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Falta de financiamento leva PMA a suspender entrega de alimentos no Sudão do Sul

Falta de financiamento leva PMA a suspender entrega de alimentos no Sudão do Sul

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Falta de financiamento leva PMA a suspender entrega de alimentos no Sudão do Sul

Medida faz aumentar risco de fome para 1,7 milhão de pessoas; mais de 60% da população do país enfrenta insegurança alimentar, impulsionada pelo conflito, por fortes enchentes, seca localizada e alta no preço das commodities; agência precisa de US$ 426 milhões. 

O Programa Mundial de Alimentos, PMA, anunciou esta terça-feira que terá de suspender suas operações no Sudão do Sul devido à falta de financiamento.  

A agência precisa de US$ 426 milhões para conseguir entregar assistência alimentar para 6 milhões de pessoas no país até o final do ano.  

Maior risco de fome  

Foto: Unmiss

Região de Unity, Sudão do Sul, enfrentou em dezembro as piores cheias em 60 anos.

Quase um terço dos civis que sofrem de insegurança alimentar e seriam beneficiados pela agência da ONU deverão ficar sem assistência nesse ano, aumentando o risco de fome para 1,7 milhão de pessoas.  

Segundo o PMA, o povo sul-sudanês enfrenta um ano de fome sem precedentes, com mais de 60% da população sofrendo com pouco acesso aos alimentos. 

Conflitos internos, enchentes severas, seca localizada e alta nos preços das principais commodities alimentares, exacerbada pela crise na Ucrânia, são os motivos para o aumento da fome no país africano.  

Medidas já foram esgotadas 

© Unicef/Phil Hatcher-Moore

Uma criança carrega recipientes vazios para encher com água de uma torneira próxima, que fornece água não tratada do rio Nilo em Juba, Sudão do Sul

A diretora-adjunta do PMA no Sudão do Sul, Adeyinka Badejo, declarou que está “extremamente preocupada com o impacto que os cortes no financiamento terão para crianças, mulheres e homens que não terão o suficiente para comer”, principalmente por serem famílias que já esgotaram todas as estratégias de sobrevivência. 

Bedejo afirmou também que as “necessidades humanitárias são maiores do que o financiamento recebido este ano” e se a situação continuar, “os problemas no futuro serão maiores e mais dispendiosos, incluindo aumento da mortalidade, da desnutrição, da fome e de doenças”. 

O PMA garante que tomou todas as medidas possíveis antes de decidir suspender as operações, incluindo diminuir as porções de comida no ano passado. A redução na assistência prejudicará também 178 mil crianças que ficarão sem receber refeições nas escolas.  

MIL OSI