Source: United Nations – in Portuguese
Headline: Acnur receia que “violência saia do controle” após morte de 142 no leste da RD Congo
Agência defende medidas imediatas para conter situação envolvendo as comunidades Teke e Yaka; disputa de terras já deslocou quase 30 mil pessoas; governo negociou com líderes locais envio do exército para restaurar a ordem em Kwamouth; situação de segurança escalou em julho e continua tensa.
Ataques entre comunidades na República Democrática do Congo já mataram 142 pessoas e deslocaram 27 mil desde junho.
A situação já tem impacto no país e em nível regional, segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.
Monusco
A situação já tem impacto no país e em nível regional, segundo a Agência da ONU para Refugiados, Acnur.
Pessoas decapitadas
A representante do Acnur na RD Congo, Angele Dikongue-Atangana, disse que a magnitude desses atos é o que mais preocupa quando são confirmados casos de pessoas decapitadas.
Ela ressaltou que num país já bastante marcado pela violência criando instabilidade, especialmente no leste, o receio é que se não forem tomadas medidas imediatas a nova situação saia fora bastante do controle.
Os confrontos teriam começado em julho na localidade ocidental de Kwamouth após divergências sobre impostos costumeiros sobre o uso da terra agrícola entre as comunidades Teke e Yaka.
© Unhcr/Sanne Biesmans
A maioria dos deslocados pela violência são a mulheres e crianças e precisam de assistência urgente nas províncias de Kwilu e Mai Ndombe.
Busca de segurança
A maioria dos deslocados pela violência são a mulheres e crianças e precisam de assistência urgente nas províncias de Kwilu e Mai Ndombe. Outras 2,6 mil pessoas buscaram refúgio na vizinha República do Congo depois de cruzar o rio Congo em canoas. Muitos se separaram de membros da família durante a fuga.
A busca por segurança é dificultada porque várias rotas importantes se tornaram intransitáveis para veículos humanitários que ajudam a salvar vidas.
Em geral, as famílias apresentam-se traumatizadas pelos confrontos súbitos e violentos das últimas semanas.
Floresta
Unicef/Tremeau
O refúgio na floresta é o mais comum. Fazendas e campos foram deixados e safras abandonadas ainda nos celeiros.
O refúgio na floresta é o mais comum. Fazendas e campos foram deixados e safras abandonadas ainda nos celeiros.
Grande parte dos deslocados continua se sentindo vulnerável, porque a sobrevivência depende da boa vontade de famílias anfitriãs e autoridades.
Após negociações entre o governo e líderes locais, o exército foi destacado para Kwamouth. A meta é restaurar a ordem diante da situação de segurança ainda tensa.
