Source: United Nations – in Portuguese
Headline: Angola rebate críticas a sua política de liberdade de culto
Carlos Araújo, da Rádio ONU em Nova York.*
O governo angolano rejeitou, nesta quinta-feira, críticas a sua política de liberdade de culto.
Segundo a relatora para a Liberdade Religiosa no Conselho de Direitos Humanos da ONU, Asma Jahangir, Angola estaria discriminando minorias religiosas no país.
Curandeiros
Num relatório apresentado, na quinta-feira, na sede do Conselho em Genebra, na Suíça, ela informou que manifestou ao governo de Angola sua preocupação com a situação de alguns fiéis no país africano.
Jahangir disse que ficou triste com o tratamento dado a crianças acusadas de praticar feitiçaria.
Segundo ela, os menores seriam levados, pelas próprias famílias, a curandeiros para serem detidos por longo período de tempo.
Terrorismo
Para a relatora da ONU, Angola estaria ainda associando a religião islâmica ao terrorismo internacional.
Logo após o discurso, o embaixador angolano, Arcanjo Nascimento, disse à Rádio ONU, de Genebra, que seu país não permite qualquer tipo de preconceito com fiéis.
“Já refutamos estas insinuações de que a lei é discriminatória. O que existe é um tratamento igual para todas as religiões, independentemente do número de crentes que tenham. A relatora da ONU estava se referindo, particularmente, às religiões que são minoritárias. A nossa Constituição não permite qualquer tipo de discriminação, seja ela religiosa, racial ou baseada em sexo” afirmou.
Além de Angola, a relatora da ONU comentou suas visitas a Israel, aos Territórios Palestinos e à Grã-Bretanha.
*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.
