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África Subsaariana tem 48% das mortes atribuídas a grupos terroristas no mundo

África Subsaariana tem 48% das mortes atribuídas a grupos terroristas no mundo

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: África Subsaariana tem 48% das mortes atribuídas a grupos terroristas no mundo

Secretário-geral menciona Moçambique entre países que viviam em paz e agora enfrentam problema; região africana registra aumento de ações de grupos como Al-Qaeda, Daesh e afiliados.

As Nações Unidas acolhem esta quarta-feira uma reunião do Pacto Global da ONU de Coordenação Contraterrorismo.

O secretário-geral chamou a atenção para a alta de mortes na África Subsaariana, onde ocorrem 48% do total global de vítimas fatais de grupos terroristas no ano passado.

Moçambique

Sobre o aumento da ameaça na região, Guterres citou o crescimento de grupos como Al-Qaeda, Daesh e seus afiliados. Entre as áreas de maior atuação estão Sahel, África Central e Austral.

O chefe da ONU destacou as vulnerabilidades exploradas por estes grupos como o vazio de poder, longos conflitos interétnicos, fraquezas internas e fragilidades do Estado.

ONU/Eskinder Debebe

Guterres durante visita a um Campo de Deslocados Internos no estado de Borno, na Nigéria

O apelo feito ao pacto é que continue melhorando a assistência técnica, as capacidades e as instituições com foco em pessoas, nos princípios fundamentais e no Estado de direito.

Guterres apontou Moçambique e Tanzânia entre casos de países que, antes em situação de paz, têm agora terroristas procurando explorar e manipular queixas da sociedade e a desconfiança nos governos.

Instabilidade

Em países marcados por conflitos, como a República Democrática do Congo, a Líbia e a Somália, o terrorismo agravou a violência.

De acordo com Guterres, a situação alimenta a instabilidade, mina os esforços de paz e atrasa as metas de desenvolvimento.

Unesco

Piora do terrorismo agravou violência, alimenta a instabilidade e mina os esforços de paz

Além da fragilidade das instituições, o discurso destaca fatores como desigualdades, pobreza, fome e injustiça que propiciam o recrutamento de terroristas e o extremismo violento.

Para enfrentar a questão do terrorismo, o chefe da ONU propõe que o problema seja abordado de uma forma integrada e holística na Estratégia Antiterrorista da ONU.

Inclusão

Entre as sugestões estão o investimento em áreas como saúde, educação, proteção, igualdade de gênero e sistemas de justiça acessíveis a todos.

A proposta inclui sistemas e “processos verdadeiramente democráticos”  e a inclusão de pessoas nos planos de comunidades e países.

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