Source: Republic of Brazil 2
Entre aeronaves em ação e cenários simulados desafiadores, autoridades brasileiras e estrangeiras acompanharam de perto as atividades do Exercício Cooperación XI e o intercâmbio entre as Forças Aéreas do Brasil e de Nações Amigas, durante visita institucional, realizada na Base Aérea de Campo Grande (BACG) no dia 24/03.
Liderada pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, a comitiva contou com a presença de Comandantes e representantes de Forças Aéreas integrantes do Exercício; Oficiais-Generais do Alto-Comando da Aeronáutica; demais Oficiais-Generais da Força Aérea Brasileira (FAB); Secretário-Geral do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), Coronel Alfred William Bewley, e Adidos estrangeiros.
A programação contou com visitação às instalações do Exercício e ao KC-390 Millennium, um dos vetores empregados no treinamento para atuar em diferentes missões, especialmente em razão de sua versatilidade. Dentro da aeronave, as autoridades tiveram a oportunidade de verificar de perto suas capacidades operacionais e, principalmente, o funcionamento do Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System). Assim, foi possível demonstrar à comitiva, de forma prática, como a aeronave pode ser rapidamente configurada para lançar grandes volumes de água ou retardante, atuando diretamente na contenção das chamas.
Durante a visita às demais instalações, o Comandante da BACG e Diretor do Exercício, Brigadeiro do Ar Newton Abreu Fonseca Filho, ministrou um briefing do Exercício sobre as ações de direção, suporte e controle. Logo após, o Brigadeiro do Ar Anderson da Silva Nishio explicou como tem funcionado, na prática, os cenários simulados, o adestramento de militares e meios, assim como a interoperabilidade nas missões de Combate a Incêndios em Voo, Busca e Salvamento e Evacuação Aeromédica (EVAM), em apoio às autoridades civis, por meio de operações conjuntas e combinadas. Além disso, na Sala de Imersão, o Coordenador do Exercicio, Coronel Aviador Bruno Pedra, ressaltou a relevância de sistemas, como o SICOFAA e o Sistema de Informática e Telecomunicações das Forças Aéreas Americanas (SITFAA), para o gerenciamento e a integração das operações aéreas. Na ocasião, ele também explicou a escolha do Pantanal como cenário desta edição.
Na oportunidade, o Comandante da Aeronáutica reforçou a importância do treinamento para a Força Aérea Brasileira, evidenciando o impacto positivo na capacidade de resposta e na interoperabilidade das Forças. “Ao reunir mais de 1.200 participantes de diversos países, além de dezenas de aeronaves, que juntas totalizarão cerca de 300 horas de voo, esta edição do Exercício tem permitido o profícuo intercâmbio de conhecimentos e o amplo adestramento de nossas tropas. Afinal, ao aprendermos a falar a mesma linguagem operacional, compreendendo as capacidades e limitações uns dos outros, nos é permitido desenvolver procedimentos comuns, o que, em uma situação real, nos fará agir com prontidão, eficiência e, sobretudo, segurança”, destacou o Comandante da Aeronáutica.
O Tenente-Brigadeiro do Ar Damasceno reiterou o valor do Cooperación XI como um espaço de evolução conjunta, onde cada nação contribui para a construção de uma base sólida de cooperação internacional em cenário de crise. O Exercício se diferencia, nesta edição, por ser realizado pela primeira vez no Brasil, reunindo 14 delegações, entre países-membros do Sistema de Cooperação entre as Forças Aéreas Americanas (SICOFAA), observadores e convidados. O objetivo é aprimorar a coordenação de apoio mútuo, adestrar procedimentos de Comando e Controle das Operações Aeroespaciais e fortalecer a capacidade de coordenação do país afetado diante de desastres naturais ou antrópicos.
Fotos: Sargento Viegas / CECOMSAER
Vídeo: Capitão Emília / CECOMSAER
