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Source: Africa Press Organisation – Portuguese –
O Governo angolano pretende reavaliar a estratégia do programa de envio anual de 300 licenciados com elevado desempenho académico para as melhores universidades do mundo, criado pelo Decreto Presidencial n° 67/19, de 22 de Fevereiro.
A intenção visa aproximar as necessidades de desenvolvimento do país e da empregabilidade dos seus beneficiários.
A pretensão foi manifestada nesta sexta-feira, 25 de Setembro, pelo ministro do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Albano Ferreira, durante a apresentação de estudos preliminares sobre empregabilidade e desenvolvimento do capital humano, em parceria com o Gabinete de Quadros do Presidente da República.
Os dados analisados, segundo o ministro, são fundamentais para reorientar essa estratégia para um horizonte temporal mais longo que sirva os propósitos do Programa Angola – Capital Humano numa lógica mais orientada para a empregabilidade e para o desenvolvimento dos diversos sectores da economia.
Para o ministro, a formação superior, sobretudo nos níveis avançados, deve estar alinhada com as necessidades de desenvolvimento do país e resultar de um diá. permanente entre as instituições de ensino, o sector produtivo e os demais parceiros interessados.
O governante referiu que a resposta às necessidades do Programa Angola – Capital Humano exige que as instituições e os diferentes actores envolvidos na formação superior encontrem respostas concretas sobre os profissionais que o país precisa de formar e sobre as competências que devem adquirir.
Onde formar, quando, em quanto tempo, em que quantidade, de que forma e a que custo, são algumas das questões que o Ministério considera necessário responder, a par da definição dos profissionais e das competências de que o país necessita.
A informação recolhida deverá também apoiar decisões sobre a oferta formativa das instituições de ensino superior, a transferência de conhecimento e tecnologia e sobre a identificação de áreas prioritárias de investigação, inovação e desenvolvimento tecnológico.
Durante o encontro, o ministro apelou à participação e cooperação permanente dos sectores envolvidos na matéria para a definição das necessidades de formação e qualificação de recursos humanos.
O objectivo é fazer com que o investimento público em formação avançada responda de forma mais directa às necessidades de desenvolvimento nacional e às exigências dos sectores económicos.
Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.
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