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Aiea diz que terremoto não afetou segurança nuclear

Aiea diz que terremoto não afetou segurança nuclear

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Aiea diz que terremoto não afetou segurança nuclear

Através de sua conta em uma rede social, a Agência Internacional de Energia Atômica, Aiea, comunicou que até agora, não houve nenhum impacto na segurança nuclear da Turquia, após o terremoto que deixou milhares de mortos e centenas de feridos no país e na Síria.

Conforme informado pela autoridade reguladora nuclear turca, a usina em construção não foi afetada.

Sede da Aiea em Viena, na Áustria.

Avaliação da segurança de edifícios e construções

Na manhã de segunda-feira, o diretor-geral da agência, Rafael Mariano Grossi, havia dito que estava em contato com o governo turco para coordenar a assistência imediata e apoio técnico para avaliação e recuperação dos edifícios.

A Aiea tem experiência nesses contextos analisando riscos para a população. Em 2017, a agência cooperou com autoridades no México, auxiliando autoridades e profissionais após o tremor.

Maior terremoto em mais de 80 anos

As Nações Unidas e parceiros também estão monitorando a situação. Apesar da escassez de energia e interrupções nas telecomunicações, agências da ONU estão se mobilizando para prestar assistência. A informação foi dada pelo porta-voz do secretário-geral.

Stephane Dujarric disse que, segundo parceiros humanitários, este é o terremoto mais poderoso registrado na Turquia desde 1939, e que pelo menos 78 tremores secundários foram relatados, seguidos por um segundo terremoto de magnitude 7.5.

Segundo ele, a Organização Internacional para Migrações, OIM, e a Agência da ONU para Refugiados, Acnur, têm um estoque total de cerca de 2 mil tendas e aproximadamente 1,7 mil kits de itens não alimentícios disponibilizados no noroeste da Síria.

O Acnur informou que mil barracas adicionais estão disponíveis em um depósito em Gaziantep, no sul de Turquia. Enquanto a Organização Mundial da Saúde, OMS, também liberou kits de trauma de seus armazéns para pelo menos 16 hospitais no noroeste da Síria.

© Unocha/Ali Haj Suleiman

Busca por sobreviventes continua em Samada, na Síria, após terremoto de 6 de fevereiro

Tremor atingiu áreas que já contavam com ajuda humanitária

Dujarric disse que as Nações Unidas também estão procurando mobilizar fundos de emergência na região. Para isso, contam com a comunidade internacional para ajudar as milhares de famílias atingidas, muitas das quais já necessitavam urgentemente de ajuda humanitária, em zonas de difícil acesso.

Conforme informações iniciais de autoridades locais, o terremoto afetou fortemente o noroeste da Síria, onde 4,1 milhões de pessoas, a maioria mulheres e crianças, já recebiam assistência humanitária. Cerca de 224 edifícios foram completamente destruídos e pelo menos 325 parcialmente danificados em 17 subdistritos.

O porta-voz informou que avaliações preliminares indicam que os subdistritos de Harim, Atmeh, Sarmada, Atareb e Kafr Takharim estão entre as áreas mais atingidas.

Operações de ajuda interrompidas na Síria

Parceiros da ONU relataram que seus escritórios e estoques foram danificados e os hospitais já estão sobrecarregados. Há uma necessidade urgente de tendas e artigos em particular cobertores, combustível para aquecimento, fogões e lonas de plástico.

Devido ao impacto nas estradas, na cadeia de suprimentos e nas instalações de logística, as operações de ajuda podem ser interrompidas no noroeste da Síria,

Antes do terremoto, a ONU e seus parceiros ajudavam cerca de 2,7 milhões de pessoas por mês no noroeste da Síria por meio de entregas aéreas transfronteiriças.

Funcionários da ONU

Em relação à equipe da ONU, Dujarric disse que são 700 funcionários que trabalham nas áreas afetadas pelo terremoto.

Na Síria, todos os funcionários estão seguros. A organização também checou o número de empregados no Líbano, no Iraque e na Jordânia, onde o terremoto também foi sentido. Todos os funcionários passam bem nesses três países.

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