Nações Unidas celebram Dia Internacional do Marinheiro

Source: United Nations – in Portuguese

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Secretário-geral António Guterres lembra que profissionais de navios contribuem com economia global; 90% das mercadorias mundiais de grãos à bens de energia são transportados por mar.

O mundo conta com os marinheiros e marinheiras e sem eles não teria como funcionar e poderia passar forme.

A declaração é do secretário-geral António Guterres para marcar o Dia Internacional do Marinheiro neste 25 de junho.

Covid-19 e duração de contratos

Segundo as Nações Unidas, 90% das mercadorias e comércio global são feitos pelo mar. Desde grãos até bens de energia. E sem o trabalho desses homens e mulheres, o mundo não funcionaria.

Guterres lembra que com a pandemia da Covid-19, os profissionais do setor naval passaram por enormes desafios que vão desde a duração de seus contratos que tiveram que ser estendidos antes da data de expiração e longas jornadas.

Muitos tiveram dificuldades com vacinação, atendimento médico e folgas em terra firme.

Este ano, o Dia Internacional do Marinheiro tem como lema “Sua Viagem, Antes e Agora”.

Tecnologia digital

Para o secretário-geral da ONU, é muito importante ouvir diretamente do marinheiro sobre os desafios encontrados no setor.

Uma das preocupações é a expansão da previdência social, com melhores condições de trabalho, soluções para a troca de tripulação e adaptação para as novas tecnologias digitais para aumentar a segurança e eficiência do trabalho em alto mar.

O objetivo da ONU é fazer da indústria naval, que é essencial para a economia global, um espaço mais verde e sustentável.

MIL OSI

Especial: Vivendo da Pesca, Preservando a Cultura

Source: United Nations – in Portuguese

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A ONU News viajou até New Bedford, no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, que abriga uma grande comunidade de pescadores portugueses. Eles estão resistindo à mudança climática e impulsionando a economia azul. Confira o vídeo.

A cidade de New Bedford, Massachusetts, nos Estados Unidos, abriga uma grande comunidade de pescadores portugueses que resistem às mudanças climáticas e impulsionam a economia azul.

Em meados do século 19, migrantes de todo o mundo se estabeleceram nesta pequena cidade costeira para ganhar a vida com a indústria baleeira. Entre eles, muitos portugueses, principalmente dos Açores.

A cidade acabou se tornando um importante porto de pesca comercial. A ONU News esteve lá para conversar com um pescador de vieiras, um especialista em biologia marinha e mostrar a cultura e a história da pesca na cidade.

Agradecimentos especiais para: New Bedford Fishing Heritage Center, Massachusetts Division of Marine Fisheries e membros da tripulação Elizabeth e Nikki.

MIL OSI

Relatora quer ação e vontade políticas para proteger jornalistas no mundo

Source: United Nations – in Portuguese

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Irene Khan afirmou ao Conselho de Direitos Humanos que a segurança dos profissionais de imprensa e liberdade da mídia caíram, perigosamente, em todo o globo; em 5 de junho, jornalista britânico foi assassinado na Amazônia ao lado de indigenista brasileiro; em 11 de maio, Shireen Abu Akleh foi morta na Cisjordânia.

A segurança e liberdade de jornalistas em todo o mundo podem ser alcançadas com mais ação e vontade políticas. A declaração é da relatora especial* das Nações Unidas para a promoção e proteção do direito à liberdade de opinião e expressão, Irene Khan.

Segundo ela, num clima de “autoritarismo emergente e retrocessos democráticos, líderes populistas buscam demonizar e desacreditar jornalistas independentes e muitos governos estão impondo restrições à liberdade de expressão o que é uma contravenção do direito internacional.”

Al Jazeera

A veterana jornalista palestina Shireen Abu Akleh passou um quarto de século cobrindo a vida sob o regime militar israelense

Assassinato de jornalistas e impunidade

Irene Khan apresentou um relatório ao Conselho de Direitos Humanos, com sede em Genebra, indicando que a liberdade da mídia e a segurança dos jornalistas estão caindo perigosamente em todo o mundo com efeitos negativos sobre os direitos humanos, a democracia, e o desenvolvimento.

O relatório examina oportunidades, desafios e ameaças à mídia na era digital. A especialista se concentrou em três grandes áreas de preocupação: ataques na internet e fora dela, assassinatos de jornalistas e a impunidade, criminalização do jornalismo e assédio legal e jurídico de profissionais da imprensa.

Irene Khan citou ainda outros efeitos como a erosão da independência, da liberdade do pluralismo e a viabilidade de uma mídia estatal e atores corporativos incluindo de empresas digitais.

Maisa Abu Ghazaleh

Cortejo fúnebre de Shireen Abu Akleh em Jerusalém

Ataques a jornalistas mulheres online e offline

Para a relatora da ONU “silenciar jornalistas por assassinatos é a forma mais atroz de censura”. Ela conclamou o Conselho de Direitos Humanos a pensar em medidas robustas para enfrentar a impunidade incluindo a criação de uma força tarefa internacional sobre prevenção, investigação e condenação de ataques contra jornalistas.

Irene Khan acredita que a prática antiga de usar a lei para reprimir reportagens está sendo revitalizada de forma feroz na era digital. A relatora da ONU citou o aumento de legislações sobre notícias falsas, as fake news, para criminalizar a liberdade de expressão e punir jornalistas com multas pesadas e até prisão ao acusa-los de “notícias falsas”, que na realidade são notícias contra determinados interesses de governos e grupos.

O relatório de Khan também chama a atenção para a tecnologia digital que facilitou tanto o jornalismo inovador como criou novas ameaças desde ataques a mulheres jornalistas à vigilância e espionagem de jornalistas na internet. Também surgiram as campanhas de desinformação e as plataformas digitais como controladoras do que o público pode consumir sem nenhuma prestação de contas e com pouca transparência por parte dos que reprimem a informação.

© Unsplash/Ehimetalor Akhere Unuabona

Cartaz de um protesto em Londres em apoio à jornalista palestina Shireen Abu Akleh

Assassinatos de Dom Phillips e Shireen Abu Akleh

Para a relatora da ONU, o problema não é falta de leis internacionais, mas as falhas na implementação que são causadas pela falta de vontade política.

O relatório recomenda que os países tomem ações urgentes e concretas, assim como organizações internacionais e empresas para responder as ameaças múltiplas e complexas e que estão geralmente interconectadas de formas física, legal e digital.

Para Irene Khan sem ação concreta e vontade política, o futuro será sombrio para a segurança e liberdade de profissionais da imprensa.

Ela encerra dizendo que uma imprensa independente, livre e plural é fundamental para a democracia, para a prestação de contas e transparência. E que por isso mesmo deve ser defendida pelos Estados e pela comunidade internacional como um bem público.

O relatório de Irene Khan é apresentado poucas semanas após o assassinato da jornalista palestina Shireen Abu Akleh, morta na Cisjordânia, em 11 de maio durante uma reportagem para a TV Al Jazeera, e do assassinato do jornalista britânico Dom Phillips, correspondente freelance do The Guardian, que foi morto na Amazônia, em 5 de junho, ao lado do indigenista Bruno Araújo Pereira, no Brasil.

 

*Os relatores de direitos humanos são independentes da ONU e não recebem salário pelo seu trabalho.

MIL OSI

Lisboa finaliza preparativos para abordar oportunidades geradas por oceanos

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Mundo chega ao Altice Arena, conhecido por acolher maiores eventos da capital portuguesa; ONU News acompanha últimos retoques no local, em Lisboa, às vésperas da abertura da 2ª. Conferência dos Oceanos.

A capital de Portugal está recebendo um grande fluxo de visitantes para a segunda Conferência dos Oceanos, que começa nesta segunda-feira. Nas ruas, nos hotéis e no Aeroporto de Lisboa, o movimento é comparado ao de grandes eventos desportivos. 

Mas desta vez, os participantes são líderes internacionais, diplomatas e membros da sociedade civil, acadêmicos e ativistas. Na Altice Arena, o local do evento, acontecem os últimos retoques. Nos bastidores, funcionários e voluntários dão forma ao plano, que começou antes da pandemia, para acomodar as conversações que decidirão o mapa de navegação sobre o futuro dos oceanos.

Ambiente 

A ONU News  chegou ao local nesta quinta-feira e conheceu Joana, uma das envolvidas na entrega de credenciais aos participantes. Ela fala da expectativa de acolher as cerca de 12 mil pessoas no Parque das Nações. 

“Apesar de a conferência ainda não ter começado, está um ambiente muito tranquilo, digamos assim. É interessante ver diferentes culturas e falar com diferentes pessoas de diversos pontos do mundo. Estou a gostar bastante.”

Já o jovem angolano José Ribeiro, que vive na Itália, diz que tem maior interesse no evento por fazer parte de uma geração inspirada em explorar os mares no que ainda há por descobrir, nas suas aventuras e mistérios. 

Descobertas 

“Vamos falar primeiro do azul do oceano. Transmite paz para nós. Não somente para nós jovens, mas para a humanidade em si. Uma pesquisa diz que a cor azul dá um tom novo ao ciclo de vida em si. No concernente ao ciclo de vida em si, todas as coisas nesta vida têm um papel importante. O oceano tem o seu. Ainda temos muito por descobrir lá.  Da terra conhecemos muito, mas do oceano não.”

Quando o tema é impulsionar a economia gerada pelos mares e seus recursos, o motorista brasileiro Marco vê uma oportunidade para recomeçar a vida. Ele chegou há um mês e meio a Portugal, sobrevivendo do estágio mais grave da pandemia. 

Uma mochila é tudo o que ele tem por perto, enquanto vai buscando um canto e um trabalho antes de trazer a família ao país. Ele diz que Portugal abre oportunidades de emprego e uma economia estimulada também pelos oceanos, pode gerar benefícios.

“Para todo o mundo, ele é bom: animais, seres humanos e para o clima. Para todo o mundo. Todo o mundo precisa do oceano para manter a relação certa com a Terra. Fica bem para todo o mundo que o oceano seja preservado.” 

A Conferência dos Oceanos da ONU busca mais colaboração global para a defesa e preservação dos mares. Os organizadores, ONU, Portugal e Quênia reforçam o apelo à ação na cidade que será ainda palco de negociações para uma economia azul verdadeiramente sustentável.

Propósito

Olhando para o futuro, as adolescentes Melissa e Tatiana acreditam que gerações mais novas podem ter maior papel protegendo o planeta.  E, segundo elas, as ações para esse propósito são simples.

“Na praia podemos levar um saquinho de lixo para pôr as coisas. Para não deixar o lixo. Lixo no lixo. E isso é importante para preservar o planeta terra. O aquecimento global está aí e o planeta vai começar a aquecer cada vez mais.” 

As sirenes tocam com mais frequência anunciando a chegada de representantes à capital portuguesa, incluindo líderes globais, que atuarão no Parque das Nações.

A Altice Arena é conhecida por acolher os maiores concertos da capital portuguesa. 

Uma das inovações é que as multidões que começam a chegar pisarão um tapete criado a partir de plástico reciclado dos mares.

*Reportagem de Leda Letra e Eleutério Guevane, em Lisboa.
 

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ONU lança Agenda de Ação sobre Deslocamento Interno

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Headline: ONU lança Agenda de Ação sobre Deslocamento Interno

Em vídeo, secretário-geral António Guterres lembra que o dever de acabar com o problema é primordialmente dos governos; número de pessoas deslocadas internamente dobrou nos últimos 10 anos com mulheres, crianças e grupos marginalizados enfrentando os maiores impactos.

O líder das Nações Unidas lança nesta sexta-feira a Agenda de Ação sobre Deslocamento Interno. Em mensagem de vídeo, António Guterres falou sobre a gravidade do problema.

Guterres lembrou que o mundo está enfrentando uma crise de deslocamento interno em números recordes em vários países por causa de tragédias, conflitos, desastres e crises climáticas.

ONU/Eskinder Debebe

Guterres durante visita a um Campo de Deslocados Internos no estado de Borno, na Nigéria

Ucrânia

Muitos foram forçados a fugir. E no caso específico da Ucrânia, pelo menos 13 milhões de pessoas deixaram suas casas e comunidades. Quase dois terços desse total seguem vivendo na Ucrânia.

O secretário-geral lembra que todos têm o dever de ajudar a encontrar soluções para o drama dos deslocados internos. Mas para ele, a responsabilidade primordial é dos governos.

Ao lançar a Agenda, Guterres explica os três objetivos da iniciativa. O chefe da ONU explicou que o primeiro passo é encontrar soluções duradouras para ajudar os deslocados internos. Em segundo lugar, a Agenda quer melhorar crises de futuros deslocamentos. O terceiro ponto é a iniciativa querer assegurar a proteção e assistência mais fortes para as pessoas que estão enfrentando deslocamento.

UNHCR/Abdul Bari Delawery

Metade dos deslocados no planeta são mulheres e meninas

Ação climática e consolidação da paz

O secretário-geral afirma que a todos têm a responsabilidade de ação para resolver o problema, que segundo ele é mais que um assunto humanitário.

Para António Guterres, o tema precisa de uma abordagem integrada que inclua desenvolvimento, consolidação da paz, direitos humanos, ação climática e redução de risco de desastre.

Segundo o Banco Mundial, pelo menos 216 milhões de pessoas serão deslocadas por desastres naturais até 2050.

O chefe das Nações Unidas pediu aos países-membros, sociedade civil e às instituições financeiras internacionais que façam sua pare para ajudar a mudar o quadro.

O lançamento da Agenda de Ação para Deslocamento Interno é baseado em recomendações do Painel de Alto Nível sobre Deslocamento Interno.

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Cinco lições da pandemia sobre como inserir gênero na resposta a crises

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Headline: Cinco lições da pandemia sobre como inserir gênero na resposta a crises

Pelo menos sete em 10 mulheres afirmam que sofrer abusos de um parceiro íntimo está cada vez mais comum, desde o início da pandemia.

Existem 19,7 milhões a menos de trabalhos pagos em todo o globo para as mulheres, comparados a 10,2 milhões a menos que para os homens.

Uma pesquisa realizada em 16 países mostra que as mulheres se dedicaram 29% a mais que os homens ao cuidado com as crianças, semanalmente, em 2020.

Estes riscos, associados a desastres climáticos mais frequentes e ao conflito geopolítico estão revertendo ganhos na igualdade de gênero, que foram conquistados a duras penas.

Para evitar um retrocesso e assegurar um futuro mais paritário será preciso mais ação de governos. Com base num bando de dados global de quase 5 mil medidas de resposta a Covid-19, a ONU Mulheres e o Programa da ONU para o Desenvolvimento, Pnud, lançaram um novo relatório. As entrevistas foram realizadas em 226 países e territórios.

O documento lista prioridades para colocar a questão do gênero no centro da recuperação e das preparações para enfrentar futuras crises.

Para ambas as agências da ONU, existem cinco lições que não podem ser ignoradas.

Veja aqui as cinco lições que não podemos ignorar:

© UN Women/Johis Alarcon

Ativistas participam de marcha contra a violência de gênero no Equador

1. Apoie movimentos feministas e organizações sobre direitos das mulheres

Os movimentos feministas e as organizações de mulheres desempenham papéis importantes como defensores, fiscais e provedores de serviços durante crises de todos os tipos.

No primeiro ano da pandemia, e apesar das restrições dos governos, as mulheres organizaram mais de 7 mil manifestações em 139 países e territórios. Pelo menos um terço dessas demonstrações exigiam ações contra a violência de gênero.

Os alertas soados pelas feministas sobre a “pandemia paralela” da violência contra mulheres e meninas se transformou em resultados concretos de políticas. O estudo das agências da ONU concluiu que países com movimentos feministas mais fortes antes da pandemia adotaram, em média, três medidas a mais de resposta durante a violência que aqueles onde os movimentos de mulheres eram fracos, independentemente da renda da nação em questão.

Nas Ilhas Fiji, por exemplo, ativistas de organizações de mulheres passaram décadas trabalhando para levar serviços aos sobreviventes, advogando por melhores legislações e por maior sensibilidade de policiais e outros atores. Tudo isso deu a base para uma das respostas mais abrangentes da violência contra mulheres e meninas que qualquer outros países durante a pandemia.

Apoiar os movimentos feministas é fundamental para assegurar que as vozes das mulheres serão ouvidas, e que suas necessidades serão atendidas durante e após a pandemia.

© UNICEF/Prashanth Vishwanathan

Mulher segura criança em Vijaynagar, na Índia.

2.Aumente a representação das mulheres e sua liderança

Processos democráticos têm gerado defensores de igualdade de gênero e outros atores progressistas com entradas para formar respostas nacionais a pandemia. O relatório mostra que qualquer que seja a renda de um país, aquelas nações com democracias mais fortes e com maior representação de mulheres nos Parlamentos adotaram um número maior de medidas que levaram em conta a questão do gênero, que em nações em esses recursos.

Embora poucos países tenham tomado providências sobre o trabalho não pago de cuidados de pessoas da família, todas as nações com uma maior parte de mulheres em parlamentos tiveram, em média, uma medida a mais que os países com baixa participação de políticas, independentemente do valor do Produto Interno Bruto, PIB.

O México alcançou a paridade de gênero em ambas as casas do Parlamento em 2018. Em dois anos, a Câmara de Deputados aprovou uma iniciativa promovida por parlamentares feministas que tornava o cuidado um direito constitucional e criava o Sistema Nacional de Cuidado (a iniciativa ainda tem que ser ratificada pelo Senado).

Mesmo assim, as mulheres foram largamente excluídas de forças-tarefas de emergência durante a pandemia. Em 130 países e territórios, apenas 24% da força de Covid 19 eram mulheres. O progresso significativo sobre igualdade de gênero dependerá do aumento de representação das mulheres em espaços de decisão, tanto em tempos de crise como em outros momentos.

© WFP/Sayed Asif Mahmud

Mulheres participantes de um programa de subsistência de segurança alimentar selecionam berinjelas recém-colhidas em Cox’s Bazar, em Bangladesh.

3. Investir agora para aumentar a resiliência a futuros choques

Uma resposta bem-sucedida começa antes de uma crise, jamais depois.

Para enfrentar de forma eficiente a emergência de Covid-19, a existência de uma infraestrutura foi fundamental. Países como serviços públicos robustos e com sistemas de proteção social baseada em gênero puderam contar com estas estruturas para levar o apoio de forma mais rápida e efetiva.

Em grande parte, esta é uma questão de recursos. Desde mitigar impactos econômicos até apoiar sobreviventes da violência, muitos países n Norte Global conseguiram adaptar os sistemas existentes ao contexto da pandemia. Outros países improvisaram os variados graus de sucesso. Nações de renda baixa na África e na Ásia, por exemplo, quase sempre sofreram para responder a crise devido a restrições fiscais.

Mas apesar dessas barreiras, pelo menos 15 países incluindo Brasil, Bangladesh e Libéria aumentaram programas de proteção sociais a trabalhadores informais com provisões especiais para mulheres na economia informal.

Mas a ameaça da austeridade sufocando o progresso prossegue. Investimentos em larga escala em níveis nacional e global serão críticos para apoiar a recuperação e construir a resiliência para o futuro.

Foto: UNDP.

Sobrevivente de violência doméstica com seu bebê.

4.Incentivar tecnologias digitais para igualdade de gênero

Num mundo cada vez mais online, as ferramentas digitais concentram o grande potencial para ativistas e governos. Durante a Covid-19, tais tecnologias sustentaram o ativismo feministas na internet ao mesmo tempo em que facilitavam polícias inovadores e um rápido apoio, alcançando grupos de mulheres geralmente deixadas para trás em “tempos normais”.

Mais de 100 países incluindo Japão, Sri Lanka e Uganda utilizaram ferramentas digitais para adaptar linhas de telefone e apoio psicossocial a sobreviventes de violência. Várias nações também conseguiram aumentar a cobertura e acelerar medidas de proteção social por causa das tecnologias digitais. Em Togo, por exemplo, um programa de transferência digital de dinheiro para trabalhadores informais alcançou 30 mil beneficiados em apenas dois dias após o lançamento. Até 2021, as mulheres totalizavam 63% dos mais de 800 recipientes do programa.

Da mesma forma, a persistência dos fossos de gênero no acesso à infraestrutura financeira e digital continuam a excluir as mulheres, especialmente aquelas de grupos marginalizados. E acabar com essas diferenças, no acesso digital, será fundamental para assegurar que as mulheres não serão deixadas para trás durante crises financeiras.

© Ocha/Christina Powell

Mulheres e crianças deslocadas no nordeste da Nigéria

5. Fortalecer os dados e as provas sobre a questão do gênero durante e após crises

Dados em tempo real foram críticos para construir as medidas que consideram o gênero e para rastrear o que realmente funcionou nas respostas dos governos.

A pandemia acelerou inovações na coleta de dados, como o uso pela ONU Mulheres de fontes não tradicionais de dados, que foram viabilizadas pelas parcerias com governos, operadores de telefonia celular e pelas empresas de pesquisa de mercado para conduzir avaliações rápidas sobre gênero.

Os dados obtidos através dessas avaliações são usados para defender a necessidade de mais recursos para apoiar as mulheres e meninas na Geórgia, na Indonésia e na Ucrânia.

Os planos de recuperação da crise que respondam efetivamente as necessidades de mulheres e meninas dependem da habilidade dos governos para identificar quais são as demandas. Expandir a coleta e uso de dados abrangentes sobre gênero tem de ser uma prioridade na pressão para se alcançar políticas e estruturas paritárias.

 

MIL OSI

Fórum de Aswan: Construir sobre o desenvolvimento económico e social para alcançar a paz e o desenvolvimento sustentável

MIL OSIABIDJAN, Costa do Marfim, 24 de junho 2022/APO Group/ —

O primeiro dia do Fórum de Aswan para a Paz e Desenvolvimento Sustentáveis, que está a realizar a sua terceira edição de 21 a 23 de junho de 2022 no Cairo, Egito, terminou com uma sessão plenária intitulada “Acordos de Segurança Regionais e Esforços de Reconstrução e Desenvolvimento Pós-Conflito da União Africana”.

Vários líderes seniores e representantes de organizações regionais estratégicas envolvidos nestas questões foram reunidos para a ocasião. Ao lado do Secretário Executivo da Comissão da Bacia do Lago Chade e Chefe de Missão da Task-Force Conjunta Multinacional contra o Boko, Haram Mamman Nuhu, e para além de uma mensagem em vídeo de Maman Sidikou, Alto Representante da União Africana para o Mali e o Sahel, houve discursos de Sandra Adong Oder, Chefe Interina da Unidade de Reconstrução e Desenvolvimento Pós-Conflito da União Africana, Cedric de Coning, do Grupo de Investigação de Paz, Conflito e Desenvolvimento do Instituto Norueguês de Assuntos Internacionais e Thomas Viot, líder dos Programas de Industrialização do Banco Africano de Desenvolvimento.

O objetivo era discutir os esforços de reconstrução pós-conflito da União Africana com outras organizações estratégicas em África, tais como o Banco Africano de Desenvolvimento, que está envolvido em muitos desses projetos, e para demonstrar como a segurança, a paz e o desenvolvimento estão inextricavelmente ligados, especialmente tendo em conta a necessidade de trabalhar a longo prazo, e não apenas numa emergência.

Para tal, como todos os oradores concordaram, os esforços de reconstrução pós-conflito em África requerem apoio internacional, tanto dos Estados como de organizações e parceiros bilaterais e multilaterais, para que a paz e o desenvolvimento sustentáveis possam ser alcançados.

A construção da paz a longo prazo requer a criação de oportunidades para pessoas em situações delicadas e frágeis de segurança ou pós-conflito”, disse Mamman Nuhu, Secretário Executivo da Comissão da Bacia do Lago Chade e chefe da Força Multinacional que combate o Boko Haram na Nigéria e na Bacia do Lago Chade. Ele disse que são necessários esforços de desenvolvimento para evitar que as pessoas, especialmente os jovens, sejam tentadas a juntar-se a grupos extremistas. “Precisamos de reforçar os recursos humanos”, acrescentou ele.

Sandra Adong Oder, chefe interino da reconstrução e desenvolvimento pós-conflito na União Africana, concordou com Maman Sidikou, Alto Representante da União Africana para o Mali e o Sahel, que exortou a uma maior colaboração entre organizações e a uma melhor integração dos esforços de paz nos mecanismos existentes. Além de destacar o papel das Comunidades Económicas Regionais do continente africano, falou longamente sobre a criação do Centro da União Africana para a Reconstrução e Desenvolvimento Pós-Conflito, lançado no Cairo a 21 de dezembro de 2021.

Parceiro estratégico do Fórum de Aswan desde a sua criação, o Banco Africano de Desenvolvimento está fortemente empenhado na reconstrução pós-conflito em muitas partes do continente, ajudando a restaurar uma paz sustentável e, acima de tudo, a estabelecer um desenvolvimento inclusivo a longo prazo. Para além da sua Estratégia 2022-2026 sobre Fragilidade e Resiliência em África (https://bit.ly/3HQFrAH), a sua Estratégia para a Industrialização de África, que vai até 2025, aborda especificamente a necessidade de ligar a segurança, a reconstrução e o desenvolvimento económico e social. Em cinco anos, entre 2016 e 2020, o Banco Africano de Desenvolvimento investiu 8,15 mil milhões de dólares na industrialização dos países do continente. Para melhor ilustrar o alcance e a diversidade das ações realizadas, Thomas Viot, coordenador principal dos programas de industrialização do Banco, citou numerosos projetos – em Madagáscar, Senegal, Mali, Guiné e Togo, em particular – que, ao estimularem o setor privado à escala local, articulam esta concordância entre atividades económicas, os benefícios sociais, a paz e a segurança.

“Há um consenso geral de que o investimento privado num ambiente frágil não pode ter lugar nas mesmas condições que noutros locais”, disse. “Portanto, precisamos de criar instrumentos inovadores que não existem hoje em dia. A mensagem do Banco Africano de Desenvolvimento é clara, tal como o seu mandato, que está alinhado com as suas cinco prioridades estratégicas (High 5) (https://bit.ly/2nAoc1w): promover o desenvolvimento industrial e apoiar empresas de todas as dimensões, a fim de aumentar a produtividade e criar empregos formais, mas também para melhorar as balanças comerciais dos países”. Como pormenorizou Thomas Viot, isto ajudará a construir perspetivas futuras para as populações envolvidas, e assim consolidar a paz e a segurança.

“As instituições financeiras de desenvolvimento precisam de assegurar que os seus acionistas estão a financiar adequadamente o seu mandato para enfrentar a fragilidade”, acrescentou.

Financiamento, recursos humanos, colaboração entre organizações envolvidas no terreno, mobilização e coordenação internacional, eficiência e visão a longo prazo… As muitas prioridades levantadas pelas questões de segurança e reconstrução e desenvolvimento pós-conflito foram, por sua vez, abordadas. Estas prioridades só são agravadas por outras ameaças, tais como a crise climática (deterioração da terra, deslocações de populações) ou os riscos de uma crise alimentar causada pela guerra na Ucrânia.

Lisboa recebe sessão do Cine ONU com documentário sobre baleia solitária

Source: United Nations – in Portuguese

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Diretor do filme The Loneliest Whale conversou com a ONU News na capital de Portugal, fazendo uma comparação entre a história do mamífero e a solidão sentida pelas pessoas durante o confinamento; evento é um dos destaques da Conferência dos Oceanos das Nações Unidas, onde líderes de todo o mundo devem firmar tratado global para a proteção da vida marinha.  

A cidade de Lisboa está, neste fim de semana, repleta de eventos culturais ligados à proteção da vida marinha. O motivo é o início da Conferência dos Oceanos da ONU, nesta segunda-feira 27 de junho e que tem lugar até 1 de julho. 

O primeiro evento é na noite desta sexta-feira: no tradicional Cinema São Jorge, na Avenida da Liberdade, haverá uma sessão do Cine ONU, com a exibição do documentário “The Loneliest Whale”.  

História global sobre solidão  

A procura pela baleia “hertz 52, que os cientistas acreditam ter passado toda a vida se comunicando em uma frequência diferente das outras baleias” é a história central do documentário que teve produção-executiva dos atores Leonardo DiCaprio, mensageiro de Paz da ONU,  e Adrian Grenier,  embaixador do Programa da ONU para o Meio Ambiente. 

A ONU News foi até o bairro de Alfama conversar com o realizador do filme, Joshua Zeman, que está pela primeira vez na capital de Portugal. Ele contou que a história da baleia acaba sendo uma história global sobre isolamento e solidão. 

Zeman avalia que falar sobre solidão era um tabu até a pandemia de Covid-19 acontecer. Com isso, mais pessoas conseguiram enxergar o que ele viu na história da baleia 52: “uma maneira de se expressar emocionalmente, já que mesmo as baleias que estão isoladas na escuridão do mar conseguem se comunicar por longas distâncias por meio de frequências”.  

Empatia do público  

O diretor do documentário lembra que o mesmo acontece com as pessoas, que conseguem se comunicar apesar das distâncias, por meio de aplicativos ou das redes sociais. 

Joshua Zeman destaca que a vida começa nos oceanos, mas que o grande desafio passa por fazer as pessoas se importarem com a causa. A baleia 52 acaba atraindo a atenção e a empatia do público por ser um animal gigante que enfrenta a solidão.  

A sessão do Cine ONU em Lisboa é organizada pela ONU Portugal, pela Câmara Municipal de Lisboa, pela Embaixada dos Estados Unidos em Portugal e pela Fundação Oceano Azul.  

A exibição do filme começa às 19h, com 96 minutos e pelo menos 600 pessoas já confirmaram presença.  

No sábado à tarde, será a vez da inauguração da Exposição Década do Oceano, na Praça do Rossio, região central de Lisboa, um evento que tem o apoio da Unesco. Artistas de todo o mundo criaram instalações originais para criar conscientização sobre a causa dos oceanos.  

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Novos estudos indicam urgência de medidas contra crise de aprendizagem causada por pandemia

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Headline: Novos estudos indicam urgência de medidas contra crise de aprendizagem causada por pandemia

Relatórios lançados por Banco Mundial, Unicef e Unesco, entre outras agências, mostram o quanto a pandemia impactou crianças mais novas e vulneráveis na América Latina e no Caribe.

Várias agências da ONU e o Banco Mundial informaram que quatro em cada cinco alunos do sexto ano do ensino fundamental/ na América Latina e no Caribe não serão capazes de ler e interpretar um texto simples. E essa dificuldade tem nome: pobreza de aprendizagem.

Embora a região já sofresse uma crise de aprendizagem antes da pandemia, esse aumento é bastante considerável. Um novo estudo ressalta que essas perdas no ensino podem custar aos estudantes da região uma redução de doze por cento na renda ao longo da vida.

© UNICEF/Alessandro Potter

Reabertura segura de escolas no nordeste do estado do Rio Grande do Norte, no Brasil

Atraso na aprendizagem

Segundo o estudo, o fechamento prolongado das escolas devido à Covid-19 pode ter provocado um atraso equivalente a mais de uma década nos resultados de aprendizagem na região.

Por causa da pandemia, as escolas da América Latina e do Caribe tiveram um dos períodos mais longos de fechamento em todo o mundo. Em média, os estudantes perderam, de forma integral ou parcial, dois terços de todas as aulas presenciais desde o início da crise. O prejuízo escolar afetou de forma desproporcional as crianças mais novas e vulneráveis, o que pode agravar as desigualdades de longa data na região.

O Banco Mundial e as agências da ONU apelam aos governos que concentrem as suas políticas em duas estratégias: promover o retorno às escolas e recuperar as aprendizagens. Para isso, recomenda-se concluir a reabertura de todas as escolas de modo sustentável; rematricular todos os estudantes; evitar o êxodo escolar e valorizar os professores.

Pep Bonet/NOOR for FAO

Estudantes almoçam na escola na Guatemala

 

Fechamento das escolas

Já um outro relatório sobre pobreza de aprendizagem lançado pelo Banco Mundial, Unesco e Unicef, entre outras instituições, mostra a América Latina e o Caribe na segunda pior posição global.

Apenas a África Subsaariana apresenta um índice mais alto de pobreza de aprendizagem. Nessa região, cerca de nove em cada 10 estudantes serão incapazes de ler e compreender um texto simples no fim do ensino fundamental.

Ainda mais preocupante é o fato de a região da América Latina e do Caribe apresentar o maior aumento nesse índice desde 2019. De acordo com o relatório, isso provavelmente ocorreu por causa do fechamento prolongado das escolas.

Por Mariana Ceratti, do Banco Mundial Brasil

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Em evento sobre oceanos, Xanana Gusmão pede mais investimentos para Timor-Leste

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Timor-Leste organizou uma sessão de diálogo interativo, a Díli Ocean Talks, apoiada pelas Nações Unidas e pela Embaixada de Portugal.

Xanana Gusmão liderou o grupo de negociação de Timor-Leste do Conselho para a Delimitação Definitiva das Fronteiras Marítimas, que resolveu de forma conciliatória uma disputa com a Austrália.

No evento, em Díli, Xanana explicou porque é relevante buscar progressos com uma mobilização global de forças em favor dos mares, sem tirar da mira a realidade local.

“Tasi tem um significado especial: T de Timor. A para Azul, S para Sustentável e I de Inovador. O que significa que Timor é Tasi. Significa que Timor quer ser azul, sustentável e inovador. Timor é Tasi.”

ONU Timor-Leste

Xanana Gusmão disse que o mundo unido pode fazer a diferença por um melhor investimento no futuro dos oceanos

Economia azul

Xanana Gusmão disse que o mundo unido pode fazer a diferença por um melhor investimento no futuro dos oceanos.

“Chegou a altura de olhar para os oceanos com os olhos postos no futuro. Com uma visão estratégica. A história de Timor-Leste é de esperança, porque o mar de Timor não tem só recursos minerais e energéticos. Reserva também zonas com a maior concentração de biodiversidade do mundo, como é o caso das águas e ao redor da ilha de Ataúro.”

A região é a aposta do país para abrigar um centro internacional de preservação da vida marinha e da biodiversidade.

© Timor Aid

Tais, o tradicional tecido feito à mão no Timor-Leste desempenha um papel importante na vida do povo timorense

Diálogos

No evento sob o lema “Promover e Fortalecer Economias Sustentáveis Baseadas nos Oceanos: O Potencial do Mar em Timor-Leste”, Xanana pediu investimentos inteligentes adaptados ao contexto timorense, para reforçar o avanço da economia azul em países insulares.

Para tal propósito, ele apelou a um compromisso sério com foco “em nações mais ricas, com mais recursos financeiros e capacidades técnicas e científicas, mas também as que mais têm castigado os oceanos”.

A sessão foi selada com a entrega do tais, o pano cerimonial timorense cujo tecido, preservado por gerações, é agora protegido pelo risco de extinção. O símbolo de identidade cultural no colarinho marca o trajeto do grupo para Lisboa e em cor azul-marinho.

Unpd/Yuichi Ishida

Uma mulher planta árvores de mangue em uma área de pântano no Timor Leste

Conferência dos Oceanos

Representantes do Timor-Leste estão a caminho da Conferência dos Oceanos em Lisboa passando por Bruxelas e Londres. Nessas capitais europeias, o tema é falar de atuação local, sem perder de vista a perspectiva global da agenda pelos mares.

O primeiro-ministro e a chefe da pasta dos Negócios Estrangeiros representam o governo na reunião internacional, que será aberta na segunda-feira.  O primeiro presidente do Timor-Leste, Xanana Gusmão, também estará no evento.

ONU Timor-Leste

Timor-Leste organizou uma sessão de diálogo interativo, a Díli Ocean Talks apoiada pelas Nações Unidas e pela Embaixada de Portugal

Espécies de recifes de corais

Com mais de 70 mil km² de extensão marítima, Timor-Leste integra o chamado Triângulo de Coral, marcado pela riqueza em biodiversidade e recursos naturais.

A área com 500 espécies de recifes distribuídas pelos territórios banhados pelos Oceanos Pacífico e Índico abarca as zonas econômicas exclusivas da Indonésia, das Filipinas, da Malásia, da Papua Nova-Guiné e das Ilhas Salomão.

A região tem um misto de esperanças e desafios. Mesmo com potencial para atrair turistas, esta realidade contrasta com a falta de infraestrutura e com os altos custos de operação da indústria do turismo.

Recentemente, foi enfatizada a riqueza da vida selvagem trazida à região trazida por baleias raras. A situação também destaca a questão da conservação da biodiversidade.

Empregos

O chefe do Sistema das Nações Unidas em Timor-Leste, Roy Trivedy, revelou que no caminho da Conferência de Lisboa é preciso ambição para abraçar oportunidades para melhorar, criar empregos sustentáveis e enfrentar desafios para mudança.

Ele recomendou uma reflexão para melhora de dados relacionados à área marítima que Timor-Leste controla, cruciais para a economia azul.

Outras sugestões são melhorar a capacidade nacional para aproveitar o potencial, incentivar parcerias público-privadas e estabelecer uma tributação favorável a modelos de negócios sustentáveis.

ONU Timor-Leste

Roy Trivedy revelou que no caminho da Conferência de Lisboa é preciso ambição para abraçar oportunidades

Multilateralismo

O representante do Ministério de Negócios Estrangeiros, embaixador Roque Rodrigues associa a ida a Lisboa com a necessidade do Timor-Leste em “manter uma presença ativa em organismos multilaterais”.

“Tanto na região, diante de desafios como a pesca ilegal, o estabelecimento de uma autoridade marítima nacional dotada de meios e competências para fazer face a todo o tipo de atividade ilícita. Perante os desafios que temos que enfrentar, é um imperativo estabelecer parcerias, reforçar o espírito de equipa e estabelecer recursos de coordenação e uma imensa capacidade de diálogos. Timor-Leste sente que é importante fortalecer uma abordagem multilateral.”

Já a embaixadora portuguesa em Díli, Manuela Bairros, disse que o Estado insular não poderia estar ausente deste debate.  Ela citou um documento do Gabinete para as Fronteiras Marítimas ressaltando que para o povo de Timor-Leste os oceanos integram seu modo de vida.

“Os mares têm significado espiritual para o povo timorense. Muitos timorenses dependem do mar para a sua subsistência e para o seu sustento. Através da pesca e colheita de espécies marinhas como o atuam, o polvo e as águas.”

Pesca ilegal e ameaças

A pesca furtiva é uma ameaça. A prática ilegal contrasta com a captura artesanal e mais comum entre a população que carece de meios de segurança e modernização. 

Aliada a outras práticas da economia azul, a atividade é vista como um fator alternativo para o setor petrolífero que domina a economia gerando cerca de 70% do Produto Interno Bruto.

As autoridades do país esforçam-se para diversificar a dependência econômica do petróleo, que representa ainda mais de 90% das exportações e acima de 80% das receitas anuais do Estado.

Banco Mundial/Alex Baluyut

Timor-Leste continua dependendo da importação de 40% do total de alimentos que consome

Biodiversidade e preservação da vida marinha

A delegação que parte para Lisboa enfatiza a importância de uma transformação econômica com colaboração do mundo com a proximidade aos oceanos, acesso à diversidade de recursos biológicos, geológicos, minerais e geoestratégias bem usados.

A gestão dos mares de forma sustentável e equilibrada é um alvo considerado ainda de alcançará em todo o mundo como parte do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 14.

MIL OSI