa Buyers, que facilita o contacto entre compradores africanos e fabricantes estabelecidos nas zonas industriais do continente. O objectivo é complementar o acesso ao financiamento com oportunidades comerciais para os produtos fabricados em África.

Foi dedicado um dia inteiro a uma visita à GDIZ, que incluiu a visita às infra-estruturas e às unidades industriais, bem como encontros de estabelecimento de contactos entre investidores, fabricantes e compradores. Estas actividades visavam facilitar a implantação de novas unidades de produção e desenvolver o abastecimento de produtos “Made in Benin”, nomeadamente na agro-indústria, no têxtil, na indústria de plásticos, nas embalagens e nos equipamentos industriais.

Desde a transformação agrícola até ao sector têxtil, passando pela indústria de plásticos, embalagens e equipamentos industriais, o objectivo declarado é acelerar a implantação de novas unidades de produção e reforçar o abastecimento de produtos com qualidade certificada “Made in Benin”.

GDIZ: O modelo integrado ao serviço da soberania industrial

Com uma área de 1.640 hectares, a Zona Industrial de Glo-Djigbé (GDIZ) é o resultado de uma parceria estratégica entre a República do Benim e a ARISE Integrated Industrial Platforms. Concebida como um ecossistema global e integrado, acompanha os investidores ao longo de toda a cadeia de valor: desde o abastecimento seguro de matérias-primas agrícolas e minerais locais até à transformação industrial e à exportação de produtos acabados, graças à sua ligação directa às infra-estruturas logísticas do país e ao Porto Autónomo de Cotonou.

Ao acolher esta cimeira internacional, o Benim demonstra, mais uma vez, a sua capacidade de oferecer um clima empresarial atractivo, um quadro regulamentar incentivador e infra-estruturas de classe mundial para construir a indústria africana do futuro.

Distribuído pelo Grupo APO para Afreximbank.

Contactos para a Imprensa:
Vincent Musumba
Gestor de Comunicações e Eventos (Relações com a Imprensa)
Correio Electrónico: press@afreximbank.com

Zona Industrial de GLO-Djigbé (GDIZ):
Irmine GNIDEHOU Épouse TOKPLO
Directora de Comunicação da Sociedade de Investimento e Promoção da Indústria (SIPI-BENIN S.A.)
Correio Electrónico: irmine.gnidehou@arisenet.com
www.GDIZ-Benin.com

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Sobre o Afreximbank:
O Banco Africano de Exportação e Importação (Afreximbank) é uma instituição financeira multilateral pan-africana com mandato para financiar e promover o comércio intra e extra-africano. Há mais de 30 anos que o Banco utiliza estruturas inovadoras para oferecer soluções de financiamento que apoiam a transformação da estrutura do comércio africano, acelerando a industrialização e o comércio intra-regional, impulsionando assim a expansão económica em África. Apoiante firme do Acordo de Comércio Livre Continental Africano (ACLCA), o Afreximbank lançou um Sistema Pan-Africano de Pagamento e Liquidação (PAPSS) que foi adoptado pela União Africana (UA) como plataforma de pagamento e liquidação para sustentar a implementação da ZCLCA.  Em colaboração com o Secretariado da ZCLCA e a UA, o Banco criou um Fundo de Ajustamento de 10 mil milhões de dólares para apoiar os países que participam de forma efectiva na ZCLCA. No final de Dezembro de 2025, o total de activos e passivos contingentes do Afreximbank atingiu mais de 48,5 mil milhões de USD, e os seus fundos próprios totalizaram 8,4 mil milhões de USD. O Afreximbank tem notações de grau de investimento atribuídas pela China Chengxin International Credit Rating Co., Ltd (CCXI) (AAA), pela GCR (A), pela Japan Credit Rating Agency (JCR) (A-) e pela Moody’s (Baa2)  e pela S&P Global Ratings (BBB+).  O Banco tem a sua sede em Cairo, Egipto.

Para mais informações, visite: www.Afreximbank.com

Sobre a GDIZ:
A Zona Industrial de Glo-Djigbé (GDIZ), desenvolvida pela Sociedade de Investimento e Promoção da Indústria – BENIN (SIPI-BENIN SA), é uma joint-venture entre a Arise Integrated Industrial Platforms (IIP) e a República do Benim. A GDIZ é uma Zona Industrial dinâmica com uma área de 1.640 hectares (fase 1: 400 ha), desenvolvida pela ARISE Integrated Industrial Platforms (IIP), cujas infra-estruturas incluem várias Zonas Industriais em África, nomeadamente no Gabão (Zona Económica Especial do Gabão) e no Togo (Plataforma Industrial de Adétikope), bem como noutros países do continente africano.

Situada a cerca de 45 km de Cotonou, a GDIZ reforça o tecido industrial nacional, promovendo a criação de valor acrescentado local, o desenvolvimento de cadeias de valor integradas e o acesso aos mercados regionais e internacionais.

Conta com infra-estruturas industriais específicas, um porto seco ligado ao Porto Autónomo de Cotonou, espaços de armazenamento, acesso a serviços essenciais (água, electricidade e gás natural), bem como um regime fiscal e aduaneiro incentivador, facilitando a implantação e o desenvolvimento de empresas.

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