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OPERACIONAL – Integração  e  Preparo:  Exercício  Operacional  EVAM  DBNQR  2026  chega  ao  fim

OPERACIONAL – Integração  e  Preparo:  Exercício  Operacional  EVAM  DBNQR  2026  chega  ao  fim

Source: Republic of Brazil 2

Em uma situação extrema envolvendo agentes biológicos, químicos, nucleares ou radiológicos, como acontece o resgate de uma vítima contaminada? Esse foi um dos desafios treinados durante o Exercício Operacional de Evacuação Aeromédica com foco em Defesa Biológica, Nuclear, Química e Radiológica (EXOP EVAM DBNQR), que chegou ao fim na sexta-feira (08/05), na Base Aérea dos Afonsos (BAAF), no Rio de Janeiro (RJ).

Com o intuito principal de adestrar tripulações e equipes médicas em missões de Evacuação Aeromédica em cenários simulados de contaminação BNQR, o treinamento reuniu, entre os dias 27/04 e 08/05, cerca de 250 militares da Força Aérea Brasileira (FAB), da Marinha do Brasil (MB) e do Exército Brasileiro (EB), e envolveu as aeronaves C-105 Amazonas, KC-390 Millennium, C-97 Brasília, C-95 Bandeirante e H-36 Caracal.

“Para o Exercício Operacional, foi planejada uma dinâmica de voos que possibilita o treinamento integrado entre as equipes médicas e as tripulações aéreas. Com isso, foram empregadas aeronaves modernas e adaptadas ao cenário, como o KC-390 Millennium, um vetor estratégico de transporte que se destaca pelo deslocamento rápido, longo alcance e elevada capacidade de carga. Já o helicóptero H-36 Caracal possibilita a operação em áreas de difícil acesso, apoiando o resgat e inicial de pessoas contaminadas”, ressaltou o Comandante do Grupo Operacional da BAAF, Tenente-Coronel Aviador Bruno Piumbine Cavalcante.

Coordenado pelo Comando de Preparo (COMPREP), em colaboração com a Diretoria de Saúde da Aeronáutica (DIRSA) e o Instituto de Medicina Aeroespacial Brigadeiro Médico Roberto Teixeira (IMAE), tendo como Diretor do Exercício Operacional o Comandante da BAAF, Tenente-Coronel Aviador Leonardo Teles Gomes, o treinamento teve como objetivos promover o entendimento mútuo entre tripulações e equipes médicas; maximizar o uso dos recursos disponíveis para o aprimoramento das equipes envolvidas; e adestrar os militares em missões conjuntas, com ênfase na integração entre saúde operacional e aviação militar.

“O Exercício foi uma grande oportunidade de compartilhamento doutrinário em prol da interoperabilidade entre as Forças e logicamente os objetivos estabelecidos pelo COMPREP e pela Diretoria de Saúde foram atingidos de forma que foi possível entregar tripulações capacitadas, equipes de saúde também capacitadas e em condições de serem acionadas para um pronto emprego em um cenário de alta complexidade, em que são necessários rapidez para pronta resposta, segurança nas nossas operações, bem como responsabilidade para o cumprimento dos protocolos previstos”, destacou o Tenente-Coronel Teles.

Resgate da vitima contaminada

Na evacuação aeromédica em ambientes contaminados com agentes biológicos, nucleares, químicos ou radiológicos, a missão começa antes mesmo da decolagem. A paramentação da equipe médica e da tripulação é uma das etapas mais importantes da operação, garantindo a proteção de todos os envolvidos a bordo durante o resgate, o transporte e o atendimento ao paciente.

“Nesse Exercício, também estamos treinando a utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI) que é usado em várias situações dentro da defesa BNQR de acordo com a especificidade da missão. Aqui, por exemplo, o pessoal está usando o EPI padrão, que é composto pela máscara de gás, macacão, luvas, sobreluva e sobrebota”, pontou o Sargento Especialista em Informações Aeronáuticas Vinícius de Vasconcellos Santos, do IMAE.

Quando há suspeita ou confirmação da presença de agentes biológicos, químicos, nucleares ou radiológicos, os primeiros a entrarem em ação são os grupamentos especializados da Marinha do Brasil e do Exército Brasileiro. Ainda na chamada “área quente”, os militares realizam o reconhecimento da ameaça, identificam o agente contaminante e atuam para reduzir os riscos no ambiente. Após essa primeira resposta, o paciente é levado para uma “área fria”, considerada segura para o pouso. É nesse momento que entram em ação as aeronaves, no caso do Exercício, os vetores da FAB, responsáveis pelo resgate aeromédico. Com toda a equipe médica e a tripulação da aeronave paramentados, o paciente embarca na aeronave, onde já recebe os primeiros cuidados durante o voo até a unidade hospitalar. 

“No contexto das operações DBNQR, os trajes específicos são utilizados pelos pilotos, tripulantes e equipe médica com o objetivo de garantir proteção aos militares envolvidos na evacuação aeromédica. A utilização desse equipamento é fundamental, uma vez que qualquer contato ou exposição sem a devida proteção pode ocasionar contaminação grave ou até mesmo levar o militar a óbito. Dessa forma, o emprego ade quado dos trajes torna-se indispensável para a segurança das equipes e para o cumprimento seguro da missão”, comentou o piloto do Terceiro Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (3°/8° GAV) – Esquadrão Puma, Tenente Aviador Claudio Alves de Oliveira Junior.

Mas a missão não termina no pouso. Após o transporte, os profissionais e a tripulação ainda passam por um último e essencial protocolo: a descontaminação, garantindo que nenhum resquício do agente DBNQR permaneça após a operação.

Análise Psicossocial do Cenário

Outras Organizações Militares (OMs) também estiveram presentes no EXOP EVAM DBNQR, entre eles o Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA), que acompanhou diretamente voos, instruções, briefings e atividades práticas, realizando observações em campo e aplicação de questionários voltados ao monitoramento de indicadores psicossociais relacionados às exigências do treinamento em cenário DBNQR. A atuação teve como foco identificar possíveis impactos psicossociais associados às atividades desenvolvidas, especialmente diante das demandas impostas pelo uso do Equipamento de Proteção Individual (EPI), contribuindo para a construção de estratégias de prevenção e mitigação de riscos relacionados ao desempenho humano.

“A inserção da Psicologia em exercícios operacionais reforça a importância dos fatores humanos para a segurança operacional, evidenciando que as capacidades operacionais não dependem apenas dos recursos técnicos e materiais, mas também da forma como o militar responde às exigências da missão”, explicou a Tenente Psicóloga Leticia Mattozinho da Cruz.

Fotos: Soldados Caboclo e Ignez / BAAF

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