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Maurícias: Banco Africano de Desenvolvimento empresta 250 milhões de dólares para apoiar a recuperação económica pós-Covid-19

Maurícias: Banco Africano de Desenvolvimento empresta 250 milhões de dólares para apoiar a recuperação económica pós-Covid-19

MIL OSIABIDJAN, Costa do Marfim, 29 de março 2023/APO Group/ —

O Conselho de Administração do Banco Africano de Desenvolvimento (www.AfDB.org) aprovou na quarta-feira, 29 de março, em Abidjan, um empréstimo de 250 milhões de dólares às Maurícias. O financiamento destina-se a implementar o Programa de Apoio à Competitividade e à Resiliência Económica para apoiar a recuperação económica pós-Covid-19 neste arquipélago do Oceano Índico.

O programa tem duas componentes. Por um lado, visa reforçar a participação e competitividade do setor privado em áreas chave (desenvolvimento agroindustrial e pescas) e promover um ambiente favorável às empresas e ao funcionamento de ambos os setores, para reforçar a recuperação verde e a resiliência climática; além de apoiar a aceleração da transição para energias limpas e o reforço da governação ambiental, por outro lado.

A primeira componente inclui várias atividades para aproveitar o desenvolvimento agroindustrial e das pescas, melhorar o ambiente empresarial, desenvolver competências e as pequenas e médias empresas. Foi também estabelecido um fundo rotativo para a indústria da cana-de-açúcar, e o governo irá desenvolver uma política de aquicultura destinada a explorar o enorme potencial desta indústria no país.

A implementação do programa irá aumentar a quota da agricultura, silvicultura e pescas no Produto Interno Bruto (PIB) de 0,93% nos últimos três anos (2017, 2018 e 2019) – antes do Covid-19 – para 2% em 2024. O valor acrescentado bruto do setor transformador para o PIB deverá aumentar 2% em 2024 (em comparação com uma média de três anos antes da Covid-19 de 1,03%).

Para a segunda componente, o projeto implementará um programa de empréstimo industrial neutro em carbono, a fim de proporcionar uma opção viável para as empresas industriais gerarem energia renovável – solar e eólica – para o seu próprio consumo. Espera-se também que o projeto permita ao governo criar um quadro nacional de biomassa para ajudar a cumprir o objetivo de produzir 60% da energia a partir de fontes renováveis até 2030, eliminando gradualmente a utilização de carvão.

As várias reformas serão cruciais e deverão ajudar a economia mauriciana a tornar-se mais resiliente. Em particular, permitirão ao governo cumprir o seu objetivo de reduzir os gases com efeito de estufa em 40% até 2030.

No final do projeto, espera-se que as Maurícias tenham aumentado a sua capacidade instalada de energia renovável para 496 megawatts em 2024, de 306,98 megawatts em 2021; e a mobilização adicional do financiamento climático (adaptação e mitigação) de 2% em 2021, para 3,6% do PIB em 2024.

A 31 de dezembro de 2022, a carteira ativa do Grupo Banco Africano de Desenvolvimento nas Maurícias compreendia sete projetos com um compromisso total de 286 milhões de dólares.