Source: Africa Press Organisation – Portuguese –
Dados da Organização Internacional para as Migrações, OIM, indicam que, desde o final de setembro, uma nova onda de violência exercida por grupos armados não estatais forçou mais de 7 mil moçambicanos a fugirem de suas casas na província de Cabo Delgado.
Cerca de 80% dos recém-chegados são mulheres e crianças, somando 7.029 deslocados em pouco mais de um mês. Todos carregam traumas e extrema vulnerabilidade, segundo a agência da ONU.
Situação das famílias deslocadas
Apenas nas últimas duas semanas de outubro, das 970 pessoas em fuga, 584 eram crianças e 386 eram mulheres.
Entre elas, a OIM identificou 87 gestantes, 58 idosos, 18 pessoas com deficiência e quatro crianças desacompanhadas dos pais.
Para a chefe do escritório da OIM em Moçambique, Dana Graber Ladek, o socorro é urgente: alimentação, abrigo e saúde são essenciais para salvar vidas.
Sem esse apoio, a situação das famílias deslocadas e de quem as acolhe se tornará ainda mais dramática.
Fome é a emergência principal
A crise agrava um cenário já crítico. Em outubro de 2026, Cabo Delgado abrigava mais de 205 mil deslocados em 84 pontos de acolhimento, metade dos quais crianças.
No terreno, a fome é a emergência principal de 88% das famílias, seguida pela falta de moradia digna e pelo acesso precário à saúde.
A OIM diz atuar na linha de frente prestando assistência de emergência com distribuição de abrigo, bens básicos, saneamento, apoio psicológico e ações de consolidação da paz a longo prazo.
Por meio da sua Matriz de Monitoramento de Deslocamento, a agência mapeia os fluxos para direcionar a ajuda onde ela é mais urgente.
Distribuído pelo Grupo APO para UN News.
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Original source: https://africa.mil-osi.com/2026/11/05/cabo-delgado-teve-mais-de-7-mil-mocambicanos-recem-fugidos-da-violencia/
