Source: United Nations – in Portuguese
Headline: OIM pede ação coordenada contra tráfico e contrabando em rotas migratórias
15 Outubro 2026 Migrantes e refugiados
Na ONU, diretora-geral da Organização Internacional para Migrações defendeu maior cooperação internacional para enfrentar redes criminosas que lucram com a exploração de migrantes.
Os governos precisam combater a atuação de traficantes e contrabandistas de seres humanos em todas as rotas migratórias.
O apelo foi feito pela diretora-geral da Organização Internacional para Migrações, OIM, Amy Pope, durante o Debate Geral de líderes internacionais nas Nações Unidas, no mês passado.
Crime organizado nas rotas migratórias
A agência incentiva a adoção de soluções coordenadas entre os Estados-membros para desmantelar redes criminosas e proteger os direitos humanos.
Segundo Pope, os contrabandistas planejam com antecedência e administram as rotas como um negócio.
O plano da OIM defende a Abordagem Baseada em Rotas, em que os governos mantêm a soberania de suas fronteiras e leis, mas compartilham informações e atuam de forma sincronizada contra o crime organizado.
IOM/Amanda Nero OIM alerta para o “extremo perigo” do contrabando de migrantes em embarcações precárias e superlotadas
O tráfico e o contrabando de pessoas se tornaram indústrias bilionárias. Dados da agência mostram que mais de 83 milhões de pessoas viviam em deslocamento interno no final de 2024 e quase 8 mil pessoas morreram ou desapareceram em rotas migratórias ao longo de 2025.
Projetos de campo
Para a ação efetiva dos governos, a agência recomenda o compartilhamento de dados operacionais ao longo das rotas, a expansão de vias legais de trabalho e o investimento local em empregos e adaptação climática nas comunidades de origem.
A eficácia do modelo exige também articulação com o setor privado, redes da sociedade civil e organizações religiosas.
Essas parcerias, de acordo com Pope, são fundamentais para criar alternativas seguras de apoio humanitário.
Nos 75 anos da fundação da agência, a OIM direciona mais de 93% do orçamento para projetos do terreno, atendendo uma média de 29,3 milhões de pessoas por ano.
Para a diretora-geral, a boa gestão das rotas não apenas preserva vidas nas fronteiras, mas é também essencial para reconstruir a confiança do público na governança global e na defesa dos direitos humanos.
