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O Brasil sediará, pela primeira vez, o Exercício COOPERACIÓN, que chega à 11ª edição em 2026 com um cenário de combate a incêndios. Coordenada pelo Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) e promovida pelo Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), a atividade será realizada de 16 a 27/03, na Base Aérea de Campo Grande (BACG).
Como parte da preparação, militares do COMAE e representantes de setores estratégicos da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram, entre 2 e 5/12, da precursora técnica na BACG. A etapa compreende a definição da área, da disposição e da quantidade das barracas que formarão o arranjo de Comando e Controle do Exercício, além do refino do plano logístico.
Participaram, juntamente com a BACG, a Estação do Sistema de Informática e Telecomunicações das Forças Aéreas Americanas (SITFAA) representantes do Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER); do Comando de Preparo (COMPREP); do Quarto Comando Aéreo Regional (IV COMAR); da Diretoria de Saúde da Aeronáutica (HCAMP/DIRSA); do Instituto de Psicologia da Aeronáutica (IPA), vinculado ao Comando-Geral do Pessoal (COMGEP); da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI) e do Centro de Computação da Aeronáutica do Rio de Janeiro (CCA-RJ), ambos do Comando-Geral de Apoio (COMGAP); do Grupo de Apoio Logístico de Campanha (GALC), integrante da Secretaria de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica (SEFA); além de militares do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (1° GCC), subordinado ao Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).
De acordo com o Comandante da BACG, Brigadeiro do Ar Newton de Abreu Fonseca Filho, a etapa é determinante para garantir o dimensionamento adequado dos produtos e serviços logísticos necessários a brasileiros e estrangeiros, de modo a permitir atuação integrada. “Esta visita precursora é a mais complexa e tem importância estratégica porque está relacionada ao dimensionamento de requisitos logísticos estruturantes, como os enlaces de comunicação entre as Forças Aéreas ou equivalentes participantes”, destacou.
O Exercício COOPERACIÓN XI
A edição de 2026 reunirá cerca de 22 delegações — entre membros do Sistema, observadores e países convidados — em torno dos objetivos de aperfeiçoar a coordenação de apoio mútuo entre os integrantes do SICOFAA, adestrar os procedimentos de Comando e Controle (C2) das Operações Aeroespaciais em resposta a incêndios e reforçar a capacidade de coordenação do país afetado diante de um desastre natural ou antrópico.
“Ao SICOFAA interessa a rápida coordenação e resposta dos países-membros e, à FAB, a capacidade de atuar nos primeiros socorros da ajuda humanitária, mesmo antes de uma estrutura de Comando e Controle mais robusta estar plenamente estabelecida. Por isso, nos empenhamos para que o C2 disponível para o esforço multinacional promova rapidez e precisão”, explicou o Coordenador do Exercício Coronel Aviador Bruno Pedra.
Cenário e Funcionamento
Segundo o Programa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), responsável pelo monitoramento de focos de incêndios detectados por satélite, existe um aumento significativo de incêndios nos países das Américas. “Os incêndios têm características muito peculiares. Matam menos que outros desastres, como terremotos, mas produzem prejuízos significativos à economia, afetam a segurança alimentar, degradam o meio ambiente e podem comprometer a reputação internacional de um país”, destacou o Coronel Aviador Pedra.
Durante 11 dias, planejadores serão submetidos a cenários estressados para viabilizar missões de Combate a Incêndios em Voo, Transporte Aéreo Logístico, Busca e Salvamento e Evacuação Aeromédica (EVAM). Nesse período, a FAB empregará aeronaves, como KC-390 Millennium, C-105 Amazonas, H-60 Black Hawk, H-36 Caracal, C-98 Caravan e RQ-900.
Os países que integram o SICOFAA são a Argentina, o Belize, a Bolívia, o Brasil, o Canadá, o Chile, a Colômbia, a Costa Rica, o Equador, El Salvador, os Estados Unidos da América, a Guatemala, a Guiana, Honduras, a Jamaica, o México, a Nicarágua, o Panamá, o Paraguai, o Peru, a República Dominicana, o Uruguai e a Venezuela, além de observadores e convidados permanentes do Sistema de cooperação.
A FAB já participou de diversas edições do Exercício COOPERACIÓN realizadas em países das Américas, além de ser membro fundadora do Sistema desde 1961.
Fotos: COMAE e BACG
