Source: United Nations – in Portuguese
Headline: Ciclone Gezani deixa de ser ameaça após matar quatro pessoas em Moçambique
Rastro do temporal provocou seis mortes no fim de semana; cinco vítimas ficaram feridas e 306 foram obrigadas a se deslocar; época chuvosa iniciada em outubro já matou 215 pessoas e causou mais de 856 mil afetados em todo o país.
Moçambique espera que as próximas 24 horas sejam marcadas por fortes chuvas e tempestades após a passagem do ciclone Gezani. O temporal que assolou terras moçambicanas durante o fim de semana retorna para as águas de Madagáscar onde se formou.
No sábado, a tempestade deixou rastro a 15 km na costa moçambicana, área de Inhambane. Da área localizada no sul se desloca em direção para o oceano em direção à costa oeste de Madagáscar.
© Unicef/Guy Taylor
Balanço das autoridades revela que 2.734 pessoas foram afetadas e 1.468 casas foram danificadas ou destruídas pela passagem da tempestade
Ciclone Gezani em Moçambique
O centro da tempestade estava no oceano, como ciclone tropical de categoria 1, nesta segunda-feira, pelas 6 horas locais. Os ventos eram de aproximadamente 270 km e seguiam em direção a oeste para a região malgaxe de Atsimo-Andrefana.
Até esta segunda-feira, os efeitos associados ao ciclone Gezani em Moçambique incluíam quatro mortes, cinco feridos e 306 deslocados que foram acolhidos em seis centros de acolhimento.
O balanço das autoridades revela que 2.734 pessoas foram afetadas e 1.468 casas foram danificadas ou destruídas pela passagem da tempestade. O temporal levou o governo a ativar medidas preventivas, posicionando 254 toneladas de alimentos.
© Unicef/Guy Taylor
O ciclone Gezani passou pelo território moçambicano três semanas depois de cheias que mataram 27 pessoas e fizeram dezenas de milhares de afetados no país
Impacto do temporal
Medidas para mitigar os efeitos do desastre destacam o desembolso de US$ 4,5 milhões do Fundo das Nações Unidas de Resposta de Emergência, Cerf.
Antes da passagem do ciclone, também foram atribuídos recursos do Fundo da ONU para a Infância, Unicef, e da Cruz Vermelha de Moçambique, para mitigar o impacto do temporal.
O ciclone Gezani passou pelo território moçambicano três semanas depois de cheias que mataram 27 pessoas e fizeram dezenas de milhares de afetados no país.
Ações de trabalhadores de ajuda incluíram atuação na comunidade e reforço dos potenciais centros de evacuação, em conjunto com o Instituto Nacional de Gestão de Desastres, Ingd, para baixar os riscos e manter as pessoas em segurança.
De acordo com a instituição de gestão de emergências, o total de mortos na atual época das chuvas subiu para 215, com registo de mais de 856 mil afetadas em Moçambique, desde outubro.
