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Peritos internacionais temem perdas na ação pelos direitos humanos na RD Congo

Peritos internacionais temem perdas na ação pelos direitos humanos na RD Congo

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Peritos internacionais temem perdas na ação pelos direitos humanos na RD Congo

O Conselho de Direitos Humanos recebeu nesta segunda-feira um informe da vice-alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Nada Al-Nashif, feito em nome de peritos internacionais sobre a República Democrática do Congo, RD Congo.

Em um ano, o país africano teve 5.135 violações e abusos confirmados, bem como infrações do direito humanitário internacional por parte de grupos armados e das forças de defesa e segurança, a maioria nas áreas orientais de Kivu do Norte e Ituri.

Papel dos direitos humanos

Em pleno período de transição da Missão da ONU na RD Congo, Monusco, a especialista defendeu que o papel dos direitos humanos seja preservado. A equipe pede mais recursos para consolidar os ganhos alcançados na ação pelos congoleses.

Ela defendeu que “qualquer redução ou retirada do apoio logístico e de segurança da Monusco teria impacto no acesso às comunidades remotas e afetadas por conflitos”.

© Unicef/Jospin Benekire

O apelo feito à comunidade internacional é que preste auxílio ao Escritório da ONU para os Direitos Humanos para que continue lidando com estes desafios e  o mandato prossiga em cooperação com as autoridades da RD Congo.

Durante o período analisado, o número de mortes aumentou em comparação com o ano anterior no leste da RD Congo. Os casos de violência sexual em zonas afetadas por conflitos continuam a ser “extremamente preocupantes”. Foram pelo menos 630 vítimas, incluindo 444 mulheres,176 meninas e 10 homens.

Deslocamento e insegurança alimentar 

Já em relação à violência intercomunitária existem cada vez mais vítimas. A situação é somada aos efeitos das catástrofes naturais e epidemias, que levaram a uma crise humanitária sem precedentes. 

Com  25,8 milhões de pessoas  enfrentando insegurança alimentar, o país concentra  6,1 milhões de deslocados internos da África, o maior número da região.

A recomendação ao governo é que aborde com urgência as causas profundas da situação com o apoio da comunidade internacional em ações que incluem a luta contra a pobreza, as desigualdades e a injustiça. Para lidar com a discriminação, a recomendação é o investimento em mulheres e jovens. 

Outra indicação dos especialistas internacionais é que as autoridades congolesas  combatam a exploração ilegal dos recursos naturais e as práticas econômicas ilícitas por parte dos intervenientes internos e externos nos conflitos.

Entre os avanços realizados nos esforços para restaurar a paz e a segurança no país, estão ações do Programa de Desarmamento, Desmobilização, Reabilitação Comunitária e Estabilização e iniciativas de paz e justiça transicional em curso.

A especialista destacou ainda a preocupação internacional com as tensões contínuas sobre a independência da comissão eleitoral e a falta de consenso sobre o quadro jurídico que regula o processo eleitoral congolês.

MIL OSI