Post

INSTITUCIONAL – Simpósio  ‘A  Guerra  Aérea  do  Século  21’  abre  semana  de  celebrações  dos  45  anos  da  COPAC

INSTITUCIONAL – Simpósio  ‘A  Guerra  Aérea  do  Século  21’  abre  semana  de  celebrações  dos  45  anos  da  COPAC

Source: Republic of Brazil 2

Nesta quarta-feira (04/03), dezenas de militares das três Forças Armadas participaram de um Simpósio organizado pela Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), em Brasília (DF). Com o tema “A Guerra Aérea do Século 21 – Oportunidades e desafios para novos projetos da COPAC”, o encontro foi presidido pelo General de Exército Oswaldo de Jesus Ferreira, acompanhado pelo Presidente da COPAC, Major-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani.

“A gente sempre destaca a COPAC como uma unidade singular no Comando da Aeronáutica. Cuidar do gerenciamento de projetos voltados para o desenvolvimento, aquisição e modernização de sistemas aeroespaciais nos enche de orgulho, com a plena consciência da nossa  missão”, destacou o Major-Brigadeiro Bellintani.

O público assistiu a palestras sobre “Inteligência Artificial (IA) aplicada a sistemas militares de apoio à decisão”, “Oportunidades e desafios para o emprego de sistemas aéreos autônomos” e “Geopolítica de Fragmentação: como a nova desordem mundial impacta os projetos estratégicos de defesa”. Para o Presidente da COPAC, os tópicos dialogam entre si e têm relação intrínseca e direta com a Comissão.

Quem provocou as reflexões sobre IA foi o pesquisador da Universidade de Brasília (UnB), Caio Cruz. O especialista apontou desafios diante das regulações e dificuldades de a legislação acompanhar a tecnologia, além de apontar a IA como tecnologia de futuro. “O maior diferencial estratégico advém de processos operacionais que permitem o desenvolvimento e integração rápida de novas tecnologias aos sistemas militares”, disse o pesquisador. 

A segunda palestra abordou aeronaves autônomas e foi conduzida pelo Assessor de Assuntos Estratégicos do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), Brigadeiro do Ar Paulo Ricardo Laux. Ele pontuou ameaças futuras e apresentou tendências tecnológicas, citando exemplos como o do Azerbaijão, que, por 10 anos, montou um arsenal de drones e lançou o primeiro conflito com esse tipo de aeronave remotamente pilotada no mundo – uma guerra contra a Armênia, que durou 44 dias.

Segundo o Oficial-General, os sistemas autônomos demonstram ser um fator de alto sucesso nos conflitos, principalmente pela capacidade de colocar mais ‘massa’ nos ataques e com precisão. “Parte do sucesso desses ataques feitos pelo Irã se deve à capacidade de emprego simultâneo de sistemas autônomos aliada a mísseis de cruzeiros. Essa combinação está conseguindo suplantar as defesas antiaéreas mais sofisticadas que existem, principalmente a de Israel”, complementou.

A terceira palestra foi do Gerente do Sistema de Informações Operacionais Terrestres (SINFOTER) do Exército Brasileiro, General de Divisão Rui Yutaka Matsuda. O General falou sobre “Geopolítica de Fragmentação” e também abordou a atual guerra no Oriente Médio. Ele considera que o cenário traz grandes consequências ao Brasil, principalmente à indústria de defesa brasileira. “Precisamos discutir esses temas mais estratégicos e saber o que está acontecendo para tomarmos as devidas providências”, acrescentou.

O Simpósio ‘A Guerra Aérea do Século 21’ marcou o início de uma semana de celebrações aos 45 anos da Comissão. “Foi um grande convite à reflexão em um momento tão conturbado que o mundo está vivendo. São assuntos extremamente relevantes e esse diálogo é fundamental. Foi uma oportunidade para trocarmos experiências e trabalharmos na construção de ideias. Ficamos empolgados com a possibilidade de traduzir tudo isso em ações práticas e em proveito da Força Aérea Brasileira,” finalizou o Major-Brigadeiro do Ar Bellintani.

Entre os convidados estavam Oficiais-Generais da Marinha do Brasil (MB), do Exército Brasileiro (EB) e da Força Aérea Brasileira (FAB), além de Comandantes, Chefes e Diretores de Organizações Militares (OMs) das três Forças, e demais militares e civis.

Fotos: Sargento Luís Pereira / CECOMSAER.

MIL OSI