Post

Novos deslocamentos devem levar 9,4 milhões a precisar de auxílio no Sudão do Sul

Novos deslocamentos devem levar 9,4 milhões a precisar de auxílio no Sudão do Sul

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Novos deslocamentos devem levar 9,4 milhões a precisar de auxílio no Sudão do Sul

Paz e segurança

ONU estima que 2,8 milhões de vítimas de violência precisarão de proteção em 2023 na mais nova nação do mundo; parceiros internacionais destacam “grave preocupação” com piora da violência envolvendo jovens.

As Nações Unidas estimam que 30 mil pessoas tenham sido deslocadas após confrontos violentos entre sul-sudaneses iniciados em Grande Pibor, na véspera do Natal.

O conflito iniciou quando jovens armados  da etnia Nuer lançaram um ataque a comunidades Murle em áreas do estado de Jonglei. As autoridades do Sudão do Sul confirmaram que o primeiro ataque fatal ocorreu na aldeia de Lanam.

ONU/Olivia Grey Pritchard

Além das dezenas de mortes, houve dispersão do gado, destruição de propriedades e deslocamento de civis. Cerca de 5 mil pessoas, incluindo mulheres e crianças, chegaram à cidade de Pibor após deixarem suas casas em Gumuruk e Lekuangole.

Mortes

Além das dezenas de mortes, houve dispersão do gado, destruição de propriedades e deslocamento de civis. Cerca de 5 mil pessoas, incluindo mulheres e crianças, chegaram à cidade de Pibor após deixarem suas casas em Gumuruk e Lekuangole.

A coordenadora humanitária do Sudão do Sul, Sara Beysolow Nyanti, enfatiza que “as populações já sofreram o suficiente”. Ela lembrou que “civis, especialmente os mais vulneráveis como mulheres, crianças, idosos e deficientes, suportam o peso da crise prolongada”.

A Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss, a União Africana, o bloco regional Igad e os integrantes do órgão que supervisiona o acordo de paz entre as partes em conflito repudiaram os atos. Os parceiros incluem a chamada Troika com os Estados Unidos, o Reino Unido, a Noruega e a União Europeia.

Em comunicado, o grupo  destaca “grave preocupação” com a escalada da violência em andamento, além da perda de vidas e dos relatos do suposto uso de armamento pesado”.

© Unicef/Ricardo Pires

Em nome de toda a comunidade humanitária, Nyanti pediu o fim da violência. O apelo feito aos homens armados é que respeitem o direito humanitário internacional e garantam a proteção dos civis e  trabalhadores de auxílio.

Civis

Em nome de toda a comunidade humanitária, Nyanti pediu o fim da violência. O apelo feito aos homens armados é que respeitem o direito humanitário internacional e garantam a proteção dos civis e  trabalhadores de auxílio.

A chefe humanitária apontou ainda a impunidade como  um fator que perpetua a situação e se evidencia como a principal causa de conflitos e da insegurança ao pedir a responsabilização dos envolvidos.

Em 2023, estima-se que 9,4 milhões de pessoas precisem de assistência humanitária e abrigo. Cerca de 2,8 milhões de vítimas de violência física, incluindo estupro, precisarão de assistência na área de proteção no Sudão do Sul.

O deslocamento prolongado afetou mais de 2,2 milhões de pessoas que não podem retornar às suas casas, no país mais jovem do mundo.

Os episódios de violência, entre as forças do governo lideradas pelo presidente Salva Kiir e combatentes leais ao rival Riek Machar, ocorrem desde a conquista da independência, em 2011.

MIL OSI