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Kátia Epalanga, da Sonangol, lidera Muhatu e reforça aposta no crescimento inclusivo

Kátia Epalanga, da Sonangol, lidera Muhatu e reforça aposta no crescimento inclusivo

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Source: Africa Press Organisation – Portuguese –

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Kátia Epalanga, administradora executiva da Sonangol, foi nomeada presidente da Muhatu Energy Angola Management Network, numa decisão que reforça o papel da organização num momento determinante para a expansão do sector de petróleo e gás em Angola. Epalanga sucede a Nicola Mvuayi, administradora executiva da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG), numa fase em que o país acelera projectos em águas profundas, gás e soluções de baixo carbono, redefinindo prioridades em matéria de talento, capacitação e liderança no sector.

Com mais de 23 anos de experiência, Epalanga leva para o cargo um percurso consolidado, marcado pelo desempenho de várias funções executivas na Sonangol e no Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás. Engenheira sénior de instalações petrolíferas, com mestrado em Engenharia Química, conta ainda com experiência em grandes operadores internacionais, como a Chevron e a TotalEnergies. Na TotalEnergies, participou na engenharia e execução de duas FPSO do projecto Kaombo, o maior desenvolvimento petrolífero de Angola. 

Reforçar a inclusão e a inovação com liderança feminina

Criada em 2022, a Muhatu tem-se afirmado como uma plataforma relevante para promover a participação das mulheres no sector de petróleo e gás em Angola. A organização actua na intersecção entre desenvolvimento profissional, sensibilização institucional e alinhamento com as necessidades da indústria, trabalhando em estreita articulação com operadoras, entidades reguladoras e empresas de serviços para melhorar o acesso, a representação e os percursos de liderança das mulheres no sector.

Sob a liderança anterior, a Muhatu apostou no reforço da sua credibilidade institucional e no alargamento do seu envolvimento com os principais intervenientes da indústria. Entre as prioridades estiveram o fortalecimento de parcerias com entidades nacionais, como a Sonangol e a ANPG, bem como a promoção de iniciativas de mentoria e desenvolvimento de competências. A organização desempenhou igualmente um papel relevante no alinhamento da inclusão de género com as políticas de conteúdo local, contribuindo para que as estratégias de desenvolvimento da força de trabalho reflectissem os objectivos industriais de longo prazo de Angola.

A nomeação de Epalanga representa a continuidade – e, muito provavelmente, a aceleração – desta agenda. A sua liderança surge acompanhada da expectativa de uma integração ainda mais profunda com a indústria, sobretudo numa conjuntura em que os projectos se tornam cada vez mais complexos do ponto de vista técnico e mais exigentes em capital. A próxima fase da Muhatu implicará ir além da sensibilização e traduzir essa missão em resultados concretos: maior representação feminina em funções técnicas, participação reforçada na execução de projectos e maior visibilidade em cargos de liderança.

Um momento decisivo para o mercado

A nomeação de Epalanga acontece num momento particularmente importante para Angola, numa altura em que o país procura sustentar a produção acima de um milhão de barris por dia, através da aceleração da exploração e do desenvolvimento de campos maduros. Angola está a reposicionar activamente o seu sector de petróleo e gás, conjugando reforma regulatória, rondas de licenciamento ambiciosas e investimentos direccionados em infraestruturas petrolíferas e de gás. Em paralelo, os projectos tornam-se mais diversificados, abrangendo desenvolvimentos em águas ultra-profundas, monetização do gás e tecnologias emergentes de baixo carbono, como a integração da captura de carbono.

Neste contexto em transformação, cresce a procura por uma força de trabalho qualificada, adaptável e inclusiva. A Muhatu encontra-se bem posicionada para responder a esta evolução, alargando a base de talento e promovendo uma participação mais ampla das mulheres em toda a cadeia de valor da indústria petrolífera e gás. Este alinhamento deverá estar também em evidência na próxima edição da conferência e exposição Angola Oil & Gas (AOG), que terá lugar nos dias 9 e 10 de Setembro, com um dia pré-conferência a 8 de Setembro. Enquanto principal plataforma do sector, o evento continuará a colocar o conteúdo local e a inclusão no centro das discussões sobre o futuro do petróleo e gás em Angola.

Participante de longa data na AOG, a Muhatu tem desempenhado um papel central na valorização da presença feminina no sector. Com a nomeação de Kátia Epalanga, a organização entra nesta nova fase com um mandato reforçado, elevando a sua posição de participante para uma voz estratégica nas discussões sobre talento, inclusão e capacidade de execução. Neste sentido, esta mudança de liderança não é apenas institucional: está directamente alinhada com as prioridades imediatas da indústria e com os resultados que a AOG pretende impulsionar.

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