Guerra na Ucrânia não terá vencedores, afirma chefe da ONU

Source: United Nations – in Portuguese

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Em coletiva de imprensa, António Guterres afirmou que “invasão no país é moralmente inaceitável, politicamente indefensável e militarmente sem sentido”; secretário-geral lembrou dos 10 milhões de ucranianos que estão deslocados ou refugiados; para ele, conflito terá de passar a negociação de paz “cedo ou tarde”.

Com os conflitos no território ucraniano completando um mês, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, falou a jornalistas sobre a situação no país nesta terça-feira.

O chefe da ONU afirmou que a guerra não terá vencedores e que, cedo ou tarde, terá que sair do campo de batalha e ir para as mesas de negociações de paz.

ONU

O secretário-geral António Guterres informa repórteres sobre a guerra na Ucrânia.

Destruição

O líder das Nações Unidas lembrou que, desde que a Rússia invadiu o território soberano na Ucrânia, em violação a Carta da ONU, mais de 10 milhões de civis deixaram suas casas e suas cidades em busca de segurança.

Para António Guterres, os únicos resultados dos confrontos tem sido o aumento do sofrimento, destruição e horror. 

Ele afirmou que as pessoas estão vivendo uma situação “infernal” e os efeitos da escalada da violência já estão sendo sentidos globalmente, com o aumento dos preços de alimentos, energia e fertilizantes, aprofundando a crise de fome global.

Ao fazer mais um apelo pelo fim da guerra e dar uma “chance a paz”, ele questionou quantas mais cidades terão de ser destruídas e vidas perdidas para que cessem os ataques.

De acordo com o secretário-geral da ONU, a continuação dos ataques contra a Ucrânia é “moralmente inaceitável, politicamente indefensável e militarmente sem sentido”.

Segundo os levantamentos do Escritório de Direitos Humanos da ONU, até esta segunda-feira, o conflito já deixou pelo menos 2,5 mil vítimas civis no país, registrando 953 mortos e mais de 1,5 mil feridos. 
A entidade acredita que os números reais são consideravelmente maiores, já que o recebimento de informações de alguns locais onde ocorreram intensas hostilidades foi atrasado e muitos relatórios ainda aguardam confirmação.
 

MIL OSI

Moçambique: um ano após ataque a Palma, Acnur considera cedo incentivar retorno de deslocados

Source: United Nations – in Portuguese

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Ação de grupo armado em 24 de março de 2021 causou dezenas de mortes e desalojou centenas em Cabo Delgado; agência da ONU aponta razões como insegurança, preparação de retornos dignos e voluntários e instalação de serviços básicos nas áreas afetadas pela violência.

A Agência da ONU para os Refugiados, Acnur, pediu maiores esforços de auxílio no momento em que se completa um ano dos ataques de grupos armados não estatais ao distrito de Palma, na província moçambicana de Cabo Delgado.

Uma nota emitida esta terça-feira, em Genebra, manifesta alarme com a continuação da violência em certas áreas do norte do país.

Forças

Depois dos atos de 24 de março de 2021, a preocupação é com a “segurança ainda frágil em algumas áreas” apesar de melhorias em outras. Estima-se que dezenas de pessoas morreram e milhares foram desalojadas na ação.

Unicef/Ricardo Franco

Antes do ataque dos terroristas a Palma, já havia cerca de 700 mil deslocados de Cabo Delgado

O governo e forças aliadas internacionais realizam uma intervenção militar contra grupos armados atuando na região desde julho do ano passado.

Com o ataque a Palma, o total de desalojados na província aumentou para mais de 735 mil desde que começaram os confrontos, em outubro de 2017.

A resposta das autoridades levou várias pessoas a retornar às suas áreas de origem, uma medida que a agência considera prematura incentivar.

Serviços básicos

Os argumentos que desencorajam o regresso incluem insegurança em algumas partes da província, importância de garantir retornos seguros e voluntários, além de que sejam realizados com “dignidade e com base em uma decisão informada”.

A agência defende ainda que os serviços básicos devem ser restaurados nas áreas de origem.

Outros desafios são os eventos climáticos extremos recentes na região. Em janeiro, a área sofreu o impacto da tempestade tropical Ana e, este mês, do ciclone tropical Gombe.

© PMA/Grant Lee Neuenburg

Família deslocada em Palma, província de Cabo Delgado, Moçambique

Os desastres aumentam as dificuldades para deslocados e comunidades anfitriãs no norte de Moçambique.

Mueda

Até este mês de março, a agência operava com 11% dos US$ 36,7 milhões que precisava para oferecer auxílio essencial.

Os ataques de grupos armados não estatais já deslocaram 24 mil pessoas no distrito de Nangade desde meados de janeiro.

Centenas de famílias em movimento precisam com urgência de apoio humanitário e serviços de proteção.

Cerca de 5 mil pessoas buscam proteção no vizinho distrito de Mueda. A área remota na fronteira com a Tanzânia está entre as que mais acolhe deslocados em Cabo Delgado.

Tortura

O Acnur destaca que as vítimas da violência em Palma sofreram e testemunharam atrocidades.

Entre os atos que acompanharam estão assassinatos por decapitação, desmembramento de corpos, violência sexual, sequestros, recrutamento forçado pelos grupos armados e tortura.

Com a ameaça de violência, o número de pessoas que chegam a Mueda continua a aumentar.

© PMA/Grant Lee Neuenburg

Cidade costeira de Palma foi palco de confrontos recentes de terroristas com as forças de segurança

Na área costeira, o Acnur e parceiros colaboram com as autoridades locais atendendo os desalojados com materiais de abrigo e utensílios domésticos para famílias vulneráveis.

Apoio psicossocial

A agência avalia os riscos de proteção e apoia as autoridades administrando locais que hospedam os deslocados.

As atividades incluem auxiliar o acolhimento e as instalações comunitárias para deslocados internos em áreas como Lyanda e Mandimba.

Os maiores  obstáculos envolvem a prestação de saúde mental e o apoio psicossocial a crianças desacompanhadas e separadas, além de pessoas com deficiência, mulheres grávidas e idosos.

Segundo as autoridades locais, o distrito de Mueda acolhe 134.515 deslocados internos.

O Acnur alerta ainda que a maioria desses centros está superlotada e em breve atingirá a capacidade máxima.

MIL OSI

Conexão Real: Banco Central e Fenasbac realizam LIFT Day 2022

Source: Republic of Brazil 2

Quer saber sobre o Valores a Receber?
Acesse valoresareceber.bcb.gov.br. Somente nessa página é que você conseguirá consultar e resgatar os valores a receber.

Para consultar os valores, você precisará informar:
Pessoa física: CPF e data de nascimento
Pessoa jurídica: CNPJ e data de abertura
Se tiver valores a receber, receberá uma data e um período para acessar o sistema e solicitar a devolução. Para isso, precisará de conta gov.br (nível prata ou ouro).
Situações que envolvem questões legais, operacionais e tecnológicas mais específicas – como falecidos ou pessoas com dificuldade de obter contas níveis prata ou ouro – serão tratadas na próxima fase do sistema, cuja data de início ainda será divulgada pelo Banco Central.

Caso queira acessar o site principal do BC para consultar outras informações, clique aqui.
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Falta de regulamentação no ensino particular aumenta desigualdades, afirma estudo

Source: United Nations – in Portuguese

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Brasil faz parte da avaliação da Unesco; no país, gastos com educação deixam alunos do ensino superior endividados; na educação básica, não há teto para mensalidades; na América Latina e Caribe, núcleos familiares podem ser responsáveis por mais de 80% dos custos com educação.

O novo Relatório Global de Monitoramento da Educação da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura, Unesco, aponta que 350 milhões de crianças frequentam escolas particulares em todo o mundo.

No entanto, o estudo alerta que, em muitos países, a falta regulamentação adequada da educação privada prejudica a qualidade e aumenta o abismo educacional entre ricos e pobres.

Foto: © UNICEF/Diaz Mercado

Crianças retornam para a escola após terremoto no Haiti.

Sistemas educacionais

De acordo com o documento, muitos países permitem que escolas funcionem sem qualquer fiscalização.

A publicação revela que 41% das 42 nações analisadas na América Latina e no Caribe proíbem o lucro com escolas primárias e secundárias, por ir contra o objetivo de oferecer pelo menos 12 anos de educação gratuita para todos. 

A Unesco afirma que o Brasil não é uma delas. Ao lado de metade dos países da região, o sistema brasileiro não tem regulamentação nos procedimentos para admissão de alunos em escolas não-estatais. Somente cinco Estados latinos têm cotas para melhorar o acesso às instituições. 

A consequência, segundo os levantamentos da agência da ONU, é que os núcleos familiares nos países menos desenvolvidos gastam parcelas desproporcionais de sua renda para educar os filhos.

Enquanto em economias de baixa e média rendas as famílias são responsáveis por 39% dos gastos com educação, nas de renda alta esse número cai para 16%. Na América Latina, as famílias brasileiras respondem por 28% dos gastos, no Haiti o valor sobe para 81%.

Foto: © UNICEF/Frank Dejongh

Crianças aprendem com tablets em uma escola nos Camarões.

Gastos educacionais no Brasil

No Brasil, não há um teto de gastos com educação infantil e nem regulamentação de mensalidades de educação primária e secundária, como ocorre em cerca de dois terços dos países da região. 

Com ensino superior altamente privatizado, os custos de empréstimos deixam muitos alunos endividados e os pagamentos têm alto nível de inadimplência. 

Segundo o estudo da Unesco, mais de 40% dos contratos de empréstimos estudantis no país, na fase de amortização, estavam com pelo menos três meses de atraso, o suficiente para prejudicar a reputação de crédito dos mutuários.

O relatório analisou entidades não-estatais em todos os sistemas educacionais, desde escolas administradas por organizações religiosas, ONGs, organizações filantrópicas e entidades comerciais com fins lucrativos, assim como todos os envolvidos no fornecimento de serviços para o setor de educação. 

Foto: © UNICEF/Seng

Escola em Phnom Penh, Camboja.

Custos ocultos

Além dos custos com as aulas, o relatório demonstra que a educação pública em países de baixa renda ainda acarreta gastos ocultos consideráveis. 

Uma análise de 15 países de baixa e média renda, incluindo quatro da América Latina, mostra que uniformes e materiais escolares somam quase dois quintos do orçamento para educação dos núcleos familiares.

A situação leva 8% das famílias em países de rendas baixa e média a fazer empréstimos para pagar para os filhos irem à escola. 

O diretor do Relatório Global de Monitoramento da Educação, Manos Antoninis, explica que em países como Uganda, Haiti, Quênia e Filipinas, 30% das famílias têm de fazer empréstimos para dar conta dos gastos com a educação dos filhos.

A diretora-geral da Unesco, Audrey Azoulay, também afirmou que é preciso estabelecer padrões mínimos pelos governos em escolas estatais e não-estatais para garantir que os alunos mais desfavorecidos tenham oportunidades iguais de usufruir dos benefícios de uma educação de qualidade.

A chefe da agência da ONU adicionou que mecanismos igualitários de financiamento devem ser estabelecidos, garantindo que aqueles que vivem em contextos mais desfavorecidos não sejam penalizados.

Unicef/Santiago Arcos

Muitos alunos têm acesso à única refeição nutritiva do dia na escola

Recomendações

A Unesco apresenta recomendações e pede que os países avaliem suas regulamentações para que a igualdade seja colocada no centro de suas ações. 

Entre as orientações, a agência sugere que os Estados-membros aumentem esforços para garantir acesso gratuito e subsidiado pelo governo a um ano de educação pré-primária. Outra recomendação é que sejam definidos 12 anos de primária e secundária para todas as crianças e jovens. 

Para a Unesco, as autoridades devem estabelecer padrões de qualidade que se apliquem a todas as instituições públicas e particulares pois sistemas paralelos com diferentes expectativas, condições materiais e de funcionamento têm um efeito negativo na construção de um sistema de educação coerente para todos os estudantes.
 
A entidade também recomenda que os governos sejam capazes de monitorar e aplicar as regulamentações bem como incentivar inovações. 

Por fim, segundo a Unesco, os Estados devem proteger a educação de interesses particulares e restritivos, já que a transparência e a integridade da educação pública ajudam a proteger os estudantes mais desfavorecidos. 

*Com a reportagem da Unesco Brasil
 

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Unesco destaca potencial dos lençóis freáticos para resolver crise da água

Source: United Nations – in Portuguese

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Em relatório lançado para marcar o Dia Mundial da Água, agência prevê alta anual de 1% no uso da água pelas próximas três décadas; recurso natural responsável por 99% da água doce da Terra é geralmente desvalorizado.

No Dia Mundial da Água, celebrado nesta terça-feira, 22 de março, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, sublinha a importância dos lençóis freáticos. Os tipos de reserva produzem 99% da água doce do planeta Terra. Mas a agência lembra que este recurso natural é muitas vezes “mal compreendido e desvalorizado”, sendo também “mal gerido e abusado”, na última edição do Relatório Mundial do Desenvolvimento da Água das Nações Unidas.

Para a Unesco, é o momento de aproveitar todo o potencial dos lençóis freáticos e manejá-los de forma sustentável.

Unicef/Safidy Andrianantenaina

Apenas 0,5% de toda a água do planeta pode ser usada para consumo humano

Limitações pela mudança climática

Pelas projeções da agência, o uso da água deverá crescer 1% por ano pelos próximos 30 anos. Com isso, a dependência nos lençóis freáticos deverá subir, uma vez que a água disponível nas superfícies está cada vez mais limitada devido à mudança climática.

Os autores do relatório pedem aos países para se comprometerem com o desenvolvimento do manejo dos lençóis freáticos e com políticas de governança para tratar de futuras crises de água.

Atualmente, os lençóis freáticos fornecem metade do volume de água extraído para uso doméstico, incluindo água potável para a maioria da população rural que não têm acesso a sistemas públicos ou privados de abastecimento.

© UNICEF/Mulugeta Ayene

Poços de água estão secando, matando gado e plantações e agravando a situação de milhares de crianças e suas famílias

África Subsaariana

Melhorar a maneira de utilização dos lençóis freáticos é prioridade urgente para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030, alerta a Unesco. O estudo destaca que a qualidade dos lençóis freáticos é geralmente boa, podendo ser usada de maneira segura e acessível, sem a necessidade de níveis avançados de tratamento.

Regiões como África Subsaariana e Oriente Médio têm quantidades consideráveis de recursos não-renováveis de lençóis freáticos, que podem ser extraídos de forma a manter a segurança da água. Mas é preciso levar em conta a possibilidade do armazenamento se esgotar.

A Unesco enfatiza que, na África Subsaariana, o potencial dos aquíferos é pouco explorado. Apenas 3% das terras agrícolas na sub-região estão prontas para irrigação e apenas 5% dessas áreas utilizam lençóis freáticos. No sul da Ásia, este índice é de 57% e na América do Norte de 59%.

A pouca utilização deste recurso natural está relacionada à falta de investimentos em infraestruturas, nas instituições, no treinamento de profissionais e em conhecimentos sobre o recurso.

Em termos de adaptação climática, a Unesco frisa que a capacidade dos sistemas aquíferos em armazenar excedentes de água pode ser explorada para melhorar a disponibilidade de água doce durante todo o ano.

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Estado em Mianmar próximo do colapso, afirma Bachelet

Source: United Nations – in Portuguese

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Alta comissária para os Direitos Humanos fala de mais de 1,6 mortes após protestos pacíficos na sequência do golpe militar; situação levou mais de meio milhão de pessoas a deixar suas casas; pelo menos 15 mil birmaneses fugiram do país.

Mianmar está cada vez mais em risco de colapso devido ao estado da sua economia, educação, saúde e sistemas de proteção social. O alerta foi feito esta segunda-feira pela alta comissária da ONU para os Direitos Humanos.

Em uma atualização apresentada na 49ª sessão do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra, Michelle Bachelet destacou que os direitos humanos do povo de Mianmar estão em profunda crise 13 meses após o golpe militar de 1º de fevereiro de 2021.

Consequências 

Em relação ao sistema sanitário, Bachelet enfatizou o que chamou “consequências arrasadoras” para a resposta à Covid-19 em Mianmar.

Foto:Unsplash/Pyae Sone Htun

Jovens realizam protesto pró-democrático em Mianmar.

Ela destacou que os avanços de desenvolvimento registrados no país foram prejudicados pelo conflito e pelo abuso de poder dos militares.

A chefe de direitos humanos da ONU disse haver centenas de grupos localizados de resistência armada que se formaram e geram “violência generalizada em muitas áreas anteriormente estáveis.” O resultado é a piora da crise humanitária e a economia à beira do colapso.

Mais de 14,4 milhões de pessoas precisam de ajuda humanitária. Cálculos de agências do setor indicam que a escassez alimentar aumentará de forma acentuada nos próximos meses. 

O Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, prevê que o efeito de pandemia e do golpe empurrem quase metade da população birmanesa à pobreza em 2022.

Protestos pacíficos

Bachelet citou fontes confiáveis indicando ter havido mais de 1,6 mil mortes, muitas das quais de pessoas envolvidas em protestos pacíficos. Após o golpe, mais de 500 mil pessoas foram forçadas a deixar suas casas. 

Asian Development Bank

As condições se agravaram em Mianmar após golpe militar em fevereiro de 2021, de acordo com um relator de direitos humanos da ONU.

Os registros apontam para pelo menos 15 mil birmaneses que fugiram do país. Outros 340 mil cidadãos se tornaram deslocados internos, juntando-se aos mais de 1 milhão de refugiados rohingyas.

Bachelet descreveu como terrível a situação desta minoria que segundo ela é “perseguida por décadas” e sem “uma solução à vista”.

Para os rohingyas, em Mianmar falta liberdade de movimento e acesso a serviços. A alta comissária lamenta a “falta de soluções duradouras para os deslocados internos e condições que favoreçam a retornos seguros, sustentáveis, dignos e voluntários ao estado de Rakhine”.

Militares

No total, mais de 400 ataques foram realizados pelas forças de segurança do governo em áreas povoadas. Os atos “destruíram milhares de casas e outros edifícios, incluindo igrejas e lojas de alimentos”.

Michelle Bachelet mencionou estatísticas da Organização Mundial da Saúde, OMS, dando conta de pelo menos 286 ataques a instalações e profissionais do setor desde fevereiro de 2021.

Foto: © WFP/Kaung Htet Linn

Distribuição de arroz em Mianmar.

Ela acrescentou que a tentativa dos militares de “esmagar toda a oposição” se intensificou com o aumento de ataques a civis.

Bachelet defende que seja seguida uma via política para restaurar a democracia e o governo civil, que, no entanto, “este diálogo não pode e não deve substituir a necessidade urgente de responsabilizar os autores por graves violações dos direitos humanos.

A alta comissária apela à comunidade internacional para agir urgência para acabar com a violência e responder às necessidades humanitárias em Mianmar.
 

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No Sudão do Sul, mulheres são “sistematicamente usadas como espólios de guerra”

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: No Sudão do Sul, mulheres são “sistematicamente usadas como espólios de guerra”

Comissão de direitos humanos quer medidas mais urgentes e visíveis contra abusos e violações; uma delas é política de “tolerância zero” que seja imediata e pública; peritos apelam aos homens que deixem de considerar corpo feminino um “território a ser possuído, controlado e explorado”.

Um relatório da Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas no Sudão do Sul adverte que a violência sexual generalizada a mulheres e meninas em conflito seja “alimentada pela impunidade sistêmica” que afeta o país.

O grupo de especialistas independentes foi formado há seis anos para investigar a situação no mais novo país do mundo. As funções incluem determinar e relatar fatos e circunstâncias dessas violações e abusos, além de apurar a responsabilidade pelos atos considerados crimes sob leis em níveis nacional e internacional.

Mulheres e meninas

Para produzir a nova publicação, a Comissão entrevistou vítimas e testemunhas por vários anos. De acordo com o documento, mulheres e meninas enfrentam uma “existência infernal” marcada por estupros generalizados realizados por “todos os grupos armados em todo o país.”

Unicef/Albert Gonzalez Farran

Vítimas reincidentes de abusos são mulheres de todas as idades

A violência sexual tem sido usada como recompensa e direito para jovens e homens que participam de confrontos no Sudão do Sul. O objetivo é romper no máximo “o tecido das comunidades, inclusive por meio de seu deslocamento constante”.

A comissão destaca que o estupro é frequentemente usado como uma “parte das táticas militares pelas quais o governo e os líderes militares são responsáveis, seja por não impedirem esses atos, seja por não punirem os envolvidos”.

Ao descrever o culminar desses atos nas vítimas, os especialistas falam da maneira “ultrajante e completamente inaceitável que os corpos das mulheres são sistematicamente usados nessa escala como espólios de guerra.”

“Território”

A presidente da Comissão, Yasmin Sooka, lançou um apelo por ação urgente e visível por parte das autoridades, recomendando que os homens do Sudão do Sul “devem parar de considerar o corpo feminino como ‘território’ a ser possuído, controlado e explorado”.

© Ocha/Dan De Lorenzo

Deslocados fogem da violência em Abyei, Sudão do Sul

De acordo com o relatório, as sobreviventes de violência sexual detalharam “estupros coletivos incrivelmente brutais e prolongados”. Os autores dos atos  seriam vários homens, muitas vezes ao mesmo tempo em que maridos, pais ou filhos das vítimas “foram forçados a assistir, impotentes para intervir.

As vítimas reincidentes são “mulheres de todas as idades” que contaram ter visto outras passando pela mesma experiência ao seu redor. Um dos casos é de uma vítima de seis homens forçada a dizer aos agressores que teria apreciado o ato sob ameaça de um novo estupro se ela o recusasse.

A Comissão destaca que a situação gera traumas que “garantem a destruição completa do tecido social”.

Sobreviventes 

Sobre os detalhes do relatório a chefe dos especialistas destacou que qualquer leitor do documento “só pode começar a imaginar como é a vida dos sobreviventes”, no que considera como sendo ainda “apenas a ponta do iceberg.”

A publicação ressalta que “todos, dentro e fora dos governos” devem pensar no que podem fazer para prevenir novos atos de violência sexual e fornecer cuidados adequados aos sobreviventes.

O membro Andrew Clapham descreveu relatos de uma testemunha contando que uma amiga foi estuprada por um homem na floresta. O abusador disse que queria continuar a “se divertir”, tendo praticado o ato com um pedaço de lenha até que a vítima sangrasse até à morte. 

Unmiss/Isaac Billy

Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Sudão do Sul, Yasmin Sooka.

Várias adolescentes foram deixadas para morrer pelos estupradores enquanto sangravam muito. Uma equipe médica também relata que muitos sobreviventes sofreram o tipo e abuso por várias vezes ao longo da vida.

HIV

Muitas mulheres geram filhos após sofrerem estupros e, em muitos casos, as sobreviventes contraem infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV.

Após o estupro e a gravidez, elas são frequentemente abandonadas pelos maridos e famílias vivendo na miséria. Algumas gestantes que foram vítimas do ato sofreram abortos espontâneos.

Há relatos de maridos que passam anos em busca de esposas e filhas sequestradas sem saber seu destino. Alguns deles descobrem que elas foram vítimas de abuso de integrantes de grupos étnicos rivais e forçadas a ter vários filhos. Um dos homens ficou tão traumatizado que quis tirar a própria vida.

Na avaliação dos especialistas, os ataques geralmente em aldeias não foram incidentes oportunistas aleatórios, mas geralmente envolveram soldados armados caçando ativamente mulheres e meninas.

Unicef/Albert Gonzalez Farran

Mulher segura o filho em centro de apoio em Juba, no Sudão do Sul, depois de ser agredida pelo marido

Os peritos consideram um escândalo que altos funcionários envolvidos na violência contra mulheres e meninas, incluindo ministros e governadores, não sejam imediatamente afastados do cargo e responsabilizados pelos atos.

“Tolerância zero”

Para o integrante da comissão Barney Afako, o fim da violência generalizada em conflitos e outros contextos requer de pessoas em posições de comando e outras autoridades que adotem uma política de “tolerância zero” de forma imediata e pública em relação à questão. 

O relatório defende que para entender a violência sexual relacionada ao conflito de forma integral, também ´preciso compreender o contexto social e cultural do tipo de abuso, que se dá “sob sistemas patriarcais com base na dominação e discriminação de gênero.”

Metade das mulheres sul-sudanesas casam-se antes de completar 18 anos e o país tem a maior taxa de mortalidade materna do mundo.

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Mundo caminha para “catástrofe climática”, afirma chefe da ONU

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Mundo caminha para “catástrofe climática”, afirma chefe da ONU

Em evento promovido pela revista The Economist, António Guterres disse ser “loucura” a corrida por substituir combustíveis da Rússia por outras fontes fósseis; países do G20 devem liderar ações e impulsionar financiamento climático; compromissos atuais fariam aumentar em 14% as emissões globais.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, esteve na abertura de um fórum virtual sobre sustentabilidade promovido pela revista The Economist nesta segunda-feira.

Em mensagem de vídeo, o chefe da ONU destacou a importância de manter vivo o objetivo de conter o aquecimento global em até 1.5ov C, lembrando que é necessário reduzir as emissões globais em 45% até 2030.

UN Photo/Eskinder Debebe

Guterres afirmou que o mundo caminha para uma “catástrofe climática”.

Catástrofe climática

Em referência a COP26, Guterres afirmou que o problema não foi resolvido em Glasgow. 

Na contramão das discussões durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática e contrariando as estimativas do último relatório do IPCC, ele reafirmou que, com os compromissos nacionais atuais, as emissões globais devem aumentar quase 14% na década de 2020.

Assim, o líder das Nações Unidas afirmou que o mundo caminha para uma “catástrofe climática”.

Ele também citou o impacto da guerra na Ucrânia, com o risco de derrubar os mercados globais de alimentos e de energia e ter grandes implicações para a agenda climática global.

Guterres alertou que enquanto as principais economias buscam uma estratégia para substituir os combustíveis fósseis da Rússia, após as sanções impostas por diversas nações, elas podem criar uma dependência ainda maior dessa fonte de energia e prejudicar as ações para conter o aquecimento global.

O chefe da ONU chamou de “loucura” a tentativa dos países de fechar a lacuna no fornecimento de combustíveis ao mesmo tempo que negligenciam as políticas para reduzir o uso deles.

WFP/Sitraka Niaina Raharivaiv

Vista aérea em região afetada por ciclone em Madagascar

Responsabilidade e soluções

Para António Guterres, os membros do G20, responsáveis por 80% das emissões globais, devem liderar as ações para conter o avanço da temperatura. 

Ele afirmou que embora alguns países já tenham anunciado políticas para beneficiar o meio ambiente, outras apontam as nações emergentes como as grandes culpadas do aumento de emissões.

Para o líder da ONU, essa não é hora de buscar culpados e sim de buscar coalisões para buscar financiamento para expandir o uso de fontes limpas e renováveis de energia.

Ele também chamou a atenção para áreas do setor privado que ainda financiam o carvão. Para Guterres, esse é um investimento “estúpido”, que deixa bilhões em ativos ociosos.

O secretário-geral reforçou que “é hora de acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis e parar a expansão da exploração de petróleo e gás”.

Mitigação e adaptação

Para António Guterres, o aumento da vulnerabilidade de diversas populações com o aumento de catástrofes climáticas destaca a necessidade de ações concretas para mitigação, mas também para adaptação.

Assim, ele destacou o aumento de investimento em planos que ajudem populações, especialmente de nações insulares e de baixa renda, a lidarem com os eventos climáticos. 

Guterres lembrou o compromisso financeiro de US$ 100 bilhões para que os países em desenvolvimento possam implementar políticas climáticas.

Ao finalizar sua participação, o secretário-geral pediu o compromisso com a eliminação do carvão e de todos os combustíveis fósseis, bem como a transição energética rápida, justa e sustentável.

Ele também fez um apelo para o fortalecimento dos planos climáticos nacionais e coalizões climáticas, além de focar na descarbonização de grandes setores como transporte marítimo, aviação, siderurgia e cimento.
 

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Chefe da ONU afirma ser o momento para uma gestão de florestas “tangível e crível”

Source: United Nations – in Portuguese

Headline: Chefe da ONU afirma ser o momento para uma gestão de florestas “tangível e crível”

Mensagem de António Guterres marca o Dia Internacional das Florestas em 21 de março; 1,6 bilhão de pessoas no mundo dependem diretamente das florestas para obter comida, abrigo, medicamentos e renda.  

O secretário-geral das Nações Unidas lembra que florestas saudáveis são essenciais para as pessoas e para o planeta em mensagem para marcar o Dia Internacional das Florestas nesta segunda-feira, 21 de março.  

António Guterres destaca que elas “servem como filtro, fornecendo água e ar limpos e ajudando a regular o clima, influenciando os padrões de chuvas, refrescando áreas urbanas e absorvendo um terço das emissões de gases de efeito estufa”.  

Dependência direta  

Foto: IMF/Raphael Alves

Lago na floresta Amazônica em Manaus, Brasil.

Comemorado todos os anos, o dia internacional reforça a importância do manejo sustentável das florestas e de seus recursos, que são essenciais para combater mudança climática e contribuir para a prosperidade e o bem-estar das gerações atuais e futuras.  

Dados da ONU confirmam que 1,6 bilhão de pessoas dependem diretamente das florestas para obter alimentos, abrigo, energia, medicamentos e renda. Guterres ressalta que “muitas comunidades e povos indígenas são beneficiados” com sustento e refúgio oferecido pelas matas.  

Apesar de todos os benefícios, o desmatamento global continua acontecendo em um nível alarmante: “a cada ano, são destruídos 10 milhões de hectares de florestas”, afirma o secretário-geral.  

Acabar com padrões insustentáveis  

Foto: Unsplash/Jo-Anne McArthur

Canguru e filhote sobreviventes de incêndio nas florestas de Mallacoota, Austrália.

Ele faz uma apelo à implementação da Declaração dos Líderes de Glasgow sobre Florestas e Terra”, destacando ainda que “agora é a hora para ação crível e tangível no terreno”. 

Isso significa acabar com o consumo insustentável e padrões de produção que ameaçam as florestas e ao mesmo tempo, fornecer apoio ao manejo sustentável nos países e para as pessoas que mais necessitam.  

António Guterres faz mais um pedido, para que no Dia Internacional das Florestas, as pessoas renovem “o compromisso com florestas saudáveis em prol de meios de subsistência saudáveis.” 

O Dia Internacional das Florestas foi proclamado pela Assembleia Geral em 2012, para celebrar e aumentar a conscientização sobre todos os tipos de florestas.  

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Autoridade Aeroportu?ria da Lib?ria concede nova licen?a de Assistencia em Escala ? Servi?os Nacionais de Avia??o (NAS)

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Autoridade Aeroportuária da Libéria concede nova licença de Assistencia em Escala á Serviços Nacionais de Aviação (NAS) Sob os termos da cooperação, a NAS fornecerá serviços abrangentes de assistência em escala no aeroporto Roberts International Airport (ROB) na Libéria MONROVIA, Libéria, 21 de março 2022/APO Group/ — A Autoridade Aeroportuária da Libéria concedeu um contrato exclusivo de de dez anos para assistência em escala à National Aviation Services (NAS) (www.NAS.aero), a prestadora de serviços de aviação que mais cresce nos mercados emergentes. Sob os termos da cooperação, a NAS fornecerá serviços abrangentes de assistência em escala no aeroporto Roberts International Airport (ROB) na Libéria. Isso inclui atendimento de passageiros, serviços de rampa e manuseio de bagagem perdida para todas as companhias aéreas que operam de e para o aeroporto. Estas companhias aéreas incluem Air France – KLM, Ethiopian Airlines, Brussels Airlines, Air Côte d’Ivoire, Kenya Airways, Royal Air Maroc e ASKY. Falando sobre o prêmio, Musa Shannon, Presidente do conselho da LAA disse: “Em nome do Presidente da República da Libéria Sua Excelência Dr. , gostaríamos de declarar que estamos ansiosos por nossa parceria com a NAS. Esta parceria melhorará muito nossas capacidades técnicas e profissionais no Aeroporto Internacional Roberts (RIA) e permitirá que a LAA forneça uma experiência de classe mundial enquanto dá um grande passo à frente na indústria da aviação.” A NAS é atualmente a maior operadora de Ground Handling (assistência em escala)  na África, com presença em mais de 60 aeroportos em todo o continente, incluindo países como Libéria, Costa do Marfim, Ruanda, RDC, África do Sul, Quênia, Uganda, Tanzânia e Moçambique. Globalmente, a empresa opera em mais de 60 aeroportos na África, Oriente Médio, Sul da Ásia e Europa. Seu portfólio mais amplo de serviços inclui tecnologias aeroportuárias, gerenciamento de Salas VIP, atendimento e assistência em aeroportos, bem como treinamento. Hassan El-Houry, CEO do Grupo NAS destacou “Estamos entusiasmados por expandir nosso relacionamento de longa data com a Autoridade de Aeroportos da Libéria e continuamos gratos pela sua contínua confiança na NAS. Como parte das nossas operações no país, continuamos comprometidos em aprimorar e atualizar sistemas e processos no Aeroporto Internacional Roberts para colocá-lo em nível internacional. Também começamos a investir na infraestrutura, equipamentos e treinamento de pessoal necessários para aderir aos mais altos padrões de qualidade e excelência de serviço.” Com mais de 10.000 funcionários, a NAS atende a mais de 100 clientes, incluindo sete das dez maiores companhias aéreas internacionais do mundo. A NAS é uma das primeiras operadoras em terra do mundo a ser certificada pela IATA Safety Audit for Ground Operations (ISAGO) e possui as certificações ISO, EMS, RA3 e OHSAS. El-Houry acrescentou: “Com a nossa forte presença na África, Oriente Médio e Sul da Ásia, a maioria das companhias aéreas estão cientes da qualidade de serviço que o NAS oferece, bem como nosso foco em segurança. Acreditamos verdadeiramente no potencial da indústria da aviação liberiana e estamos ansiosos para desenvolvê-la e expandi-la ainda mais nos próximos anos.” Distribuído pela APO Group em nome de National Aviation Services (NAS).

Contato:
Nita Bhatkar
nbhatkar@nas.aero
+965 97223703

Sobre a National Aviation Services (NAS) :
A National Aviation Services (NAS) é a provedora de serviços de aviação que mais cresce nos mercados emergentes.

Fundada em 2003, a NAS transformou-se rapidamente de uma empresa de assistência em escala sediada no Kuwait em uma líder de mercado emergente na indústria. A NAS está presente em mais de 60 aeroportos no Oriente Médio, África e Ásia, atendendo sete das 10 maiores companhias aéreas do mundo e gerenciando mais de 55 salas VIP em aeroportos.

Com uma base de funcionários de mais de 10.000 funcionários capacitados e experientes no núcleo de sua rede mundial, a NAS está comprometida em fornecer serviços de aviação que sejam os melhores do mundo.

O portfólio de serviços da NAS inclui serviços de rampa e passageiros, gerenciamento de carga, engenharia e manutenção de linha, tecnologias aeroportuárias, operações de base fixa, gerenciamento de terminal, treinamento de aviação, soluções de viagem, gerenciamento de Salas VIP e pacotes meet-and-assist.

Afiliada às principais organizações do setor, a NAS segue os padrões internacionais de aviação com certificações das práticas ISO, EMS, RA3 e OHSAS. A NAS é uma das primeiras operadoras em terra do mundo a obter a certificação de Auditoria de Segurança para Operações Terrestres (ISAGO) da IATA, ilustrando o compromisso da empresa em fornecer serviços de alta qualidade, com foco em segurança e proteção.

Para obter mais informações sobre o NAS, visite: www.NAS.aero

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