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Guterres lamenta mortes em Madagáscar e apela ao diálogo nacional

Guterres lamenta mortes em Madagáscar e apela ao diálogo nacional

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Guterres lamenta mortes em Madagáscar e apela ao diálogo nacional

Assuntos da ONU

Chefe da ONU manifesta profunda tristeza com violência durante protestos contra o presidente Andry Rajoelina; líder da ONU defende um caminho pacífico para restaurar a ordem constitucional.

O secretário-geral das Nações Unidas expressou-se “profundamente entristecido” com a perda de vidas e a destruição de propriedades resultantes das manifestações em Madagáscar, que já entram na terceira semana.

Em nota, divulgada pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, Guterres apresentou condolências às famílias das vítimas e instou as autoridades a respeitarem o direito internacional e os direitos humanos.

ONU/Manuel Elias

O secretário-geral, António Guterres

Juventude na rua

Segundo agências de notícias, Madagáscar tem sido palco de uma onda de protestos liderados por jovens da chamada Geração Z, que começaram por exigir melhorias nos serviços públicos e rapidamente evoluíram para manifestações contra a pobreza, a corrupção e a instabilidade política.

A resposta violenta das forças de segurança agravou a crise, resultando em dezenas de mortos e feridos. Perante a escalada de tensão, o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou ao diálogo e ao respeito pelos direitos humanos, pedindo às autoridades e à sociedade civil que procurem uma saída pacífica para o impasse.

Diálogo e respeito

Guterres afirmou que “os protestos devem ocorrer de forma pacífica, respeitando a vida, a propriedade e o Estado de direito”. Ele sublinhou a importância do diálogo para “forjar um caminho construtivo adiante”.

O chefe da ONU também condenou a mudança inconstitucional de governo e apelou ao regresso imediato à ordem constitucional, destacando a decisão do Conselho de Paz e Segurança da União Africana de suspender Madagáscar das suas atividades até que a legalidade democrática seja restaurada.

© Unesco/Our Place

Florestas tropicais de Atsinanana, Madagascar

Protestos da juventude e crise política

A crescente pressão popular levou o presidente malgaxe, Andry Rajoelina, a demitir o seu governo.

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, Acnudh, pelo menos 22 pessoas foram mortas e mais de 100 ficaram feridas desde o início dos protestos. As vítimas incluem manifestantes, transeuntes e civis atingidos por confrontos e saques.

O alto-comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, expressou choque com o uso excessivo da força pelas autoridades e apelou ao respeito pelas liberdades fundamentais de expressão e reunião pacífica.

ONU e União Africana apelam à estabilidade

Guterres encorajou todos os malgaxes, incluindo os jovens, a cooperarem para abordar as causas profundas da instabilidade política e social no país.

O secretário-geral reiterou a disponibilidade da ONU para apoiar os esforços nacionais em coordenação com a União Africana, a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e outros parceiros internacionais.

Para Guterres, o caminho para a estabilidade em Madagáscar passa por um compromisso renovado com o diálogo, o Estado de direito e a proteção dos direitos humanos; princípios fundamentais para restaurar a confiança e reconstruir a paz no país.

MIL OSI