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Quase 500 mil crianças fugiram com suas famílias do conflito na Ucrânia

Quase 500 mil crianças fugiram com suas famílias do conflito na Ucrânia

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Quase 500 mil crianças fugiram com suas famílias do conflito na Ucrânia

Dados são do Unicef, que teme mortes de menores com a escalada dos confrontos; Acnur saúda União Europeia por decidir fornecer proteção imediata aos refugiados do país; Ocha espera que acordo para corredor humanitário garanta dignidade para os civis. 

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, elogiou a decisão da União Europeia em oferecer proteção imediata aos refugiados ucranianos. Segundo o Acnur, a medida, aprovada pelos países do bloco na quinta-feira, beneficiará também cidadãos de outras nações que residiam na Ucrânia.  

Até esta sexta-feira, o Acnur havia contabilizado mais de 1,2 milhão de refugiados que escaparam da ofensiva militar da Rússia e buscaram abrigo em nações vizinhas, como Polônia, Moldávia e Romênia. O porta-voz do Unicef, James Elder, está em Lviv, na Ucrânia. Ele contou que 500 mil crianças abandonaram o país. 

Apelo de uma mãe  

Foto: © UNICEF/Alex Nicodim

Mães fogem da Ucrânia com seus filhos e cruzam a fronteira com a Romênia.

Segundo Elder, esta é uma situação sem precedentes em escala e velocidade. Se a violência continuar, o Unicef teme que muitos menores serão mortos. 

O porta-voz visitou um hospital e conversou com uma jovem que conseguiu escapar de sua cidade, Dnipro, e dirigiu 10 horas até chegar a Lviv com a filha de apenas dois meses. A bebê Emma estava tossindo sangue e sua mãe, Valeria, contou que apenas deseja que sua filha tenha um futuro e consiga ser criada pela mãe e pelo pai.  

Comboio  

O Unicef destaca que milhares de crianças passam as noites sob temperaturas congelantes e com muito medo.  

O primeiro comboio de caminhões da agência está previsto para chegar à Ucrânia neste sábado, com itens médicos, água, kits de higiene e saneamento. 

Já o Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Ocha, espera que o acordo firmado entre Rússia e Ucrânia para a abertura de um corredor humanitário seja organizado de uma maneira que permita “segurança, dignidade e proteção dos civis”.  

O Ocha ressalta que as entidades humanitárias estão prontas para trabalhar com as partes neste sentido. 

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