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São Paulo, mais uma vez, foi palco do espetáculo do automobilismo mundial reunindo fãs do Brasil e do mundo. O Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do Centro Regional de Controle do Espaço Aéreo Sudeste (CRCEA-SE), entrou em ação e implantou a Operação Lagos para coordenar e gerenciar o tráfego aéreo ao redor do autódromo de Interlagos, durante o Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. Ao decorrer do evento, foram registrados 545 movimentos aéreos, sendo 427 de asas rotativas e 118 de aeronaves remotamente pilotadas.
A Força Aérea Brasileira (FAB) abrilhantou o evento realizando sobrevoo com as aeronaves KC-390 Millennium, Caça F-39 Gripen, além de quatro A-29 Super Tucano do Esquadrão de Demonstração Aérea (EDA) – Esquadrilha da Fumaça.
A grandiosidade do evento exigiu logística, tecnologia, planejamento e o trabalho conjunto de mais de 60 militares especialistas em controle de tráfego aéreo, meteorologia e telecomunicações. O CRCEA-SE, responsável pela Operação, montou uma torre de controle temporária, a Torre Lagos, e uma sala de apoio no autódromo.
“Sem a presença da torre de controle, prestando os serviços de tráfego aéreo haveria, possivelmente, uma confluência de tráfego de maneira desordenada. Dessa forma, instalar, implementar e manter a torre de controle em operação ao longo dos três dias de evento é o que garante a segurança e a regularidade das operações”, declarou o Comandante do CRCEA-SE, Coronel Aviador Fábio Lourenço Carneiro Barbosa.
Além da Torre Lagos, também foi criada uma célula de drones, em parceria com os órgãos de segurança pública de São Paulo, para monitorar aeronaves remotamente pilotadas não autorizadas, durante o gerenciamento do espaço aéreo no GP de Fórmula 1. Foram detectados oito drones irregulares e a ação integrada entre o CRCEA-SE e a segurança pública garantiu a fluidez do espaço aéreo sobre Interlagos sem impacto à segurança das operações.
Neste ano, o BR-UTM – projeto colaborativo para a implementação do gerenciamento do tráfego aéreo de aeronaves remotamente pilotadas no espaço aéreo brasileiro – esteve presente e ampliou a capacidade de monitoramento da região em torno do autódromo por conta da proximidade do aeroporto de Congonhas.
A Operação Lagos foi fundamental para o sucesso do GP de Interlagos, pois viabilizou a mobilidade e assegurou o fluxo aéreo seguro de helicópteros e drones na região. “O sucesso reflete o comprometimento das nossas equipes e a excelência do trabalho conjunto com as instituições parceiras”, afirmou o Comandante do CRCEA-SE.
A iniciativa reitera o já tradicional compromisso do Brasil com a segurança e a excelência das movimentações aéreas em grandes eventos de porte internacional.
Torre Fixa e a Torre Temporária
A Torre Lagos opera sob uma dinâmica fundamentalmente distinta daquela observada em uma torre de controle fixa, mesmo que ambas prestem o mesmo tipo de serviço. A principal diferença reside no perfil do movimento aéreo que cada uma gerencia.
Enquanto uma torre fixa atende a um aeroporto com um fluxo de tráfego aéreo intenso e constante em sua rotina diária, a operação em um evento específico, como o que exige a Torre Lagos, é marcada por uma concentração atípica de demanda. O pico de tráfego aéreo ocorre de maneira muito intensa e concentrada especificamente nos dias do evento, o que justifica a necessidade de montar uma estrutura de controle temporária.
Fotos: CRCEA-SE / Juliano Gianotto
