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Angola quer elevar taxa de utilização da capacidade industrial para 65 por cento

Angola quer elevar taxa de utilização da capacidade industrial para 65 por cento

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Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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O Executivo pretende elevar a taxa de utilização da capacidade industrial instalada de 54 por cento para 65 até 2027, uma estratégia que procura aumentar a produção nacional e melhorar a competitividade da economia.

A pretensão foi anunciado pelo Presidente da República, João Lourenço, na quinta-feira, 15 de Outubro, durante o discurso sobre o Estado da Nação, na Assembleia Nacional.

João Lourenço disse que os resultados alcançados demonstram uma trajectória positiva de reforço da base produtiva nacional, sendo  destaque a subida da capacidade instalada de 31 para 54 por cento.

O Titular do Poder Executivo disse que o financiamento será orientado para projectos com impacto produtivo real e diversificação da base industrial realizada para além dos alimentos e bebidas.

Outra pretensão é reduzir a taxa de informalidade no comércio de 85 por cento para 69 por cento, criando, deste modo, mais de 200 mil empregos, bem como concluir os laboratórios nacionais de qualidade e metrologia, para exportar com confiança e incrementar as exportações não-petrolíferas com maior peso nos mercados africanos.

“Produzir mais, transformar melhor, distribuir com eficiência e exportar com qualidade, são objectivos estruturantes para uma economia mais forte, competitiva e inclusiva”, sublinhou.

O Presidente da República deu a conhecer que a a produção nacional cobre quase toda a procura interna de bens como a farinha, massas, cerveja, refrigerantes, sabão e cimento.

Por outro lado, as importações de bens alimentares caíram em cerca de 595 milhões de dólares entre 2022 e 2025, enquanto as exportações não-petrolíferas cresceram 66 por cento, sobretudo o ferro, aço, cimento, pescado e  as bebidas.

Para João Lourenço, os progressos alcançados demonstram que Angola está a consolidar capacidades produtivas próprias, reduzir vulnerabilidades externas e a criar oportunidades económicas a partir da sua base industrial, comercial e logística.

“Esta trajectória fortalece a soberania económica nacional e permite transformar recursos, talento e investimento em prosperidade mais sustentável”, afirmou.

O compromisso do Executivo, acrescentou, é continuar a promover a produção nacional, a transformação industrial, o comércio organizado, as exportações, o emprego e as oportunidades para os cidadãos, de modo a consolidar uma economia mais resiliente, diversificada e orientada para resultados concretos.

“Com disciplina, visão estratégica e articulação entre o Estado, o sector privado e as comunidades produtivas, continuaremos a fazer da indústria e do comércio instrumentos decisivos para a prosperidade das famílias, a competitividade nacional, a inclusão económica e o desenvolvimento equilibrado de Angola”, sustentou.

Distribuído pelo Grupo APO para Governo de Angola.