Source: United Nations – in Portuguese
Headline: ONU pede retorno ao diálogo para acabar com crise no Oriente Médio
Líder das Nações Unidas realiza encontros com representantes da região em busca de saída diplomática para conflito que dura mais de cinco dias e afeta 12 países; ONU ressalta preocupação com liberdade de navegação no Estreito de Ormuz e impactos na economia global.
Nos últimos dias, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, tem se reunido com representantes de países do Golfo Pérsico para falar da necessidade urgente de pôr fim às atuais atividades militares e à escalada do conflito na região.
Em mensagem transmitida por seu porta-voz, Stephane Dujarric, nesta quarta-feira, o líder da ONU disse que é preciso retomar o diálogo para restaurar a estabilidade regional.
Navegação no Estreito de Ormuz
Respondendo a jornalistas, Dujarric afirmou que o secretário-geral continuará defendendo a diplomacia, o retorno à negociação, o respeito ao direito internacional e tentará convencer um número suficiente de países a avançar nessa direção.
Sobre relatos do fechamento do Estreito de Ormuz pelas forças iranianas, o porta-voz lembrou que esta é uma via navegável internacional.
Segundo ele, “qualquer fechamento dessa área é uma preocupação muito séria, que terá impacto global, inclusive e principalmente na economia”.
Para Dujarric, é importante que os Estados demonstrem moderação e respeitem integralmente o direito internacional, incluindo a liberdade de navegação.
© NASA/GSFC/Jacques Descloitres
Imagem de satélite do Estreito de Ormuz
População libanesa no fogo cruzado
O secretário-geral afirmou estar muito preocupado com a situação no Líbano, onde o povo libanês está mais uma vez “no fogo cruzado de um conflito”. Guterres ressaltou o impacto da violência sobre a população civil.
As equipes humanitárias da ONU informaram que mais de 50 pessoas foram mortas e centenas ficaram feridas nos últimos dois dias.
Ataques israelenses generalizados atingiram diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, causando mais vítimas e destruição significativa. Na terça-feira, três paramédicos foram mortos e seis ficaram feridos enquanto respondiam a um ataque aéreo.
Assistência aos deslocados
Civis continuam fugindo no Líbano, muitas vezes com pouco mais do que as roupas que vestem e o que conseguem carregar. Desde o início das agressões entre o Hezzbollah e Israel, pelo menos 80 mil pessoas buscaram refúgio em abrigos coletivos no Líbano.
Equipes de resposta rápida da ONU estão avaliando as necessidades e distribuindo suprimentos de emergência nas áreas afetadas e em abrigos coletivos.
Até o momento, parceiros que atuam na área de segurança alimentar já forneceram refeições quentes para mais de 20 mil pessoas deslocadas e alimentos prontos para consumo para mais de 15 mil em todo o Líbano.
Estima-se que 100 mil pessoas deixaram Teerã nos dois primeiros dias após os ataques, com aproximadamente 1 mil a 2 mil veículos por dia saindo da capital, principalmente em direção ao norte, segundo dados da Polícia Rodoviária do Irã.
