Mundo tem 1 bilhão de pessoas com deficiência excluídas de tecnologias de apoio 

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Mundo tem 1 bilhão de pessoas com deficiência excluídas de tecnologias de apoio 

OMS e Unicef querem avanços para que grupo beneficie de serviços de educação, saúde e assistência social; relatório revela haver 240 milhões de crianças com este tipo de necessidade; estimativa é que 3,5 bilhões de pessoas precisem de cadeiras de roda, aparelhos auditivos ou aplicativos que apoiam a comunicação. 

Um novo relatório destaca que quase 1 bilhão de adultos e crianças com algum tipo de deficiência estão excluídos do acesso a tecnologias de apoio. 

No total, existem mais de 2,5 bilhões de pessoas carecendo de meios como cadeiras de rodas, aparelhos auditivos ou aplicativos de auxílio para a comunicação e cognição.

Tecnologias 

Em nova publicação, apesentada esta segunda-feira, agências da ONU recomendam que seja dada prioridade à melhoria do acesso a sistemas de educação, saúde e assistência social para enfrentar a situação. 

O Relatório Global sobre Tecnologia Assistiva sugere ainda que seja assegurada disponibilidade, segurança e eficácia, ao lado da acessibilidade a esses meios. A aposta deve incluir a diversificação, o avanço da capacidade desta força de trabalho e o envolvimento ativo dos usuários de tecnologia e suas famílias.

© Cycling Without Age

O mundo tem 240 milhões de crianças que vivem com algum tipo de deficiência

As recomendações da Organização Mundial da Saúde, OMS, e do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, são feitas a governos, ao setor industrial e à sociedade civil.

Países de baixa e média rendas concentram a maioria dos excluídos ao acesso aos produtos de apoio. No grupo de nações há casos em que a cobertura chega a 3% das pessoas que precisam, em contraste com cerca de 90% nos países ricos.

O estudo inédito ressalta um déficit global e de acesso a produtos assistivos. O trabalho fornece indicações para expandir a disponibilidade e o acesso, além de defender o aumento da conscientização sobre o tipo de necessidade e da inclusão para melhorar a qualidade de vida de milhões de pessoas.

Potencial 

Para o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, OMS, Tedros  Ghebreyesus, negar o acesso à tecnologia assistiva não é apenas uma violação dos direitos humanos, mas “economicamente míope”. O apelo feito aos países é que financiem e priorizem o acesso à tecnologia assistiva e deem a todos a chance de viver de acordo com seu potencial”

Unicef/Herwig

Benefícios de produtos assistivos envolvem a melhoria da saúde

A diretora executiva do Unicef, Catherine Russell, disse haver 240 milhões de crianças com deficiências. Sem direito aos produtos essenciais para progredir, elas são afetadas em níveis individual, familiar e comunitário.

A chefe da agência declarou que sem acesso à tecnologia assistiva, as crianças com deficiência continuarão a perder a educação, seguindo em maior risco de trabalho infantil e sujeitas ao estigma e à discriminação, que minam sua confiança e bem-estar.

Prevalência 

O relatório observa que até 3,5 bilhões de pessoas precisarão de um ou mais produtos de apoio até 2050. As razões para o aumento incluem o envelhecimento da população e a prevalência de doenças não transmissíveis em todo o mundo. 

A acessibilidade financeira é uma grande barreira, observa o relatório. Cerca de dois terços das pessoas com produtos de apoio relataram ter feito pagamentos diretos e que contaram com a família e amigos para apoiar financeiramente suas necessidades.

Unifeed Video

Menores com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento

Pesquisas anteriores observam que as principais barreiras são falta de conscientização e de preços inacessíveis para serviços, produtos de qualidade, variedade e quantidade inadequadas, desafios para compras e cadeia de suprimentos.

Os benefícios de produtos assistivos envolvem a melhoria da saúde, do bem-estar, da participação e da inclusão de usuários.

Emprego 

Com uma qualidade garantida, segura e acessível um melhor cenário permitiria baixar custos de saúde e bem-estar, como internações hospitalares recorrentes ou benefícios estatais. Outra vantagem seria ter uma força de trabalho mais produtiva, estimulando indiretamente o crescimento econômico.

O acesso à tecnologia assistiva para crianças com deficiência é frequentemente o primeiro passo para o desenvolvimento infantil, acesso à educação, participação em esportes e vida cívica e melhor preparação para o emprego.

A publicação ressalta que crianças com deficiência têm desafios adicionais devido ao seu crescimento. A situação requer frequentes ajustes ou substituições de seus produtos de apoio.

MIL OSI

Guterres condena “ato vil de racismo violento” em supermercado em Buffalo, EUA

Source: United Nations – in Portuguese

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Chefe da ONU fez um apelo por mais harmonia um dia depois de 10 pessoas terem sido assassinadas em cidade no estado de Nova Iorque; suspeito de 18 anos transmitiu ao vivo o ataque pela internet e maioria das vítimas era afro-americana. 

O secretário-geral das Nações Unidas condenou o que ele chamou de “ato vil de extremismo violento e racista” ocorrido no sábado em um supermercado na cidade de Buffalo, em Nova Iorque.  

Em nota divulgada pelo seu porta-voz, António Guterres faz um apelo por mais harmonia após 10 pessoas terem sido assassinadas e três terem ficado feridas no ataque racista no mercado Tops.  

Racismo e discriminação 

Unsplash/Clay Banks

Marcha contra a discriminação racial na Carolina do Norte, EUA.

O suspeito, Payton S. Gendron, é branco, tem 18 anos e segundo agências de notícias, transmitiu ao vivo a ação em uma plataforma na internet. A maioria das vítimas era afro-americana.  

O chefe da ONU também condena “nos termos mais fortes o racismo em todas as formas e discriminação baseada em raça, religião, crenças ou nacionalidades.”  

A nota enviada pelo porta-voz Farhan Haq destaca ainda que Guterres defende o trabalho em conjunto “para a construção de sociedades inclusivas e pacíficas”. 

Justiça  

O secretário-geral enviou condolências aos familiares e entes queridos das vítimas e ressaltou que espera “que a justiça seja feita rapidamente”. 

O autor do ataque foi preso e o incidente é considerado o tiroteio em massa mais fatal ocorrido nos Estados Unidos este ano. Outros massacres racistas que aconteceram no país incluem o assassinato de nove afro-americanos em uma igreja em Charleston, na Carolina do Sul em 2015 e o ataque de 2018 na sinagoga Tree of Life in Pittsburgh, Pensilvânia, onde 11 pessoas foram mortas.  

MIL OSI

Jornalista brasileiro na Ucrânia preocupado que guerra comece a ser esquecida

Source: United Nations – in Portuguese

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Hugo Bachega falou à ONU News de Dnipro, no sudoeste da Ucrânia; repórter destaca importância do trabalho jornalístico sobre conflito no país, fundamental para mobilização; para ele, a guerra “não deve acabar num futuro próximo”.

O jornalista brasileiro Hugo Bachega está acompanhando de perto a guerra na Ucrânia desde 24 de fevereiro, quando a Rússia atacou o país. Com a intensificação das ofensivas, já em março, o profissional da BBC deixou sua casa em Londres para cobrir o conflito diretamente de Lviv, perto da fronteira com a Polônia.

Agora, em Dnipro, no sudeste do país, e nos arredores da usina de Zaporizhzhia, Hugo Bachega contou à ONU News como tem sido a cobertura da crise, que já deslocou cerca de 10 milhões de ucranianos e matou mais de 3 mil civis.

© WFP/Viktor Pesenti

Edifício residencial destruído em Dnipro, Ucrânia.

Histórias humanas

O jornalista da BBC diz que as coberturas foram intensas, especialmente durante os ataques à cidade de Mariupol, sitiada e com infraestrutura fortemente abalada. Ele falou sobre o impacto da guerra nas crianças e demonstrou preocupação com o “cansaço” do público com as notícias.

“Os detalhes do que a gente ouve, de pessoas passando dias em bunker, com pouca coisa para comer, os efeitos que estão tendo em crianças… […] O perigo que a gente se aproxima é o cansaço do público, tem uma apatia. Isso é um problema, os ucranianos mesmo dizem que a imprensa já está deixando de noticiar com menos intensidade. Os ucranianos precisam da ajuda que o mundo tem dado. A imprensa não pode esquecer que tem uma guerra aqui.”

Com a violência próxima, Hugo afirma que se sente razoavelmente seguro dentro de uma zona de guerra.

“A gente estava próximo de um ataque a míssil e a gente sentiu o impacto, ouvimos a sirenes de ataque aéreo. [Em Dnipro,] a cidade, as lojas, está tudo funcionando. Há sacos de areia protegendo as entradas, mas a vida continua em Dnipro. Temos um esquema de segurança, ninguém pode sair sem autorização, e nós passamos por treinamento. Me sinto seguro como alguém pode se sentir seguro num lugar em   guerra”

A guerra na Ucrânia já matou nove jornalistas, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco. Os dados da agência apontam que, apenas este ano, 31 profissionais da imprensa foram assassinados em todo o mundo

Foto: © UNOCHA/Kateryna Klochko

Civis de Mariupol deixam região após mais de dois meses sitiados.

Análise

Por conta da rotina intensa da cobertura do conflito, o repórter da BBC explicou que os jornalistas se revezam no front. Ele deve retornar a Londres nas próximas semanas, mas afirma que já possui data para voltar a trabalhar da Ucrânia. Para ele, a guerra “não deve acabar num futuro próximo”.

“Há um agressor claro, uma violência que não precisava estar acontecendo e poderia acabar no próximo minuto. Total destruição material e de vidas de um país sem nenhum motivo. Os ucranianos sabem disso e dizem que querem ajudar o país a defender a democracia, a liberdade”

Outra análise do jornalista é que, no futuro, os danos causados em Mariupol, tanto à infraestrutura como ao seu povo, devem transformar a cidade num símbolo histórico.

“A cidade foi praticamente destruída, se não materialmente, pelo menos em sua essência. […] Ninguém conhecia Mariupol antes da guerra e agora ela vai se transformar em uma cidade como Dresden, na Alemanha, Aleppo, na Síria, Grozni, na Chechênia, que se tornam símbolo de um determinado momento da história.”

Por fim, Hugo destacou a resiliência e a notável coragem do povo ucraniano. Segundo ele, muitos querem defender o país, seja pegando em armas ou ajudando a imprensa a contar as histórias ao mundo.

Hugo ainda contou que as histórias humanas não só geram grande impacto em seus leitores, mas também promovem mobilização. Ele afirma que, após a publicação de tragédias que aconteceram no país, sua equipe recebeu contato de pessoas buscando formas de ajudar as vítimas crescentes do conflito. “Contar histórias de como a guerra afeta cada pessoa é uma forma de manter a humanidade”, conclui o jornalista.

MIL OSI

Produção de cigarros emite mais de 80 milhões de toneladas de CO2

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Produção de cigarros emite mais de 80 milhões de toneladas de CO2

OMS e ONG Stop unem-se para chamar a atenção sobre os impactos ecológicos dos produtos de tabaco e nicotina; 22 bilhões de toneladas de água são usadas na produção, sendo que 4,5 trilhões de pontas de cigarro são descartadas por ano no mundo.

A Organização Mundial da Saúde e a ONG Stop, que trabalha para expor práticas destrutivas da indústria do tabaco, uniram forças para alertar a população mundial sobre como o meio ambiente sofre com a produção de cigarro e similares.

Elas divulgaram um relatório conjunto mostrando que 22 bilhões de toneladas de água são utilizadas na produção de tabaco em todo o mundo. O volume é equivalente ao de 8,8 milhões de piscinas olímpicas.

Unsplash/Fotografierende

Apenas alguns cigarros por dia são suficientes para aumentar os riscos

Poluição do ar

Os impactos para o meio ambiente não param por aí: são 32 milhões de toneladas de folhas de tabaco, por ano, para produzir 6 trilhões de cigarros. Este volume de produção gera mais de 80 milhões de toneladas de dióxido de carbono, CO2.

Na quinta-feira, 12 de maio, OMS e Stop promoveram um debate online sobre o tema. A diretora de Meio Ambiente e Saúde Pública da OMS, Maria Neira, apelou à população mundial para parar de poluir o planeta de várias maneiras incluindo por cigarro.

Foto UNEP/Shawn Heinrichs

Entre os dez itens mais encontrados nas praias brasileiras estão restos de cigarro, tampas de garrafa, canudos, garrafas plásticas e sacolas plásticas.

Fim do consumo e produção

Maria Neira explicou que um quarto da taxa de mortalidade no mundo poderia ser evitado se as pessoas parassem de destruir o meio ambiente. Ela defendeu ainda o fim do consumo e da produção do tabaco.

Segundo OMS e ONG Stop, os fumantes acabam por descartar todos os anos cerca de 4,5 trilhões de pontas de cigarro nas ruas e nas praias.

Os produtos químicos contidos nas bitucas liberam toxinas suficientes para matar 50% dos peixes de água salgada ou doce se ficarem expostos a essa água por 96 horas.

O relatório menciona ainda produtos como cigarros eletrônicos e tabaco aquecido, que causam “um novo conjunto de problemas, como lixo eletrônico”

O alerta sobre os danos da produção e do consumo de cigarros está sendo feito em antecipação ao Dia Mundial de Combate ao Tabaco, marcado todos os anos em 31 de maio.

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Dia Internacional das Famílias destaca impacto da urbanização sobre os lares

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Dia Internacional das Famílias destaca impacto da urbanização sobre os lares

A vida em centros urbanos e como ela molda o mundo e o bem-estar das famílias está sendo examinada nas celebrações deste ano; objetivo é chamar a atenção para a necessidade de beneficiar saúde de todas as faixas etárias vivendo em cidades.

As Nações Unidas marcam neste 15 de maio o Dia Internacional das Famílias com foco na urbanização e como melhorar a vida das pessoas nas cidades.

Para a ONU, os governos locais e nacionais precisam implementar políticas sustentáveis e benéficas paras as famílias em áreas urbanas para que o bem-estar de todos possa ser garantido.

Desigualdade

A urbanização é uma das megatendências mais importantes na formação do bem-estar de milhões de lares nas cidades. Uma urbanização sustentável é parte de vários Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS, das Nações Unidas.

Entre eles o ODS 1 de combate à pobreza, o 3 sobre saúde e bem-estar e o 11 de cidades e assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

A Agenda 2030 também inclui o ODS 10 sobre redução da desigualdade dentro das cidades.

Para a ONU, a urbanização tem de ser gerenciada de uma forma a beneficiar as famílias e a aumentar o bem-estar de todos que vivem em áreas urbanas. Dela dependem as metas dos ODS.

A ONU está preparando o 30º aniversário do Ano Internacional da Família em 2024. O evento foca em aspectos como mudança tecnológica, migração, transformações demográficas e climáticas, entre outros tópicos.

População sem-teto na Europa

A meta é analisar o impacto dessas tendências sobre a família e propor políticas orientadas para a família para contrapor os aspectos negativos da urbanização desorganizada.

Muitas famílias ainda enfrentam desafios, mas já existem algumas melhorias como o aumento da licença maternidade que em 1995 era oferecida em 89% dos países e em 2015 já estava presente em 96%.

Mas ainda há barreiras como a decisão sobre saúde e direitos sexuais e reprodutivos. Apenas 57% das mulheres casadas ou em união doméstica têm autonomia para escolher usar ou não anticoncepcionais ou ter relações sexuais.

Uma outra preocupação é o aumento do número de pessoas sem ter onde morar. Em alguns países da Europa, o crescimento da população sem-teto ultrapassa 20%.

O Dia Internacional das Famílias foi instituído pela Assembleia Geral em 1993.

 

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Dia Mundial das Aves Migratórias combate poluição luminosa

Source: United Nations – in Portuguese

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Tema deste ano é “Reduza as luzes para as Aves à Noite”; mais de 80% da população do mundo vive sob céu iluminado; na América do Norte e na Europa, a taxa é de quase 99%.

A poluição da luz tem um impacto para a vida das aves migratórias e sua conservação. Em muitos casos, a luz é uma ameaça à vida selvagem e pode causar até a morte de várias espécies de aves.

O alerta ocorre neste 14 de maio, Dia Mundial de Aves Migratórias, marcado pelas Nações Unidas, com uma campanha para aumentar a informação sobre a urgência de proteção desses animais.

Luz artificial

Sob o tema “Reduza as luzes para as Aves à Noite”, numa tradução livre do inglês, a campanha ressalta que a poluição luminosa está crescendo no mundo com mais de 80% da população vivendo sob céu iluminado.

Na Europa e na América do Norte, esta taxa é de 99%.

Já a quantidade de luz artificial na face da Terra subiu em pelo menos 2% ao ano e pode ser ainda maior.

O Dia Mundial das Aves Migratórias é celebrado pela Convenção sobre Espécies de Animais Selvagens, CMS.

A secretária-executiva da entidade, Amy Fraenkel, diz que a escuridão natural tem um valor de conservação equivalente ao da água limpa, do ar e do solo.

Uma das metas deste Dia Mundial é aumentar a conscientização para o tema da poluição com soluções que já existem.

Todos os anos, milhões de aves morrem por causa da poluição luminosa, que altera os padrões da luz natural nos ecossistemas.

Colisão fatal com edifícios

O problema ainda pode afetar a forma de migração das aves, comportamentos e a comunicação vocal.

Com a luz artificial à noite, especialmente em baixa densidade de nuvens, neblina ou chuva, os pássaros são atraídos a voar baixo, as aves migratórias ficam desorientadas e acabam circulando em áreas iluminadas.

Com essa dilapidação das reservas de energia, os pássaros ficam exaustos e sob risco de predação e colisão fatal com prédios.

A Convenção sobre Espécies de Animais Selvagens divulgou diretrizes sobre poluição luminosa para tartarugas e aves marinhas e aves costeiras migratórias. As regras foram endossadas na reunião dos países que participam da convenção em 2020.

Uma das diretrizes é a avaliação do impacto ambiental para projetos que podem resultar em poluição deste tipo. Para 2023, a Conferência dos Países-Partes deve receber regras para morcegos e aves terrestres, que estão sendo compiladas agora.

Hemisférios Norte e Sul

Muitos governos, cidades, empresas e comunidades ao redor do globo tomaram providências para enfrentar a poluição luminosa incluindo na América do Norte, que incentiva os prédios a desligarem qualquer luz possível para evitar o transtorno e riscos às aves migratórias.

O Dia Mundial das Aves Migratórias é celebrado em maio e outubro, obedecendo o movimento migratório nos Hemisférios Norte e Sul, em parceria com os tratados sobre vida selvagem da ONU e a organização Meio Ambiente para as Américas.

Durante a alta estação em maio, mais de 200 eventos são realizados em 30 países com festivais, programas educativos e atividades de observação de pássaros, além de concertos beneficentes.

MIL OSI

BC faz consulta pública sobre novas regras relacionadas ao mercado cambial brasileiro

Source: Republic of Brazil 2

Quer saber sobre o Valores a Receber?
As consultas ao Sistema de Valores a Receber (SVR) estão temporariamente suspensas para aprimoramento.

Em breve, o Banco Central divulgará:
a data de reabertura do sistema para novas consultas e resgate dos saldos existentes; e
informações sobre valores de falecidos.
Enquanto isso, estamos trabalhando em melhorias do SVR e na inclusão de novos valores.

Caso queira acessar o site principal do BC para consultar outras informações, clique aqui.
If you want to access the Banco Central do Brasil website in Portuguese, click here. If you want to access it in English click here.
Siga o Banco Central nas redes sociais e mantenha-se informado:

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Lançada coalizão para promover dietas saudáveis para todos

Source: United Nations – in Portuguese

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Por ano, 11 milhões de pessoas morrem por fatores ligados ao consumo de alimentos inadequados e 3 bilhões de cidadãos não têm dinheiro para comer de forma saudável; várias agências da ONU unem-se na iniciativa que busca alinhar ações para sistemas alimentares sustentáveis e facilitar partilha de aprendizado entre países.  

Todos os anos, 11 milhões de pessoas morrem por fatores ligados ao consumo de alimentos que não são saudáveis e outras 420 mil morrem por intoxicação alimentar. Os dados são da Organização Mundial da Saúde, que está lançado esta sexta-feira a Coalizão de Ação sobre Dietas Saudáveis e Sistemas Alimentares Sustentáveis.  

A iniciativa envolve várias agências da ONU além da OMS, como FAO, Agência da ONU para o Meio Ambiente, Pnuma e Programa Alimentar Mundial, PMA.  

Bilhões sem dinheiro para comer saudável  

Foto: Opas/OMS

Refeições nutritivas não precisam ser elaboradas

As entidades destacam ainda que 3 bilhões de pessoas no mundo não têm condições financeiras de comprar alimentos saudáveis e a desnutrição acaba representando “uma violação do direito humano à alimentação e fomentando desigualdades sociais”.  

A coalizão nota ainda que o sistema alimentar está marcado por práticas “insustentáveis que estimulam o desmatamento, as perdas de biodiversidade, o esgotamento dos oceanos e o aumento de doenças zoonóticas.  

Três frentes  

Foto: IFAD

A OMS pede aos governos a promoção de alimentos saudáveis em locais públicos.

Transformar os sistemas alimentares é “crítico para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, ODS”, afirma a OMS.  

A coalizão vai trabalhar em três frentes: mobilizar especialistas e governantes para alinharem ações nos sistemas alimentares para que exista um impacto coletivo a nível nacional; facilitar a troca de aprendizagem entre países e promover projetos que integrem nutrição, saúde e sustentabilidade.  

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Unesco pede investigação do assassinato de duas jornalistas no México

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Unesco pede investigação do assassinato de duas jornalistas no México

Sheila García e Yessenia Falconi foram mortas a tiros no estado de Veracruz, em 9 de maio; pelo menos 11 profissionais da imprensa foram assassinados no país latino-americano desde o início do ano. 

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, pediu uma investigação imediata do assassinato de duas jornalistas no México, ocorrido em 9 de maio. 

Segundo agências de notícias, Yessenia Mollinedo Falconi e a camerawoman, Sheila Johana Garcia Olivera, foram atacadas a tiros dentro de um carro por homens armados, no estado de Veracruz, no leste do México. 

Diálogo e testemunhas 

Foto: ONU/Manuel Elias

Diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay

Ambas trabalhavam para o portal de notícias El Veraz, que era dirigido por Yessenia. 

Em nota, a diretora-geral da Unesco condenou o assassinato das duas jornalistas e disse que os profissionais da imprensa são testemunhas que fazem um trabalho indispensável ao diálogo público e a sociedades pacíficas. 

Audrey Azoulay disse que as autoridades mexicanas devem investigar esses assassinatos e tomar todas as medidas necessárias para assegurar que os jornalistas poderão trabalhar sem medo. 

Assembleia Geral contra impunidade 

Foto: Primavera Díaz

Mural em Oaxaca, México.

Somente este ano, já foram assassinados 11 jornalistas no México incluindo três mulheres.  

Segundo a Unesco, cerca de nove em cada 10 casos de assassinatos de jornalistas no mundo não são elucidados. 

A Assembleia Geral aprovou uma resolução sobre os crimes contra jornalistas e a questão da impunidade pedindo mais ação por parte de autoridades e governos para punir os responsáveis por esses crimes. 

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Com guerra na Ucrânia, FAO pede união ao G7 em favor de maior produtividade 

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Com guerra na Ucrânia, FAO pede união ao G7 em favor de maior produtividade 

Reunião de ministros da Agricultura das sete maiores economias do mundo ocorre em Stuttgart, na Alemanha; chefe da FAO, convidado para o evento, lembrou ao G7 que Brasil é um dos maiores exportadores de cereais e commodities agrícolas e recebe fertilizantes da Rússia.

Ministros da agricultura do G7, o grupo das sete maiores economias mundiais, se reúnem até sábado na cidade alemã de Stuttgart para tratar dos efeitos da guerra na Ucrânia sobre a segurança alimentar mundial.  
Eles foram convidados à cidade pelo ministro alemão da Agricultura, Cem Ozdemir. A Alemanha ocupa a presidência rotativa do G7.

Fragilidade

O diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, que participa do evento, citou o impacto do cenário atual em mercados e na oferta de alimentos a países em situação de fragilidade da África e do Oriente Médio.

Qu Dongyu disse ainda que o Brasil está entre os maiores exportadores de cereais e commodities de alto valor que necessitam de fertilizantes importados da Rússia, tal como Argentina e Bangladesh.

Foto: UNOCHA/Ivane Bochorishvili

Trabalhadores humanitários entregam assistência na Ucrânia.

QAs consequências se estendem a economias largamente dependentes das importações de trigo, como Egito e Turquia, mas também várias nações subsaarianas, como Congo, Eritreia, Madagascar, Namíbia, Somália e Tanzânia.
Qu Dongyu pediu ao G7 que ajude a driblar a escassez de alimentos por causa do conflito, redução de ofertas, aumento de preços e outras consequências.
Para ele, é preciso identificar, ativamente, maneiras de compensar possíveis lacunas futuras nos mercados globais, com uma atuação conjunta para promover aumentos sustentáveis de produtividade sempre que possível.

Assistência urgente 

A FAO foi convidada para discutir as consequências do conflito na Europa Oriental na segurança alimentar global.

FAO/Anatolii Stepanov

Colheita de trigo perto da vila de Krasne, na Ucrânia.

Em 2021, cerca de 193 milhões de pessoas já passavam e precisavam de assistência urgente. Eram quase 40 milhões de pessoas a mais em relação a 2020, ano em que apareceu a pandemia.

O chefe da agência lembrou que tanto a Rússia como a Ucrânia são atores importantes nos mercados globais de commodities, e a incerteza em torno do conflito causou uma alta nos preços, principalmente de trigo, milho e oleaginosas, além de fertilizantes. 

A subida de custos se associa a preços inflacionados, impulsionados pela demanda robusta e pelos altos custos de insumos como resultado da pandemia.

Nível fraco 

Em março, o Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu seu nível mais alto, com 160 pontos desde sua criação em 1990. A taxa caiu ligeiramente no mês passado.

As previsões de exportação de trigo dos dois países foram revisadas para baixo desde o início da guerra em 24 de fevereiro. 

Mais de dois meses depois, a  FAO destaca que apesar de outros participantes do mercado, como Índia e União Europeia, terem aumentado as ofertas ao mercado, o nível  atual continua insuficiente e a expectativa é de que os preços sigam em alta nos próximos meses.. 
 

Foto: Photo: FAO/Danfung Dennis

Muitos países dependem da Ucrânia e da Rússia para obter trigo.

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