Source: United Nations – in Portuguese
Headline: Brasileiras e angolana entre as 100 mulheres que transformam agricultura
16 Outubro 2026 ODS
FAO reconhece liderança feminina que nutre o mundo; grupo inclui Luena Pataxó e Joana Mousinho, do Brasil, Teresa Mariz de Angola entre 100 Heroínas; integrantes atuam es áreas desde pesca sustentável à agricultura.
As brasileiras Luena Pataxó e Joana Rodrigues Mousinho, ao lado da angolana Teresa Mariz, foram reconhecidas pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura, FAO, por sua liderança e inspiração.
As três integram a lista das 100 Heroínas dos Sistemas Agroalimentares e do Desenvolvimento Rural ao lado de outras líderes em todos os continentes. O anúncio, feito neste Dia Mundial da Alimentação, acontece com as celebrações do Ano Internacional da Mulher Agricultora 2026.
Progresso em comunidades
As trajetórias revelam a determinação e a inovação que, diariamente, moldam o futuro da alimentação, protegem a biodiversidade e impulsionam o progresso em comunidades de todo o mundo.
@FAO 2026 Além da pesca, Joana Mousinho atua na defesa dos direitos territoriais e na conservação dos ecossistemas de manguezal
Suas atuações abrangem toda a cadeia de valor agroalimentar, desde a pesca artesanal à gestão empresarial, da preservação de saberes ancestrais à liderança comunitária, provando que a transformação sustentável do planeta acontece tanto na terra quanto no mar.
A pernambucana Joana Rodrigues Mousinho é pescadora artesanal e defensora da ideia de que garantir a visibilidade e os direitos das mulheres das águas é proteger a própria vida dos ecossistemas.
Pioneirismo nas águas do Brasil
Referência nacional na defesa das mulheres no setor pesqueiro brasileiro, Joana é pioneira no reconhecimento formal do trabalho feminino na pesca, promovendo o protagonismo das mulheres, a igualdade de gênero e a inclusão social.
Além da pesca, ela atua na defesa dos direitos territoriais e na conservação dos ecossistemas de manguezal. Joana também apoiou a expansão de medidas de proteção social para comunidades em rios e praias, concretizando um legado de dignidade, direitos e subsistência para as mulheres do mar no Brasil.
Já a líder indígena e pescadora artesanal na Bahia, Luena Pataxó, defende que a sustentabilidade e os saberes dos povos originários devem caminhar lado a lado com a construção de um desenvolvimento verdadeiramente inclusivo.
© FAO 2026 Luena se destaca como força motriz do desenvolvimento local
Como líder associativa, Luena coordena ações nos territórios Pataxó com foco no reforço do protagonismo feminino. Ela atua para dinamizar a pesca sustentável enquanto preserva a herança cultural e o conhecimento ancestral do seu povo.
Desenvolvimento verdadeiramente inclusivo
Por meio da gestão de projetos, do engajamento comunitário e de iniciativas de formação para a juventude, Luena se destaca como força motriz do desenvolvimento local, da tutela ambiental e da criação de oportunidades econômicas para as comunidades indígenas.
A outra lusófona na lista das 100 mais vem de Angola: empresária agrícola Teresa Mariz reforça que a determinação e a inovação no campo são os pilares fundamentais para nutrir comunidades e transformar economias rurais.
Líder rural na província do Moxico, Teresa dedica há mais de duas décadas a sua vida ao fortalecimento da produção alimentar local e ao desenvolvimento rural sustentável em Angola.
© FAO 2026 “Rainha da Mandioca” se destaca pelo pioneirismo na produção em grande escala dessa cultura essencial em Angola
Rainha da Mandioca
Após uma carreira de sucesso no setor bancário, fundou sua fazenda há 20 anos, onde hoje gere uma produção agrícola e pecuária com forte impacto na segurança alimentar regional.
A conhecida como a “Rainha da Mandioca”, ela se destaca pelo pioneirismo na produção em grande escala dessa cultura vital, aliando a visão estratégica da gestão empresarial à experiência prática da terra em um contexto desafiador.
Teresa foi reconhecida por demonstrar como o empreendedorismo feminino pode impulsionar o desenvolvimento sustentável e inspirar uma nova geração de agricultoras no continente africano.
Para a FAO, o grupo das 100 Heroínas prova que “investir nas produtoras rurais é investir no futuro da humanidade” por meio de uma liderança feminina que nutre o mundo e protege o planeta.
Com o seu trabalho, as premiadas abriram novos mercados, reforçaram a segurança alimentar, protegeram recursos naturais vitais e criaram oportunidades de emprego e formação para as próximas gerações.
A agência especializada da ONU destaca que a trajetória de cada uma delas representa a união perfeita entre a força individual e o compromisso coletivo com sistemas agroalimentares mais inclusivos, resilientes e justos.
