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Source: Africa Press Organisation – Portuguese –
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O Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org), em parceria com o Ministério do Género, da Infância e da Proteção Social da Gâmbia e com financiamento dos Fundos de Investimento Climático (CIF) (https://apo-opa.co/3QPAkcL), divulgou um relatório (https://apo-opa.co/4vz4jot) que reconhece as mulheres como parceiras em pé de igualdade na transição energética do país.
O relatório ‘As Mulheres como Parceiras-chave: Uma Estratégia e um Plano de Ação para as Energias Renováveis com Transformação de Género para a Gâmbia’ foi publicado no início deste mês. O relatório apresenta um plano para garantir que as mulheres sejam reconhecidas e capacitadas como parceiras em pé de igualdade na transição energética da Gâmbia, colmatando a lacuna entre os quadros nacionais progressistas e a sua implementação no terreno.
Os resultados revelam que a pobreza energética na Gâmbia pesa fortemente sobre as mulheres, particularmente nas zonas rurais. Aproximadamente 90% dos agregados familiares continuam a depender da biomassa (lenha e carvão vegetal) para cozinhar, enquanto apenas 1,7% da população tem acesso a combustíveis e tecnologias limpas para cozinhar. O acesso à eletricidade também continua desigual: cerca de 85% nas zonas urbanas, em comparação com 35 a 40% nas zonas rurais. As mulheres continuam praticamente ausentes do setor que molda estas realidades, ocupando apenas à volta de 1% dos cargos na Companhia Nacional de Água e Eletricidade (NAWEC).
O estudo baseia-se num inquérito a 279 inquiridos (67% dos quais eram mulheres), em discussões em grupos focais, em entrevistas a informadores-chave e em diá.s em rádios comunitárias em todas as sete regiões do país.
O plano articula-se em torno de cinco áreas prioritárias: reforço das políticas e da governação; expansão do desenvolvimento da capacitação através de bolsas de estudo, formação profissional e mentoria para mulheres no setor das energias renováveis; melhoria do acesso ao financiamento; aprofundamento do envolvimento comunitário e ampliação de parcerias, incluindo o alinhamento com as melhores práticas regionais e a revitalização de instituições como o Centro de Energias Renováveis da Gâmbia (https://apo-opa.co/4wapFZo), enquanto polo de competências e inovação para as mulheres.
O relatório identifica os principais obstáculos à participação das mulheres no setor das energias renováveis: acesso limitado ao financiamento, à formação, à terra e aos mercados, a par de normas culturais, restrições à mobilidade e baixa representação na educação em ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM). Documenta também as mulheres que já lideram a mudança no setor, desde cooperativas de instalação de painéis solares até empresas de produção de fogões limpos e briquetes.
O Plano foi concebido para ser implementado entre 2026 e 2030, liderado pelo Ministério do Género, da Infância e da Proteção Social, em colaboração com o Ministério do Petróleo e da Energia e um conjunto de parceiros nacionais e internacionais.
Nathalie Gisabo Gahunga, Diretora de Género e Empoderamento das Mulheres no Banco Africano de Desenvolvimento, afirmou: “O nosso objetivo é ver mulheres e raparigas a participar no processo de transição energética a todos os níveis, em pé de igualdade com os homens. Na Gâmbia, estamos a assistir a passos promissores no domínio das energias renováveis, mas a participação das mulheres continua a ser limitada”.
“Isso significa proporcionar formação, orientação e políticas sensíveis às questões de género, ao mesmo tempo que se concebem tecnologias, como sistemas de cozinha limpa e ferramentas solares, que respondam verdadeiramente às necessidades das mulheres”, acrescentou.
O Secretário Permanente Adjunto do Ministério do Género, da Infância e da Proteção Social, Saikou JC Trawally, afirmou, durante o seminário de validação, que o estudo “é um marco na jornada da Gâmbia rumo a um futuro energético sustentável e amigo do ambiente”. Além disso, instou as partes interessadas, o governo, o setor privado, a sociedade civil e os parceiros de desenvolvimento a envolverem-se ativamente na definição de um “quadro robusto de energias renováveis que seja inclusivo, prático e sensível às necessidades específicas da Gâmbia”.
Foday Sanyang, do Ministério do Petróleo, sublinhou o compromisso do governo em integrar a perspetiva de género em todos os projetos energéticos, afirmando que a produção de energia renovável é uma opção atraente para satisfazer a procura crescente, “mas temos de reconhecer as necessidades diferenciadas de homens e mulheres”, ressalvou Sanyang.
O relatório completo está disponível em inglês (https://apo-opa.co/4vz4jot) e francês (https://apo-opa.co/4v1evVF) no site do Banco Africano de Desenvolvimento.
Distribuído pelo Grupo APO para African Development Bank Group (AfDB).
Contacto para os media:
Raissa Girondin
Departamento de Comunicação e Relações Externas
e-mail: media@afdb.org
Sobre o Grupo Banco Africano de Desenvolvimento:
O Grupo Banco Africano de Desenvolvimento é a principal instituição financeira de desenvolvimento em África. Inclui três entidades distintas: o Banco Africano de Desenvolvimento (AfDB), o Fundo Africano de Desenvolvimento (ADF) e o Fundo Fiduciário da Nigéria (NTF). Presente no terreno em 41 países africanos, com uma representação externa no Japão, o Banco contribui para o desenvolvimento económico e o progresso social dos seus 54 Estados-membros. Mais informações em www.AfDB.org/pt
