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Acnur pede US$ 1,3 bilhão para apoiar refugiados sul-sudaneses

Acnur pede US$ 1,3 bilhão para apoiar refugiados sul-sudaneses

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Acnur pede US$ 1,3 bilhão para apoiar refugiados sul-sudaneses

A Agência da ONU para Refugiados, Acnur, e parceiros humanitários estão fazendo um apelo de US$ 1,3 bilhão para apoiar 2,2 milhões de refugiados sul-sudaneses, acolhidos na República Democrática do Congo, Etiópia, Quênia, Sudão e Uganda.

A região africana vem sendo afetada por uma piora na economia, devido ao impacto de longo prazo da pandemia e da guerra na Ucrânia. O conflito elevou os preços de combustíveis e alimentos, assim como o desemprego.

© Acnur/Charlotte Hallqvist

Sudaneses do Sul deslocados em Malakal carregam seus pertences restantes em uma caminhonete do Acnur para serem transportados a um local para deslocados internos

Violência e crise climática

A pressão da crise em meio a níveis baixos de financiamento, seca prolongada e escassez severa de alimentos levou a cortes na alimentação.

No ano passado, o apelo recebeu apenas um terço do pedido. Os cinco principais países de asilo na região estão entre as operações do Acnur com menos recursos.

A agência precisa de fundos para apoiar milhões de refugiados que não conseguem voltar para casa. O Sudão do Sul segue enfrentando um ambiente frágil de paz e segurança marcado por ciclos de violência e os impactos da crise climática.

Quatro anos de cheias consecutivas afetaram dois terços do país, danificando dezenas de milhares de casas, terras agrícolas e gado. O apoio atenderá às necessidades mais imediatas, como abrigo, educação, saúde e assistência alimentar.

© Acnur/Aristophane Ngargoune

Refugiados sudaneses fogem pela fronteira para escapar da violência em Darfur. Refugiada sudanesa de 23 anos fugiu com seus filhos para Kartafa, no Chade, em julho de 2020.

Apoio para mulheres

O financiamento de programas para prevenir e enfrentar a violência de gênero também deverá ser priorizado. Mulheres e crianças representam 80% de todos os refugiados sul-sudaneses na região.

O apelo quer fornecer assistência em dinheiro digital e outras iniciativas de aumento da resiliência, como acesso a financiamento e treinamento. Essas ações ajudam os refugiados e comunidades locais a gerar renda, suprir as necessidades e viver com dignidade.

O Acnur também pretende apoiar os governos anfitriões no fortalecimento de espaços, direitos dos refugiados e solicitantes de asilo.

Foto Ocha/ Jacob Zocherman

Cinco anos após o início da guerra civil, mais de 2,2 milhões de sul-sudaneses buscaram segurança em seis países vizinhos.

Ações para possível retorno ao país

Isso inclui documentação aprimorada e esforços contínuos para incluir refugiados nos sistemas nacionais de proteção social e melhorar seu acesso a serviços básicos.

Para a agência, essas medidas ajudam a preparar melhor os refugiados para um possível retorno à casa.

Outra necessidade é aumentar o uso de energia limpa e sustentável nas comunidades de acolhimento para mitigar os impactos ambientais.

Ocha/Cecilia Attefors

Comissão defendeu que não houve melhora significativa nas condições no terreno no Sudão do Sul

Direitos humanos no Sudão do Sul

Este mês, membros da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas para o Sudão do Sul realizaram a 11ª. visita ao país africano.

Os integrantes da Comissão, Barney Afako e Andrew Clapham, se encontraram com autoridades governamentais, representantes da sociedade civil, juristas, agências das Nações Unidas e a Missão da ONU no Sudão do Sul, Unmiss.

Na semana passada, penúltimo dia da visita, em entrevista coletiva na capital Juba, Afako disse que “o sofrimento em todo o país continua imenso”. E que “mulheres e meninas sul-sudanesas continuam a enfrentar violência sexual indescritível.”

Para a Comissão, os líderes políticos do Sudão do Sul devem agora aproveitar a oportunidade para reconduzir o país à paz, à transformação democrática e à prosperidade.

MIL OSI