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INSTITUCIONAL – Mulheres  que  inspiram,  lideram  e  defendem  o  Brasil  nos  céus  e  em  terra

INSTITUCIONAL – Mulheres  que  inspiram,  lideram  e  defendem  o  Brasil  nos  céus  e  em  terra

Source: Republic of Brazil 2

No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a Força Aérea Brasileira (FAB) reconhece a dedicação e a competência das mulheres que, diariamente, contribuem para a missão de Defender, Controlar e Integrar.

Presentes em todas as áreas da Instituição, elas atuam como Aviadoras, Controladoras de Tráfego Aéreo, Engenheiras, Médicas, Mecânicas, Especialistas em Inteligência, Comunicação Social, Logística, Defesa Antiaérea, entre tantas outras funções essenciais. Cada uma delas reforça o compromisso da FAB com a excelência, a ética e o profissionalismo.

A presença feminina nas Forças Armadas é resultado de uma trajetória construída com determinação e superação de desafios. Ao longo dos anos, as mulheres ampliaram sua participação, conquistaram novos espaços e passaram a ocupar cargos operacionais e de liderança, contribuindo diretamente para o fortalecimento da capacidade operacional da Força.

Hoje, a FAB conta com  mais de 15.000 mulheres, cerca de 23% do efetivo total. A presença feminina na Força vai além de dados estatísticos. Ela reflete um processo de evolução institucional, pautado na valorização da competência, do preparo profissional e do comprometimento, independentemente de gênero.

No ambiente operacional, seja em solo ou em voo, as mulheres demonstram preparo técnico, equilíbrio emocional e espírito de equipe. Em missões de defesa aérea, transporte logístico, ajuda humanitária ou operações interagências, sua atuação reforça o compromisso com a soberania nacional e com a sociedade brasileira.

As pioneiras

A presença feminina no âmbito da FAB ocorre desde a Segunda Guerra Mundial, quando, em 1944, seis enfermeiras passaram a integrar o Quadro de Enfermeiras da Reserva da Aeronáutica. Elas atuaram no Teatro de Operações como integrantes do Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1° GAVCA).

Já como militares, o ingresso das mulheres na Força, ocorreu a partir de 1982. Na ocasião, viu-se a necessidade de ampliar o contingente e, por isso, foram realizados estudos para a inclusão da mulher como militar na Força. As pesquisas culminaram na criação do Corpo Feminino da Reserva da Aeronáutica (CFRA), que constituíram o Quadro Feminino de Oficiais (QFO) e o Quadro Feminino de Graduadas (QFG). A formação era realizada no Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica (CIAAR), em Minas Gerais.

Evolução constante

AFA – Em 1995, o então Ministro da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro José Miranda Gandra, deu início aos trâmites para que as mulheres pudessem, pela primeira vez, ser Cadetes da Academia da Força Aérea (AFA). Em 1996, ingressaram as primeiras Cadetes Intendentes na AFA, que atingiram o posto de Coronel em 2021. Elas poderão chegar até o posto de Major-Brigadeiro Intendente, maior patente do Quadro.

Também na AFA, em 2003, ingressaram as primeiras Cadetes Aviadoras. As Oficiais ocupam funções como pilotos de todas as Aviações da FAB e podem chegar ao posto de Tenente-Brigadeiro do Ar, o mais alto na hierarquia da Aeronáutica. Hoje, integrantes daquela primeira turma ocupam postos de comando: a Tenente-Coronel Adriana Gonçalves Reis assumiu este ano o Sétimo Esquadrão de Transporte Aéreo (7° ETA), em Manaus (AM), somando-se à Tenente-Coronel Joyce de Souza Conceição, primeira mulher a comandar uma Unidade Aérea da Instituição, à frente do Primeiro Esquadrão do Primeiro Grupo de Transporte (1°/1° GT) desde o ano passado.

Em fevereiro deste ano, um novo marco: três Cadetes mulheres passaram a integrar, pela primeira vez, o Curso de Formação de Oficiais de Infantaria (CFOINF), ampliando a presença feminina em uma especialidade voltada à segurança das instalações estratégicas, das Organizações Militares (OMs), e com destaque para a atuação em operações terrestres, exigindo elevado preparo físico, técnico e capacidade de liderança. 

ITA – O ano de 1996 também foi considerado um marco para o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), pois contemplou o primeiro concurso aberto às mulheres. De um total de 3.800 inscritos, que disputavam as 120 vagas disponíveis, 530 eram candidatas.

Em 2022, a Engenheira Ana Paula Lopes Schuch, que obteve a maior média na turma de 2022 do ITA, recebeu a Láurea Summa Cum Laude. A maior láurea do Instituto é outorgada aos Engenheiros que obtiveram Média Geral Louvor (L), isto é, média geral igual ou superior a 9,5 na escala de zero a dez e apenas cerca de 40 alunos obtiveram semelhante desempenho na história do ITA.

EEAR – Na Escola de Especialistas de Aeronáutica (EEAR), que abrange os ensinos de nível médio e técnico, as mulheres ingressaram em 1998. 

No ano passado, a Escola formou as primeiras mulheres da especialidade de Guarda e Segurança. Hoje Sargentos, elas atuam na proteção de instalações aeronáuticas, ampliando a presença feminina na área operacional e fortalecendo a igualdade de oportunidades na Instituição.

EPCAR – No ano de 2017, a Escola Preparatória de Cadetes do Ar (EPCAR), em Barbacena (MG), passou a admitir mulheres em todos os anos do ensino médio em seu Curso Preparatório de Cadetes do Ar (CPCAR). Após três anos de curso, as concluintes estão aptas para ingressarem na AFA.

Generalato – O dia 25 de novembro de 2020 entrou para a história da Força Aérea Brasileira (FAB). Pela primeira vez, uma militar do corpo feminino da FAB foi promovida ao Posto de Oficial-General da FAB: a Major-Brigadeiro Médica Carla Lyrio Martins. Ela foi também a primeira mulher a alcançar o posto de Oficial-General de três estrelas nas Forças Armadas do Brasil, no final do ano de 2023.

“A nossa carreira é uma carreira que impulsiona, cria oportunidades, nos desafia e nos dá a chance de ajudar e fazer o bem para a sociedade. Sou completamente feliz com todas as escolhas que fiz e tenho muito orgulho da carreira que trilhei”, afirmou a Oficial-General.

Atualmente, a FAB já conta com outras três Brigadeiros Médicas.

Soldados – No início do mês dedicado às mulheres, pela primeira vez, elas foram incorporadas como Soldados Conscritas na FAB. De acordo com a Secretária da Comissão de Seleção Complementar, Capitão do Quadro de Apoio Rioustilhany Cardoso Campos, a chegada das primeiras mulheres ao Quadro de Soldados representa o fechamento de um ciclo histórico, consolidando a presença feminina em todos os quadros, graduações e postos da Aeronáutica, de Soldado a Oficial-General.

“É o fechamento de um ciclo institucional, garantindo a presença feminina em todos os Quadros que formam a estrutura da Aeronáutica, do nível inicial aos postos mais elevados. Essa conquista traz responsabilidade e exige perseverança”, destacou a Capitão.

Servidoras Civis – Além das militares, a Força conta também com o trabalho essencial de servidoras civis, que contribuem diariamente para o funcionamento e a eficiência da Instituição. Atuando principalmente em áreas administrativas, elas desempenham funções de gestão, planejamento e apoio técnico, garantindo que processos, projetos e atividades sejam conduzidos com organização e continuidade. Com dedicação e profissionalismo, essas profissionais fortalecem a estrutura da Força Aérea e colaboram diretamente para o cumprimento de sua missão em prol do país.

Assista ao vídeo em homenagem ao dia Internacional da Mulher.

Fotos: CECOMSAER

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