“Não há tempo para perder”, afirma Guterres sobre meta de zerar emissões

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Headline: “Não há tempo para perder”, afirma Guterres sobre meta de zerar emissões

Secretário-geral da ONU falou ao Grupo de Especialistas Net-Zero, que busca formular recomendações para zerar emissões de carbono; trabalho é liderado pela ex-ministra do Canadá, Catherine McKenna; próxima reunião está prevista para maio.

Como parte dos esforços de ação climática da ONU, o Grupo de Especialistas Net-Zero do secretário-geral se reuniu pela primeira vez nesta semana.

Eles têm a missão de desenvolver padrões mais fortes e claros para compromissos de emissões líquidas zero por entidades não-estatais, como empresas, investidores, cidades e regiões, e acelerar sua implementação.

Foto: © NASA/Kathryn Hansen

A perda das camadas de gelo acelera o aquecimento global.

Aquecimento global

Em mensagem, António Guterres agradeceu ao grupo por assumir o que ele chamou de “tarefa crucial”.

Para o chefe da ONU, as habilidades e experiência da ex-ministra do meio ambiente do Canadá, Catherine McKenna, que lidera o grupo, podem ajudar a manter a meta do aquecimento global no limite de 1.5oC.

Guterres afirma que o caminho é claro: diminuir as emissões globais em 45% até 2030. Para ele, não há exagero na urgência em reforçar a mensagem e que as ações devem começar “ontem”.

O secretário-geral disse os setores estão usando a guerra na Ucrânia “cinicamente” para reforçarem seus interesses em manter as altas emissões de carbono provenientes de combustíveis fósseis

Ele notou que as barreiras financeiras e técnicas à implantação de energia renovável estão prejudicando muitos países em desenvolvimento. E acrescentou que o mundo está numa “corrida contra o tempo” e que não há espaço para “movimentos falsos ou qualquer forma de greenwashing”.

O termo greenwashing é utilizado para criticar a apropriação do discurso ambiental por organizações, como governos e empresas, sem ações concretas.

Unsplash/Adam Marikar

Conferência de Glasgow é tida como a última e melhor esperança de se manter o limite de aquecimento de 1,5 ºC ao alcance

Déficit de credibilidade

O secretário-geral lembrou que criou o grupo devido a um “déficit de credibilidade e um excesso de confusão” sobre reduções de emissões e metas líquidas zero.

Ele afirma que é necessário garantir que os compromissos de zerar as emissões sejam ambiciosos e confiáveis e estejam alinhados com altos padrões de integridade e transparência ambiental.

Para Guterres, a melhor proteção contra “interesses especiais” será a total transparência de suas consultas e processos.

Tarefas do grupo

O Grupo de Especialistas, composto por 18 membros se reunirá pessoalmente em maio, com a presença de António Guterres. A única integrante de língua portuguesa é a ativista de Moçambique, Graça Machel.

A principal tarefa dos especialistas é fazer recomendações que promovam ações climáticas ambiciosas e integridade ambiental, abordando quatro áreas específicas.

É esperado do grupo a definição de padrões para o estabelecimento de metas líquidas zero e critérios de credibilidade para avaliar os objetivos, para que seja possível mensurar e reportar as entregas.

Os especialistas também devem trabalhar no estabelecimento de processos para verificação e contabilização do progresso em direção a compromissos líquidos zero e planos de descarbonização relatados.

Por fim, eles devem criar um roteiro para traduzir padrões e critérios em regulamentos de nível internacional e nacional.

MIL OSI

Guerra na Ucrânia deixa milhares de pessoas com HIV sem tratamento

Source: United Nations – in Portuguese

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Segundo Unaids, situação é urgente, sendo que 152 mil civis recebiam medicamento diário para tratar o vírus; leste europeu e Ásia central são regiões com a taxa mais rápida de crescimento de HIV no mundo.

O Programa Conjunto da ONU sobre HIV/Aids, Unaids, está alertando para a urgência da situação das pessoas com o vírus na Ucrânia. Segundo a agência, a guerra causou a destruição dos serviços de saúde e interrupções logísticas na cadeia de suprimento de medicamentos.

Com isso, dezenas de milhares de soropositivos estão sem receber tratamento. O Unaids calcula que antes do conflito, 260 mil ucranianos eram soropositivos sendo que 152 mil estavam tomando os antirretrovirais, diariamente.

UNAIDS

Interrupção do tratamento pode gerar complicações, incluindo resistência aos medicamentos contra o HIV

Usuários de Drogas

A falta de acesso aos medicamentos e a serviços de prevenção pode causar “uma onda de mortes e o reaparecimento da Aids endêmica na Ucrânia.”

Mais de 40 centros de saúde, que ofereciam serviços de tratamento, prevenção e cuidados foram destruídos no conflito. Quase 21% dos usuários de drogas injetáveis na Ucrânia são soropositivos, assim como 7,5% dos homens homossexuais e 5,2% dos trabalhadores do sexo.

Refugiados

O Unaids destaca que o apoio precisa ser reforçado ao país em guerra e além das fronteiras, uma vez que o leste europeu e a Ásia central são as regiões do mundo onde a taxa de HIV cresce de forma mais acelerada, onde 1,6 milhão convivem com o vírus.

Cerca de 30 mil ucranianos, que estão fugindo para outros países, precisam receber tratamento antirretroviral com urgência – muitos estão na Polônia, Armênia, Alemanha e Moldávia.

Para responder à crise, o Unaids trabalha em conjunto com várias organizações, incluindo o Fundo Global contra Aids, Tuberculose e Malária e o governo da Ucrânia, para garantir que o país receba medicamentos suficientes para um ano.

Um lote inicial com mais de 18 milhões de kits de antirretroviral já está sendo distribuído em parceria com o governo e a organização 100% Life, a maior da Ucrânia em prol dos soropositivos.

MIL OSI

Guterres diz ao presidente Zelensky que ONU não desistirá de cessar-fogo na Ucrânia

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Em Kyiv, António Guterres expressou sua frustração com falha do Conselho de Segurança em evitar a guerra; mas ressaltou o trabalho de 1,4 mil funcionários das Nações Unidas que estão atuando no país; ele destaca que mais de 3,4 milhões de pessoas receberam ajuda humanitária e total irá dobrar até agosto.

O secretário-geral das Nações Unidas falou a jornalistas sobre a guerra na Ucrânia, em Kyiv, capital do país, ao lado do presidente Volodymyr Zelensky.  

António Guterres foi claro ao dizer que “o Conselho de Segurança falhou em fazer todo o possível para evitar e acabar com esta guerra” e afirmou que isso é motivo para “um grande desapontamento, frustração e raiva.”

UN Photo/Eskinder Debebe

Secretário-geral da ONU, António Guterres fala à mídia em Kyiv, capital da Ucrânia

Funcionários prestam ajuda humanitária 

Guterres destacou o que viu durante o dia nesta quinta-feira pelas ruas da capital ucraniana e outras cidades perto de Kyiv: destruição completa, perdas de vidas e “violações inaceitáveis dos direitos humanos”. Ele lembrou ainda que a posição da ONU sobre o conflito é bastante clara: a invasão por parte da Rússia viola a integridade territorial da Ucrânia e a Carta das Nações Unidas. 

O secretário-geral disse ao povo ucraniano que o mundo está admirado com sua resiliência e resolução. Ele destacou os esforços de mais de 1,4 mil funcionários da ONU, a maioria ucranianos, que continuam trabalhando no país.

© UNICEF/Evegeniy Maloletka

Danos causados após bombardeio em Mariupol, no sudeste da Ucrânia.

Retirada de civis em Mariupol 

Segundo Guterres, a organização já forneceu ajuda humanitária a 3,4 milhões de pessoas dentro da Ucrânia e a meta é mais que dobrar este total até o fim de agosto, atingindo 8,7 milhões. Outro foco das operações é a assistência em dinheiro, sendo distribuídos cerca de US$ 100 milhões por mês. 

Segundo ele, mais de 12 milhões de ucranianos já fugiram de suas casas, sendo que os países vizinhos receberam mais de 5 milhões de refugiados e garantiu a esses civis e ao presidente Zelenskyy que a ONU não desistirá e continuará insistindo em um cessar-fogo. 

Guterres explicou que estão em andamento “discussões intensas para tornar realidade” a proposta de envolver as Nações Unidas e a Cruz Vermelha na evacuação de civis em Mariupol, a cidade portuária do sul da Ucrânia.

UN Photo/Loey Felipe

Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, discursa na reunião do Conselho de Segurança sobre a situação na Ucrânia

Palavras de Zelensky

Durante a conversa com jornalistas, o presidente da Ucrânia comentou propostas de terceiros sobre um referendo a respeito do status da região da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014. 

Zelensky afirmou que “a Ucrânia e o mundo civilizado não vão reconhecer nenhum referendo sobre a Crimeia” e ressaltou ainda que “não se pode ter parte da Ucrânia anexada pela Rússia à força”.

O líder ucraniano falou que a situação é complexa e que “gostaria de obter detalhes sobre qualquer negociação entre Rússia e Ucrânia”. Zelensky afirmou aos jornalistas que “existem temas de aspecto humanitário, de segurança alimentar que não se refere só à Ucrânia, mas a outros países”. 
 

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“O pior crime de guerra é a própria guerra”, afirma Guterres na Ucrânia

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Secretário-geral das Nações Unidas esteve em três cidades fortemente atacadas pelas forças russas perto da capital ucraniana Kyiv; ele reforçou que a guerra é absurda e inaceitável; Guterres ainda fez um apelo para que investigações sigam e que os autores responsabilizados.

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, chegou à Ucrânia nesta quinta-feira. Ele tem encontros separados com o presidente Volodymyr Zelenskyy e o ministro de Relações Exteriores, Dmytro Kuleba.

A visita do chefe da ONU ao país acontece após Guterres se reunir também com os chefes de Estado da Turquia, Rússia e Polônia. Todos sobre a guerra no território ucraniano e na busca de formas de acesso de ajuda humanitária, evacuação de civis e pelo fim da violência.

UN Photo/Eskinder Debebe

Secretário-geral da ONU, António Guterres fala à mídia em Kyiv, capital da Ucrânia

Visita à Ucrânia

O secretário-geral visitou três cidades perto de Kyiv fortemente afetadas, que tiveram a infraestrutura civil destruída. Ao observar os abalos causados pela violência, ele contou que imaginava como seria sua própria família vivendo nas casas alvejadas e fugindo dos ataques.

Para Guterres, a guerra no século 21 é um absurdo e inaceitável. Ao ver de perto a destruição, ele expressou pêsames às famílias das vítimas.

Reações

Ao passar pelas cidades bombardeadas de Borodyanka, Bucha e Iprin, o secretário-geral ficou chocado e lembrou que famílias inteiras e crianças tiveram que enfrentar essas imagens de horror.

Em Bucha, o líder da ONU visitou um local no qual havia uma vala comum onde centenas de pessoas foram enterradas por familiares e vizinhos. Ele afirmou que é de extrema importância abrir investigações sobre a ofensiva à Ucrânia, reforçando seu apoio ao trabalho do Tribunal Penal Internacional, TPI.

Guterres ainda fez um apelo para que a Rússia coopere com as investigações. Ao falar sobre os crimes de guerra, ele disse que “o pior crime de guerra é a própria guerra”.

UN Photo/Eskinder Debebe

Secretário-geral da ONU, António Guterres, visita Irpin, na Ucrânia.

Civis

Em Irpin, o chefe da ONU visitou um complexo residencial destruído e afirmou que o “cenário horrível demonstra algo que infelizmente é sempre verdade: os civis sempre pagam o preço mais alto”.

De acordo com o Centro de Satélites das Nações Unidas, 71% de Irpin foi destruída.

No início deste mês, a chefe de direitos humanos da ONU, Michelle Bachelet, disse que ficou “horrorizada” com imagens mostrando os corpos de civis mortos nas ruas de Bucha e em sepulturas improvisadas.

Para a alta comissária, os relatos levantam questões sérias sobre possíveis crimes de guerra, bem como graves violações do direito internacional humanitário e dos direitos humanos.

Investigações

Sobre o apelo feito pelo secretário-geral na busca de justiça para as vítimas na Ucrânia, o promotor do TPI, Karim Khan, falou a jornalistas, na noite de quarta-feira, do lado de fora do Conselho de Segurança na sede da ONU em Nova York.

Ele afirmou que esse é um momento de ação e que o “direito internacional não pode ser um espectador passivo”, precisando se mover para proteger e buscar responsáveis.

O promotor conduz uma investigação sobre possíveis crimes de guerra e contra a humanidade desde 2 de março, após o encaminhamento de um pedido de 43 Estados-membros.

O foco da investigação são “supostos crimes cometidos no contexto da situação na Ucrânia desde 21 de novembro de 2013”.

Segundo Khan, desde o início da investigação, uma equipe de especialistas já examinou vários locais na Ucrânia, incluindo Lviv, Kyiv e Bucha.

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Apelo a ação marca Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho

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Headline: Apelo a ação marca Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho

Comemorações desta quinta-feira coincidem com o Dia Internacional de Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho; ONU ressalta que sucesso no enfrentamento à crise de saúde requer cooperação de governos, empregadores e trabalhadores. 

Neste 28 de abril é assinalado o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho, sob o lema “Agir em conjunto para construir uma cultura positiva de segurança e saúde”.  

Na data, o movimento sindical marca ainda o Dia Internacional de Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho. 

Experiências  

Unsplash/Josue Isai Ramos Figuer

Pelo menos 1,9 milhão de pessoas já perderam a vida em acidentes de trabalho.

Em Genebra, a Organização Internacional do Trabalho, OIT, organiza o debate virtual de alto nível com representantes de governos, empregadores, profissionais e especialistas. O foco é na partilha de experiências e práticas sobre prevenção de acidentes e doenças ocupacionais. 

As celebrações deste ano pretendem estimular o diálogo social rumo a uma cultura de segurança e saúde em ambiente laboral. 

Foi em 2003 que a agência da ONU começou a observar o Dia Mundial, para dar maior visibilidade ao cuidado com acidentes e doenças ocupacionais. O alvo faz parte da Estratégia Global sobre Segurança e Saúde no Trabalho.  

A série de ações preventivas é inspirada nas conclusões da Conferência Internacional do Trabalho, realizada no mesmo ano. 

Governos e empregadores  

© OIT/Jean‐Pierre Pellissier

Inovação pode aumentar riscos à segurança no trabalho

A ONU destaca que a pandemia evidenciou um forte sistema de segurança no trabalho marcado pela participação significativa de governos, empregadores, funcionários, agentes de saúde pública e outros envolvidos em níveis nacional e empresarial. 

O maior efeito foi a proteção dos ambientes ocupacionais, da segurança e da saúde dos trabalhadores. 

A ONU aponta ainda que novos riscos ocupacionais podem ser causados por fatores como inovação técnica, mudança social ou organizacional em campos como novas tecnologias e processos de produção. 

Estas ameaças podem ser agravadas por novas condições laborais, como o aumento da carga de tarefas como resultado da redução de recursos humanos, más condições associadas à migração e empregos na economia informal. 

Medidas adequadas  

Novas ameaças podem surgir do autoemprego, terceirização ou contratos temporários. Estas situações requerem uma melhor compreensão científica e requerem uma melhor percepção, segundo a ONU. 

A organização destaca que várias crises ensinaram que os locais de trabalho podem ser grande importância para prevenir e controlar surtos.  

Por outro lado, medidas adequadas de segurança e saúde ocupacionais podem desempenhar um papel crucial para conter doenças, protegendo os funcionários e a sociedade em geral.  

Para fazer frente à pandemia, a organização defende que é essencial melhorar ainda mais a cooperação entre governos, empregadores e trabalhadores. 

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OMS apoia vacinação para conter 14º surto de ebola na RD Congo

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Headline: OMS apoia vacinação para conter 14º surto de ebola na RD Congo

Primeiro lote chegou com cerca de 200 doses; autoridades de saúde acompanham 233 pessoas que tiveram contato com infectados; primeira investigação aponta origem de infecções em hospedeiro animal.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, apoia uma campanha de imunização para conter o 14º surto de ebola na  República Democrática do Congo, RD Congo.

Esta quinta-feira,  a vacinação arrancou em Mbandaka, capital da província de Equateur, no noroeste. 

Pacientes 

A meta da iniciativa é conter a propagação do vírus após o início de novas infeções  que em uma semana já mataram duas pessoas.

A agência da ONU enviou cerca de 200 doses da vacina rVSV-Zebov Ebola para a área da cidade oriental de Goma.

Unicef/Mulala Josué

Vacinação arrancou em Mbandaka, capital da província oriental de Equateur

Mais doses serão entregues gradualmente nos próximos dias para a campanha de vacinação que usa a “estratégia do anel”. 

Campanha

O alvo são pessoas que tiveram contato com pacientes e os chamados contatos dos contatos, bem como os profissionais da linha de frente e do setor de saúde.

Até o momento, foram identificadas 233 pessoas que tiveram contato com infectados e estão sendo monitoradas. Três equipes atuam no terreno na campanha que pretende alcançar pessoas de alto risco. 

A doença foi relatada somente no distrito de saúde de Mbandaka, onde além da vacinação as autoridades nacionais de saúde intensificam a resposta. 

Investigação 

Um centro de tratamento recém-montado contém 20 leitos. A vigilância de doenças e a investigação de casos suspeitos pretendem  detectar novas infecções.

OMS/Junior D. Kannah

Vírus, altamente infeccioso, causa febre hemorrágica e pertence à família do ebola

A diretora do Escritório da OMS na África falou de potenciar o fornecimento do suporte em material, além de seis epidemiologistas para auxiliar na resposta.

Matshidiso Moeti disse que a ação com vacinas eficazes e a experiência dos profissionais de saúde congoleses o auxílio “pode melhorar rapidamente a direção do surto”. A atuação envolve  todos os principais aspectos da resposta de emergência.

Novo evento  

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, a análise do primeiro caso confirmado constatou que a origem num hospedeiro ou reservatório animal. 

A OMS disse ainda que investigações estão em andamento para determinar como as infeções começaram e o primeiro paciente foi contaminado.

Do total de 14 surtos registrados na RD Congo desde 1976, seis ocorreram depois de 2018. 
 

Banco Mundial/Vincent Tremeau

Homem na RD Congo recebe vacina contra ebola durante o último surto

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Jacarta receberá ministros de todo o mundo para debaterem crise da água

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Headline: Jacarta receberá ministros de todo o mundo para debaterem crise da água

Diretora-executiva da Iniciativa Saneamento para Todos do Unicef, Catarina de Albuquerque, revela à ONU News que este será um dos maiores encontros sobre o tema; representantes dos países criarão plano com passos concretos para alcance do ODS 6 antes de 2030.  

A crise da água é o foco de um encontro ministerial que será realizado em maio em Jacarta, na Indonésia. Ministros de pelo menos 80 países já estão confirmados, englobando os setores da Água, do Meio Ambiente, da Saúde e da Economia. 

A diretora-executiva da Iniciativa Saneamento e Água para Todos, do Unicef, já está em Jacarta e revela que esta será uma das maiores reuniões internacionais sobre o recurso natural. Catarina de Albuquerque contou à ONU News os três temas centrais do evento marcado para os dias 18 e 19 de maio. 

Crise climática e pandemia 

Foto: © WFP/Marwa Awad

Mulher coleta água em cidade inundada no estado de Jonglei, Sudão do Sul.

“Para discutirem a importância tanto da água e do saneamento para a recuperação da economia, para a recuperação do mundo a seguir à crise pandêmica e também para nos ajudar a lidar e adaptar a crise que estamos a sofrer, fruto das alterações climáticas.” 

A especialista Catarina de Albuquerque explica que os ministros criarão um documento com “passos muito concretos” para o alcance das várias metas sobre água listadas na Agenda 2030, que prevê, por exemplo, acesso universal à água potável. 

Bilhões sem água potável  

© WFP/Claire Nevill

Somália enfrenta a pior escassez de água dos últimos 40 anos

“Relativamente às atividades que têm que ser levadas a cabo por forma a acelerar os progressos com vista a podermos todos realizar, antes de 2030, o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável número 6, bem como realizar plenamente os direitos humanos à água e ao saneamento para todos.” 

A diretora-executiva da Iniciativa Saneamento e Água para Todos confirma que representantes de países de língua portuguesa estarão no encontro na Indonésia.  

Dados das Nações Unidas de 2020 revelam que 46% da população mundial continua sem acesso ao saneamento adequado e 26%, ou 2 bilhões de pessoas, não bebem água de fontes seguras.  

Para que o ODS 6 seja alcançado até 2030, os países precisam dobrar a atual taxa de progresso, sendo que 129 nações ainda não estão no caminho para ter recursos sustentáveis de manejo da água nos próximos oito anos.  

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Meninas melhoram desempenho em matemática e se igualam aos meninos

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Headline: Meninas melhoram desempenho em matemática e se igualam aos meninos

Publicação da Unesco mostra que meninas fecharam lacuna em áreas como ciência, tecnologia, engenharia e matemática; performance feminina é superior em leitura; agência da ONU diz que efeitos da pandemia na educação serão conhecidos apenas no futuro.

Uma nova publicação da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, aponta que a diferença de gênero que favorece os meninos em matemática nas séries iniciais vem desaparecendo gradualmente.

O relatório é um apelo para a discussão sobre a desigualdade de gênero e as barreiras que ainda impedem as meninas de alcançarem seus potenciais. O estudo, divulgado anualmente, analisou dados de 120 países no ensino fundamental e médio para oferecer um panorama global.

Rimma Mukhtarova and Sabina Baki

Esta pesquisa confirma que a disparidade de gênero na aprendizagem diminuiu mesmo nos países mais pobres

Resultados

Os resultados mostram que, nos primeiros anos, os meninos têm um desempenho melhor do que as meninas em matemática, mas essa diferença de gênero desaparece mais tarde.

Esta pesquisa confirma que a disparidade de gênero na aprendizagem diminuiu mesmo nos países mais pobres. Segundo a Unesco, em alguns países, a diferença agora é revertida.

Por exemplo, na 8ª série, a diferença é a favor das meninas em matemática em 7% na Malásia, 3% no Camboja, 1,7% no Congo e 1,4% nas Filipinas.

Estereótipos de gênero

No entanto, o levantamento aponta que preconceitos e estereótipos ainda podem afetar os resultados da aprendizagem.

Embora as meninas se recuperem em matemática no ensino primário e secundário, os meninos têm muito mais probabilidades de estarem sobrerepresentados entre os melhores desempenhos em matemática em todos os países.

Em países de renda média e alta, as meninas na escola secundária têm notas significativamente mais altas em ciências.

Apesar dessa vantagem, elas ainda são menos propensas a optar por carreiras científicas, indicando que os preconceitos de gênero ainda podem ser obstáculos para a busca de educação adicional nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática, Stem.

Meninas superam meninos em leitura

O relatório aponta que o desempenho das meninas em leitura é ainda superior em relação a matemática e ciências. Mais meninas atingem proficiência mínima em leitura do que meninos.

A maior lacuna na educação primária está na Arábia Saudita. Enquanto 77% das meninas atingem proficiência mínima em leitura na 4ª série, esse número é de 51% entre os meninos.

Na Tailândia, as meninas superam os meninos em leitura em 18%, na República Dominicana em 11% e no Marrocos, em 10%.

Mesmo em países onde meninas e meninos estão no mesmo nível de leitura nas séries iniciais, como na Lituânia e na Noruega, a diferença em favor das meninas aumenta para cerca de 15% aos 15 anos.

Malala

A Prêmio Nobel da Paz Malala Yousafzai comentou sobre os resultados do relatório avaliando que as meninas demonstram que podem se sair bem na escola quando têm acesso à educação. Mas muitas, e particularmente mais desfavorecidas, não estão tendo a chance de aprender.

Ela ainda faz um apelo para que o potencial das meninas seja alimentado para que possa crescer. Ao citar o exemplo do Afeganistão, onde elas têm o direito negado, Malala afirmou que é “de partir o coração” que a maioria das meninas afegãs não tenha a oportunidade de mostrar ao mundo suas habilidades.

A Unesco explicou que os dados se referem à situação pouco antes da pandemia.

Segundo a agência, os resultados no aprendizado foram severamente afetados nos países que fecharam as escolas por longos períodos e não conseguiram oferecer oportunidades de aprendizado remoto para a maioria de seus alunos.

A Unesco acredita que levará algum tempo para que seja capturada uma imagem global do impacto a longo prazo da pandemia, incluindo seu impacto de gênero.

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Casos de sarampo aumentam quase 80% entre janeiro e fevereiro deste ano

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Headline: Casos de sarampo aumentam quase 80% entre janeiro e fevereiro deste ano

OMS e Unicef alertam para sinal preocupante de maior risco de doenças que podem ser prevenidas com vacina; com a pandemia de Covid-19, muitas crianças ficaram vulneráveis ao sarampo por não estarem imunizadas.

Os casos de sarampo em todo o mundo aumentaram 79% em janeiro e fevereiro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2021. O alerta foi feito esta quarta-feira pela Organização Mundial da Saúde, OMS, e pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef.

As agências destacam que este é “um sinal preocupante do aumento do risco de doenças que podem ser prevenidas com vacinas”, além da possibilidade do “surgimento de surtos, especialmente quando milhões de crianças foram infectadas pelo sarampo em 2022”.

OMS

Campanha de imunização contra o sarampo está atrasada em vários países.

África e Mediterrâneo

OMS e Unicef notam que a pandemia de Covid-19 está relacionada à situação, uma vez que aumentaram as desigualdades de acesso à imunização de rotina. Com isso, muitas crianças ficaram sem proteção contra o sarampo e outras doenças.

Até este mês, as agências da ONU registraram 21 grandes surtos de sarampo no mundo. A maioria na África e na região leste do Mediterrâneo. Os cinco países com mais casos são: Somália, Iêmen, Afeganistão, Nigéria e Etiópia.

Opas

Brasil recebeu campanha de vacinação da Opas contra o sarampo em 2019

Consequências para a imunidade

A OMS e o Unicef afirmam que os números reais podem ser muito mais altos, já que a pandemia também prejudicou os sistemas de vigilância e controle globais. Foram mais de 17,3 mil casos de sarampo registrados no mundo nos meses de janeiro e fevereiro, comparados com 9,6 mil no mesmo período do ano passado.

O sarampo é altamente contagioso e por isso, os casos aumentam rapidamente quando o nível de vacinação diminui. As agências lembram que a doença pode ser fatal, enfraquecendo o sistema imunológico e deixando os pacientes mais suscetíveis a outras doenças como pneumonia e diarreia, até mesmo meses depois da infecção. Somente em 2020, 23 milhões de crianças ficaram sem receber vacinas básicas, o maior número desde 2009.

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Chefe da ONU fala a jornalistas de língua portuguesa sobre conflito na Ucrânia

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Headline: Chefe da ONU fala a jornalistas de língua portuguesa sobre conflito na Ucrânia

António Guterres chegou à Ucrânia nesta quarta-feira, um dia antes de seu encontro com o presidente do país, Volodymyr Zelensky; na terça-feira, ele foi recebido pelo presidente da Rússia, Vladimir Putin, e pelo chanceler do país, Sergey Lavrov; antes de chegar à Kyiv, Guterres agradeceu ao povo da Polônia pela solidariedade em receber os ucranianos durante encontro com o presidente polonês, Andrzej Duda.

Leia a íntegra da conversa com repórteres de língua portuguesa:

“Neste momento estão a decorrer sessões entre as Nações Unidas, o CCR, o Ministério de Defesa russo e aqui também as autoridades ucranianas no sentido de ver as modalidades concretas para a evacuação. A evacuação é muito complexa como pode calcular. E, portanto, houve acordo ao princípio com o presidente Putin, e ficou acordado que os detalhes seriam discutidos nestas reuniões que estão a decorrer nesse momento.

Nós temos 1,4 mil pessoas a trabalhar na Ucrânia. Mais de 3 milhões de ucranianos já receberam apoio humanitário por parte das Nações Unidas.

(….)

Esta operação é em relação à visita oficial e nós esperamos que se encontre uma solução de acordo entre todos para que se possa realizar uma ação humanitária que tenha um valor extraordinário. Porque, imaginem que é um conjunto de mulheres e crianças num bunker, no escuro, desprovidas de tudo e no meio de uma guerra. Portanto, era a prioridade das prioridades. Era assim entendido pelo governo ucraniano e é assim também entendido por nós, espero que os contatos que estão a decorrer para afinar uma operação muito complexa, com o acordo de todos, tenham êxito.

(…)

O nosso objetivo era fazer essa operação nesta sexta-feira, era nosso objetivo. Mas, naturalmente, era preciso que as situações sejam criadas para que assim fizéssemos. Não posso garantir porque ainda estamos a discutir as modalidades.

© Alina Beskrovna

Mulher viu pessoas pulando para a morte de um prédio em Mariupol, na Ucrânia

Esta operação é particularmente ligada porque não se trata de pessoas, digamos, nas suas casas, em sítios públicos, de cidades para serem evacuadas, trata de pessoas que estão dentro de uma fortaleza subterrânea em condições verdadeiramente dramáticas. Há aqui um problema de confiança. Confiança das pessoas que podem sair e também que isso não é utilizado indevidamente por outros atores. Portanto essa ação deve ser feita com muita delicadeza. Os outros como são mais simples, desde que haja a possibilidade de cessar as hostilidades por um certo período em determinadas zonas.

(…)

O que foi dito ontem que havia um acordo de princípio e que iríamos ver as modalidades. Foi isso aliás que eu comuniquei na saída da reunião quando o ministro Lavrov e o presidente disse que ia encarar a situação e o ministro Lavrov confirmou que havia um acordo de princípio e que iriam tratar dos detalhes. 

(…)

As nossas posições têm sido muito claras desde o princípio. Para nós, esta é uma invasão da Ucrânia pela Federação Russa, que é uma invasão contrária à Carta das Nações Unidas, que violava a integridade territorial da Ucrânia e que a guerra deveria acabar o mais cedo possível. Ao mesmo tempo, é verdade que nós e outras entidades, o Santo Padre, diversas outras entidades no mundo, tem pedido um cessar-fogo completo nessa região e que as negociações políticas possam ocorrer com esse cessar-fogo. Até agora, não houve condições para o fazer. Eu mantive essa posição e voltei a reafirmá-la em Moscovo, mas ao mesmo tempo dado que a questão de Mariupol estava completamente paralisada foi muito importante ter com o presidente Putin uma conversa séria sobre a necessidade da operação. Esperamos, obtido o acordo de princípio que seja possível encontrar as modalidades práticas e simultaneamente que satisfaçam as autoridades russas e ucranianas e os nossos princípios.

Pode falar da ameaça nuclear expressa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros russo?

AG: Eu creio que ele não fez uma ameaça.

UNDP Ukraine/Oleksandr Ratushnia

Vila de Novoselivka, perto de Chernihiv, na Ucrânia, foi fortemente bombardeada

Esboçou ou deixou implícito que…

AG: Eu acho que todos nós temos que trabalhar para que uma hipótese dessas seja uma hipótese completamente impensável nas nossas sociedades.

O presidente russo está disponível para acolher os bons ofícios do secretário-geral na mediação política do conflito?

A mediação política do conflito é uma mediação na qual as Nações Unidas não estão integradas. Desde o princípio não houve aceitação da utilização das Nações Unidas nessa mediação política. E é uma posição clara que vem os Acordos de Minsk, que vem do formato Normandia, em que as Nações Unidas nunca foram convidadas a participar. Mas não é uma questão que nos preocupa excessivamente. Nós temos acompanhado essas negociações.

O nosso princípio é o princípio de que a integridade territorial da Ucrânia deve ser preservada

Eu estive como repararam, antes de ir a Moscovo, com o presidente Erdogan. A Turquia tem sido um país que mais apoio em direto essas notificações. Tenho acompanhado todos os passos das negociações. E espero que elas um dia, infelizmente, neste momento a situação não é a melhor. As negociações têm estado muito lentas e muito complexas, mas espero que um dia a paz regresse a estas terras que bem necessitam dela.

E o sofrimento?

AG: As senhoras e os senhores que estão aqui têm com certeza uma imagem mais clara que eu próprio do que é o sofrimento das populações, do que é o número de mortos especialmente os civis. A destruição é uma coisa que tem que acabar. Isso é uma coisa que não é aceitável nos nossos dias.

Foram cumpridos todos os objetivos da visita, do encontro de ontem com Vladimir Putin, ou alguma coisa ficou ainda?

AG: Nunca são conseguidos todos os objetivos. Este é um processo…. Quantas e quantas pessoas visitaram o presente Putin? Quantas e quantas pessoas falaram com o presidente Putin? Eu tenho também a humildade de entender que posso dar um contributo. Mas tenho a humildade de perceber que não consigo chegar a uma sala e convencer de repente o presidente Putin de tudo aquilo que eu acredito, mas que não corresponde de todo à posição que a Federação Russa tem desta questão. Portanto, o meu contributo é assumir um objetivo fundamental, ser um mensageiro de paz e tentar ajudar a resolver alguns dos mais difíceis problemas pendentes.

Foto: UNDP Ukraine/Oleksandr Ratushnia

Vilarejo de Novoselivka, na Ucrânia, tem sido bombardeado no conflito com a Rússia.

E estas duas reuniões podem marcar também aqui uma mudança, ou seja, de uma maior intervenção da ONU e do senhor secretário-geral neste conflito?

AG: Mas a intervenção da ONU tem sido permanente. Nós temos 1,4 mil pessoas a trabalhar na Ucrânia. Mais de 3 milhões de ucranianos já receberam apoio humanitário por parte das Nações Unidas. E eu desde a primeira hora, não só tenho experimento com grande clareza as posições das Nações Unidas, recordar-se-ão antes das reuniões da Assembleia Geral, desde o princípio, e tenho mantido contactos regulares com todos aqueles que estão envolvidos nas decisões.

A evacuação é muito complexa como pode calcular. E, portanto, houve acordo ao princípio com o presidente Putin, e ficou acordado que os detalhes seriam discutidos nestas reuniões que estão a decorrer nesse momento

Entendi que este era o momento em que na minha apreciação das dificuldades que se estão a atravessar com uma batalha tremenda no leste da Ucrânia falhado apelo para uns usar fogo pela Páscoa indica ter um momento de fazer um esforço ainda mais visível e por isso escrevi aos presidentes da Ucrânia da polícia para podermos um minuto Ucrânia, falhado o apelo de cessar-fogo pela Páscoa,  entendi que este era o momento de fazer um esforço mais visível e por isso escrevi aos presidentes da Ucrânia e da Rússia para poder …

Crê que esta guerra possa saltar as fronteiras da Ucrânia?

AG: O nosso princípio é o princípio de que a integridade territorial da Ucrânia deve ser preservada.

O que vai dizer amanhã a Zelensky?

AG: Se não se importa, não vou dizer-lhe a si o que vou dizer ao presidente Zelensky. Eu não quero que o presidente Zelensky diga quando eu chegar: já sei o que vai dizer. E como ele vê a RTP todos os dias, isso seria extremamente prejudicial para o bom resultado do encontro.

IOM/Viktoriia Zhabokrytska

Com mais de 7,7 milhões de ucranianos deslocados, tanto dentro como fora das fronteiras da Ucrânia, a OIM está atuando para garantir acomodação segura

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