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Fundo de Emergências da ONU quer reverter tendência de queda de doações

Fundo de Emergências da ONU quer reverter tendência de queda de doações

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Fundo de Emergências da ONU quer reverter tendência de queda de doações

Ajuda humanitária

Alcançar meta de US$ 1 bilhão é foco de evento que marca 20 anos do mecanismo de auxílio; secretário-geral aponta para ano de queda recorde de ajuda desde 2015; chefe humanitário pede que se mantenha viva a esperança de milhões de pessoas.

As Nações Unidas acolhem nesta terça-feira um evento de alto nível para angariar doações para viabilizar as operações do Fundo Central de Resposta a Emergências, Cerf, em 2026.

A reunião é realizada pelo Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, em parceria com os Governos da Irlanda e das Filipinas.

Meta de US$ 1 bilhão

Discursando aos Estados-membros, o secretário-geral da ONU, António Guterres, pediu que a comunidade internacional ajude a alcançar a meta de US$ 1 bilhão definida para o Cerf.

A este propósito, que foi aprovado pela Assembleia Geral, está associado o objetivo de manter os fundos humanitários previsíveis para os próximos anos.

Guterres disse que continua a ser feita a mobilização de maiores compromissos, à medida que as crises humanitárias em todo o mundo superam o financiamento disponível para combatê-las.

No evento de angariação de doações para o Fundo gerido pelo Ocha, o líder da ONU disse que os funcionários humanitários precisam continuar a acelerar o apoio essencial às pessoas necessitadas. Em 2025, o Cerf alocou mais de US$ 311 milhões para viabilizar ações humanitárias em mais de 30 países e territórios.

Unicef/Mohammed Nateel

Crianças continuam a morrer em Gaza

Gaza e Darfur

Os recursos do Cerf foram aplicados por exemplo no contexto após o cessar-fogo na Faixa de Gaza e para ajudar pessoas que fogem da violência na região sudanesa de Darfur.

Neste ano, a ajuda dos doadores caiu de forma drástica e em níveis históricos. O total obtido em 2025 deverá ser o mais baixo da década, no que Guterres considera “uma tendência perigosa que enfraquece a capacidade de resposta.”

Entre as consequências da queda de doações estão a morte de inúmeras pessoas, várias outras passando fome ou desprovidas de serviços de saúde, abrigo e proteção.

Guterres chamou a atenção internacional para um momento em que a comunidade humanitária é solicitada a “fazer cada vez mais com cada vez menos”, numa tarefa que chamou de “simplesmente insustentável.”

Conflitos, choques climáticos, terremotos e epidemias

O secretário-geral ressaltou ainda a relevância em responder prontamente aos efeitos de conflitos, choques climáticos, terremotos e epidemias “ajudando a salvar vidas, a alimentar famílias e a manter hospitais em funcionamento”.

No evento, que também marca o 20.º aniversário do Fundo Central de Resposta a Emergências, o subsecretário-geral para Assuntos Humanitários, Tom Fletcher, pediu aos países que renovem a promessa de ajuda.

Para o chefe humanitário, trata-se de manter viva a esperança de milhões de pessoas que dependem das Nações Unidas.

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