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Nações Unidas alertam para piora rápida da insegurança alimentar na RD Congo

Nações Unidas alertam para piora rápida da insegurança alimentar na RD Congo

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Nações Unidas alertam para piora rápida da insegurança alimentar na RD Congo

Ajuda humanitária

Dados apontam haver mais de 1,3 milhão de menores vítimas da desnutrição grave; intensos combates para a tomada da cidade estratégica de Uvira levaram à suspensão de auxílio da comunidade humanitária.

As Nações Unidas revelaram que a rápida piora da insegurança alimentar na República Democrática do Congo, RD Congo, já afeta mais de 4 milhões de crianças menores de cinco anos.

A situação causada pela continuação de conflitos armados, pelo deslocamento de civis e pela degradação das condições sanitárias agravou a ameaça da desnutrição.

Especialistas internacionais

Estima-se que mais de 1,3 milhão de menores são vítimas da desnutrição grave, de acordo com o Quadro Integrado de Classificação da Segurança Alimentar, IPC. A ferramenta de um grupo de especialistas internacionais analisa periodicamente a situação alimentar.

Monusco/Kevin Jordan

Combates em Uvira levaram à suspensão de auxílio da comunidade humanitária

As Nações Unidas defendem ainda que a crise abrange igualmente os adultos e os mais vulneráveis. Cerca de 1,5 milhão de mulheres grávidas ou lactantes sofreram de desnutrição e precisaram de tratamento urgente no mesmo período.

Nos últimos dias, uma nova ofensiva dos rebeldes do grupo M23 na província do Kivu do Sul, teve impacto em vários locais. Com os ataques foi tomada a cidade de Uvira em 9 de dezembro após intensos combates.

Violência armada

Num raio de até 90 km da região, o Escritório da ONU para os Assuntos Humanitários confirma que suas atividades seguem suspensas prejudicando as cidades de Fizi e Baraka. Além da violência armada ocorrem roubos nessas áreas.

Estima-se que até 110 mil pessoas tenham fugido das áreas atacadas para outras partes do Kivu do Sul. Outras atravessaram para o Burundi ou fizeram o movimento para a vizinha Tanzânia.

Nesses territórios, a maioria das famílias deslocadas está abrigada em espaços públicos sem acesso a qualquer tipo de assistência humanitária.

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