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Relatoras pedem libertação imediata de vencedor do Nobel da Paz na Belarus

Relatoras pedem libertação imediata de vencedor do Nobel da Paz na Belarus

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Relatoras pedem libertação imediata de vencedor do Nobel da Paz na Belarus

Assuntos da ONU

Texto cita demais defensores de direitos humanos no país presos por motivos políticos; Ales Bialiatski foi preso em 2011 e novamente em 2021; o fundador do grupo Viasna ou “primavera” está sendo mantido em cárcere sem ser indiciado por crime algum.

Um grupo de especialistas em direitos humanos* das Nações Unidas pediu que o ganhador do Prêmio Nobel da Paz deste ano seja libertado da prisão na Belarus.

Ales Bialiatski recebeu o prêmio pelo seu “trabalho destemido em promover os direitos humanos no país”, segundo o anúncio do Comitê do Nobel.

ONU/Anton Uspensky

The Nobel Peace Center in Oslo, Norway.

Violações de direitos humanos

Ele é o fundador do grupo de direitos humanos Viasna ou “primavera”, criado em 1996.  Bialiatski foi preso em 2011, pela primeira vez. No ano passado, ele voltou a ser detido, e permanece sem qualquer indiciamento. Muitos de seus colegas também estão atrás das grades.

No comunicado, as três relatoras criticam o que chamam de uma “séria lacuna de prestação de contas por grandes violações de direitos humanos na Belarus.”

Elas saudaram a solidariedade da comunidade internacional e todos os esforços em busca da justiça no caso.

Unsplash/Andrew Keymaster

Manifestantes na Marcha da Paz e Independência em Minsk, Belarus.

Obrigações internacionais

As três relatoras expressaram suas preocupações com a detenção arbitrária de Bialiatski, em 14 de julho de 2021, classificando a prisão de uma política para silenciar os defensores de direitos humanos na Belarus e erradicar o espaço civil para manifestações no país.

O grupo também lembrou às autoridades da Belarus sobre as obrigações que o país tem com os direitos humanos e pediu a libertação de todos os defensores detidos por motivos políticos.

Elas expressaram tristeza com a continuação da prisão de Bialiatski e com as novas acusações que incluem a possibilidade de sentença de até 12 anos.

As relatoras concluíram o comunicado dizendo que as longas sentenças dadas a defensores de direitos humanos simbolizam o abuso do sistema judiciário e da impunidade com que as autoridades bielo-russas agem.

*Os relatores de direitos humanos são independentes das Nações Unidas e não recebem salário pelo seu trabalho.

MIL OSI