A Angola Oil & Gas (AOG) 2021 Aborda o Impacto da Transi??o Energ?tica no Petr?leo e G?s

MIL OSILUANDA, Angola, 10 de setembro 2021/APO Group/ —

Sob o tema ’Indústria de Petróleo e Gás em Angola: O Roteiro para a Regeneração e Crescimento’, a conferência Angola Oil & Gas (AOG) 2021, organizada pela Energy Capital and Power (www.EnergyCapitalPower.com), incluiu painéis de discussão produtivos, debates esclarecedores e apresentações perspicazes acerca do futuro da indústria do petróleo e gás em Angola. Um painel de debate moderado por Sergio Pugliese, Presidente em Angola da African Energy Chamber, enfatizou o impacto que a transição energética global teve na indústria de petróleo e gás em Angola e o papel que a prospeção irá desempenhar. Entre os participantes estiveram Paul McCafferty, Vice-Presidente Sénior para a exploração e produção internacional em África da Equinor; Adriano Bastos, Presidente Sénior da BP em Angola; e Bráulio de Brito, Presidente do Conselho da Conferência Angola Oil & Gas Services & Technology.

Em África, com os países a dependerem fortemente de investimento estrangeiro direto para o desenvolvimento de projetos energéticos, o impacto da transição, a redução do financiamento e as pressões ambientais globais foram, e continuam a ser, significativos. Ainda assim, o painel enfatizou que a prospeção continuará a desempenhar um papel valioso em África, particularmente na indústria de petróleo e gás em Angola.

“Acreditamos que a prospeção desempenha um papel. Demonstrámos que podemos melhorar a eficiência de nossas operações. Sendo o mais eficiente possível, minimizando a queima, partilhando dentro das nossas parcerias e utilizando tecnologias que comprovadamente melhoram o nosso desempenho, faremos uma grande diferença”, afirmou McCafferty.

Um dos impactos mais significativos que a transição energética pode ter em África é a restrição do desenvolvimento socioeconómico. A exploração dos recursos naturais do continente é a melhor e mais eficaz maneira de garantir o desenvolvimento económico e a erradicação da pobreza. No entanto, se o continente for impedido de desenvolver esses recursos, a transição não terá apenas um impacto significativo no setor de energia, mas na economia como um todo.

“O mundo ainda vai precisar de petróleo e gás, que continuarão a fazer parte da nossa matriz energética. Precisamos de fornecer energia fiável, barata e acessível. Existem muitas áreas que precisam de ser testadas e melhoradas em Angola. A transição energética não afetará a nossa prospeção, mas antes a forma como produzimos esses hidrocarbonetos. Precisamos de ter em atenção a pegada de carbono, não apenas as emissões”, afirmou Bastos.

A transição energética criou também oportunidades para a indústria de petróleo e gás em Angola, com as empresas de serviços locais a conseguirem responder a este desafio, com as instituições financeiras nacionais a desempenharem um papel cada vez maior no setor energético e com as tecnologias de descarbonização a proporcionarem métodos mais limpos de desenvolvimento de combustíveis fósseis.

“É muito desafiante falar acerca de transição energética quando se considera o ponto em que Angola se encontra neste momento. Como sabemos, temos um longo caminho a percorrer para construir a nossa infraestrutura e, claro, é importante continuarmos com esse debate, mas também precisamos de aproveitar a oportunidade de melhorar o que estamos a fazer na atual indústria de petróleo e gás. Ao melhorar a eficiência, por exemplo, podemos maximizar a produção e reduzir o impacto das emissões de carbono”, afirmou Bráulio de Brito.

Por fim, o painel apresentou o valor do desenvolvimento do capital humano e o papel que a capacitação desempenhará na dinamização da indústria de petróleo e gás, na transição energética e num crescimento socioeconómico mais amplo. Com os hidrocarbonetos a continuarem a desempenhar um papel significativo em África, enfatizou-se o desenvolvimento do capital humano, a retenção de jovens talentos na indústria e a garantia de que os jovens ajudem a impulsionar a transformação dos hidrocarbonetos.

“O capital humano é um dos maiores desafios do nosso setor, independentemente da transição energética. Precisamos de mudar e de atrair novos talentos e jovens talentos: pessoas que pensem fora da caixa e pessoas que não façam as coisas da maneira tradicional. A indústria do petróleo e do gás precisa de pessoas que não tenham medo de abraçar a mudança. A indústria tem sofrido com a concorrência de empresas digitais, com jovens talentos a quererem trabalhar na indústria digital e nas energias renováveis. Precisamos de começar a incentivar os jovens talentos a pensar em petróleo e gás. Isso pode ser feito quer por meio de recrutamento quer por meio da instrução e de programas que promovam o talento”, afirmou Bastos.