Source: United Nations – in Portuguese
Headline: ONU alerta para aumento da fome no Haiti em meio à subida da violência
Grupos armados controlam quase 90% da capital Porto Príncipe; 1,3 milhão de pessoas foram forçadas a fugir de casa em busca de comida e abrigo; cortes no financiamento agravam a situação humanitária do país caribenho.
O Programa Mundial de Alimentos, WFP, alertou que a escalada da violência no Haiti está a agravar a fome e a restringir o acesso humanitário.
A agência da ONU enfrenta uma escassez de fundos que já levou à redução das rações e suspensão de programas de assistência.
Famílias arrasadas pela crise
Segundo o WFP, a combinação entre violência armada, deslocamentos em massa e aumento do preço dos alimentos está arrasando famílias que já viviam em insegurança alimentar.
O Haiti é o único país das Américas classificado com níveis catastróficos de fome.
A violência obrigou 1,3 milhão de pessoas a abandonar suas casas em busca de segurança e alimentos.
Milhares vivem agora em escolas e prédios públicos, privados de educação, rendimentos e serviços básicos. Mais da metade dos deslocados são crianças expostas à desnutrição.
Ataque armado
Rose Adolph, haitiana deslocada, relatou que foi obrigada a fugir após um ataque armado, “à noite, dormimos 13 pessoas num único quarto”.
Tanya Birkbeck, porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, contou que a cidade está cada vez mais cercada por grupos armados destacando que as crianças são as maiores vítimas da fome.
WFP/Pedro Rodrigues
Pessoas que fugiram de suas casas no Haiti descansam em centro de acolhimento
Necessidade de investimento
Apesar da insegurança, o WFP prestou assistência a mais de 2 milhões de pessoas este ano.
A agência apoia refeições escolares para 600 mil estudantes, das quais mais de 70% são preparadas com produtos locais, beneficiando agricultores e fornecedores.
O WFP defende que a ajuda humanitária deve ser acompanhada de investimentos em desenvolvimento e segurança.
O Haiti continua entre as crises alimentares mais graves e subfinanciadas do mundo, com 5,7 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda.
A agência necessita de US$ 139 milhões nos próximos 12 meses para alcançar as famílias mais vulneráveis.
