Source: United Nations – in Portuguese
Headline: Moçambique prevê vacinar mais de 9 milhões de crianças contra poliomielite
Campanha de imunização no país conta com apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância; Unicef intervém ainda mudança social e comportamental, bem como a formação de jornalistas e supervisores.
Moçambique realiza uma campanha de vacinação de quatro rondas contra a poliomielite.
Esta semana iniciou a primeira etapa que tem como alvo mais de 4 milhões de crianças menores de cinco anos das províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Manica e Sofala.
Sucesso
A agência indica que a pólio é uma emergência de saúde pública que constitui um risco para as crianças, para a sociedade e a humanidade. É uma doença que não tem cura, que causa paralisia flácida na pessoa infetada, mas que pode ser prevenida através da vacinação.
Falando à ONU News, em Maputo, a chefe de Saúde e Nutrição da Criança no Unicef em Moçambique, Maureen Gallagher, apela a participação de todos para o sucesso da campanha. Ela destacou o papel da agência na iniciativa.
“Em Moçambique, o Unicef apoiou aquisição de 9,9 milhões de doses de vacinas para as primeiras duas rondas, apoiamos aquisição de 3,5 mil portadoras de vacinas de materiais gestões de resíduos de vacinas e também na produção de matérias de comunicação e de monitoria e avaliação. Todos os materiais já foram enviados as sete províncias.”
Até 2019, os surtos da poliomielite derivada de vacinas em circulação foram também controlados em Moçambique. Recentemente foram identificados dois casos de pólio vírus circulantes, nas províncias de Nampula e Cabo Delgado.
Apoio
Para a chefe de Saúde e Nutrição da Criança no Unicef, o apoio da agência também abrange a outras áreas que podem contribuir para o sucesso da campanha.
“O Unicef está também a apoiar na área de mudança social e comportamental, bem como a formação de jornalistas, distribuição de materiais de comunicação e difusão de spots de rádio e televisão para apoiar a campanha da poliomielite.”
As pessoas contraem frequentemente a poliomielite quando bebem água contaminada com dejetos de uma pessoa que contraiu o vírus. As crianças com menos de cinco anos e as que residente em zonas com falta de saneamento são as que correm maior risco.
O Unicef, a OMS e outros parceiros da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite apoiam governos com o impulso urgente, depois de ter sido confirmado no mês passado que uma menina de três anos de idade foi paralisada pelo pólio vírus selvagem em Lilongué, no vizinho Maláui.
De Maputo para ONU News, Ouri Pota.
