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DIA  DA  TECNOLOGIA  DA  INFORMAÇÃO – FAB  celebra  Dia  da  TI  com  foco  em  modernização  e  segurança  cibernética

DIA  DA  TECNOLOGIA  DA  INFORMAÇÃO – FAB  celebra  Dia  da  TI  com  foco  em  modernização  e  segurança  cibernética

Source: Republic of Brazil 2

No dia 1° de dezembro, a Força Aérea Brasileira (FAB) celebra o Dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica, data que marca os 42 anos de criação do então Centro de Informática e Estatística do Ministério da Aeronáutica (CINFE). Desde 1983, quando a instituição reconheceu o papel estratégico da tecnologia para a gestão e para as operações aéreas, a evolução da área acompanhou o avanço dos sistemas militares, tornando-se hoje um dos pilares da modernização da FAB.

A Diretoria de Tecnologia da Informação da Aeronáutica (DTI), unidade subordinada ao Comando-Geral de Apoio, é o órgão que coordena a infraestrutura digital da Força Aérea e atua em duas frentes complementares: a área corporativa — responsável pelos sistemas administrativos, de gestão de pessoal, finanças e logística — e a área operacional, que sustenta atividades críticas como comando e controle, proteção cibernética e suporte às missões aéreas.

O Diretor de Tecnologia da Informação da Aeronáutica, Brigadeiro Engenheiro Sérgio Ricardo de Assis, ressaltou a importância histórica e atual da TI no fortalecimento das capacidades operacionais da FAB. “Celebramos uma data de singular importância para a Força Aérea Brasileira: o Dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica. Esta ocasião nos convida a uma profunda reflexão sobre nossa trajetória, a celebrar as conquistas alcançadas e a reafirmar nosso inabalável compromisso com o futuro. A tecnologia da informação tornou-se indispensável para aeronaves cada vez mais digitais, como o F-39 Gripen, que depende de sistemas sofisticados para missão, navegação e comunicação. A atuação da TI militar vai muito além da manutenção administrativa: ela garante que aeronaves modernas operem com segurança, precisão e integridade informacional dentro de um ambiente global cada vez mais conectado”, disse o Oficial-General.

A proteção cibernética ganhou protagonismo nesse cenário. A FAB tem investido em protocolos robustos, monitoramento contínuo e mecanismos de defesa para preservar dados sensíveis, preservar a soberania informacional e assegurar a continuidade das operações aéreas. O avanço de sistemas de comando e controle integrados também fortalece a interoperabilidade entre unidades aéreas, terrestres e navais, permitindo respostas mais rápidas e eficientes a qualquer tipo de ameaça.

Estrutura de TI da Aeronáutica

O Comando da Aeronáutica conta atualmente com três Centros de Computação — em Brasília, São José dos Campos e Rio de Janeiro — cada um com funções específicas: o CCA-BR, em Brasília, é responsável pela gestão da segurança cibernética da rede da FAB, coordenando ações do Sistema de Tecnologia da Informação para garantir disponibilidade, integridade e confidencialidade de ativos digitais essenciais às operações; o CCA-RJ, no Rio de Janeiro, atua na coordenação da infraestrutura de comunicações e na gestão de serviços corporativos, como os sistemas de materiais (SILOMS) e de pessoal (SIGPES); e o CCA-SJ, em São José dos Campos, é voltado ao desenvolvimento de sistemas corporativos, aplicações operacionais e simuladores, em parceria com o DCTA, impulsionando inovação e capacitação tecnológica.

O Centro de Defesa Cibernética da Aeronáutica (CDCAER), em Brasília, é a estrutura que fortalece a proteção de sistemas de TI e comunicações estratégicas, unificando esforços de prevenção, monitoramento e resposta a incidentes cibernéticos.

O Chefe do CDCAER, Coronel Engenheiro Marcos Aurélio Valença Belchior, ressaltou os avanços alcançados pelo órgão ao longo do último ano, em consonância com a celebração do Dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica. Segundo o Oficial, o Centro vem consolidando sua atuação como núcleo estratégico da Diretoria de Tecnologia da Informação (DTI), elevando o nível de proteção digital da FAB em um cenário global de ameaças cada vez mais sofisticadas.

O avanço tecnológico das aeronaves modernas também foi mencionado como fator crítico para a ampliação da superfície de ataque. De acordo com o Coronel, enquanto a dependência de software representava apenas 10% dos sistemas embarcados na década de 1970, esse percentual atingiu 85% nos anos 2000 e ultrapassa 90% atualmente. Esse aumento exige novas abordagens de proteção cibernética, sobretudo em plataformas de alta complexidade.

Nesse contexto, o CDCAER desenvolveu, pela primeira vez, um levantamento dos sistemas críticos, utilizando metodologia própria e critérios inspirados em referenciais consolidados, como os do Tribunal de Contas da União. Até dezembro, o Centro entregará um diagnóstico completo do Espaço Cibernético de Interesse (ECI), permitindo ao Comando da Aeronáutica definir prioridades de proteção e elevar a resiliência das operações.

Entre as ações implementadas, foram aprovadas normas de gestão de risco cibernético e resiliência cibernética, que passarão a ser disseminadas a partir do próximo ano. Essas diretrizes visam fortalecer a capacidade das Organizações Militares de identificar ativos vulneráveis e executar processos de proteção digital mais eficientes.

Outro avanço destacado foi a criação do Sistema Carcará, desenvolvido pelo próprio CDCAER. A ferramenta, implantada desde janeiro em unidades estratégicas, funciona como um sistema capaz de detectar movimentações laterais na rede e alertar automaticamente o Centro e a Organização Militar afetada. Segundo o Oficial, o Carcará tem se mostrado decisivo na identificação e neutralização de Ameaças Persistentes Avançadas (APTs), e já concorre ao Prêmio Força Aérea.

“A missão do CDCAER é garantir que a FAB se mantenha protegida, resiliente e preparada para os desafios cibernéticos que moldam os conflitos modernos, sempre alinhada ao compromisso institucional de segurança, prontidão e soberania. Foram tratados cerca de 120 bilhões de eventos de segurança, entre tentativas de negação de serviço, ocorrências nas camadas de defesa e rede, e alertas de códigos maliciosos detectados por múltiplas fontes. A dimensão desses números evidencia a complexidade do ambiente cibernético e reforça o papel essencial do CDCAER no fortalecimento da proteção digital e na sustentação do Sistema de Tecnologia da Informação”, afirmou.

A TI da FAB na Inteligência Artificial

A Tecnologia da Informação da Força Aérea Brasileira avança para uma nova frente estratégica ao ampliar suas capacidades em inteligência artificial, impulsionada pelo convênio firmado entre o CCA-SJ, a Fundação Casimiro Montenegro Filho e o ITA, que criou o primeiro Laboratório de IA da FAB. Com investimentos em computação de alto desempenho e no desenvolvimento de soluções próprias em Machine Learning e Large Language Models, a Aeronáutica fortalece seu ecossistema tecnológico, tradicionalmente reconhecido por sistemas corporativos, simuladores e defesa cibernética, e agora direcionado também à automação inteligente de processos, ao apoio à decisão e ao aumento da eficiência operacional em áreas críticas da defesa.

Tecnologia a serviço da missão

Entre as responsabilidades da DTI e de seus centros estão a proteção de informações, o desenvolvimento de simuladores, metodologias inovadoras, geração de dados estratégicos, gerenciamento de sistemas corporativos e o suporte direto às operações aéreas. Essa atuação sustenta desde a administração interna até a segurança digital de plataformas de alta complexidade — um elemento indispensável para aeronaves que chegam cada vez mais integradas e tecnológicas.

Ao celebrar o Dia da Tecnologia da Informação da Aeronáutica, a FAB reconhece o papel transformador dessas soluções digitais, essenciais para a eficiência, a segurança e a modernização contínua da Instituição. 

Fotos: FAB

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