Para Portugal, este é o melhor momento para abrigar a Conferência dos Oceanos

Source: United Nations – in Portuguese

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Presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, diz que pandemia e guerra não podem servir de pretexto para se adiar busca de soluções; já chefe da diplomacia portuguesa, João Cravinho, fala de momento para agir em fase de grande convergência de vontades. 

O presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, abriu a Conferência dos Oceanos da ONU dizendo que o evento no país acontece no melhor lugar, no melhor momento e na melhor abordagem. 

Falando aos participantes em inglês, ele ressaltou que a reunião deve ser de desconfinamento e ambição.  

Pandemia e guerra 

No discurso, Marcelo Rebelo de Sousa disse que com base nos acordos, nas negociações e nos desfechos recentes, a capital portuguesa era o melhor sítio. Ele apontou que esta é a melhor ocasião, tendo em conta a realidade da pandemia e da guerra. Mas destacou que estes fatores não podem servir de pretexto para se esquecer o longo problema dos desafios estruturais em relação aos mares, o foco da reunião.  

ONU/Eskinder Debebe

Evento junta recebe 28 chefes de Estado e governo e 120 ministros

A ONU News, que está em Lisboa, conversou com o ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Cravinho. Segundo ele, a concentração global na  maior conferência mundial sobre os oceanos destaca haver uma tendência de se alcançar um acordo entre os participantes para salvar os mares.  

Humanidade  

“Disso precisam os oceanos e a humanidade, porque os oceanos estão na base da nossa sobrevivência. A nossa expectativa, portanto, é que daqui de Lisboa saia uma manifestação clara de tomada de consciência e de percepção da necessidade de agirmos. As expectativas são elevadas, porque nós temos aqui 7 mil pessoas, temos 140 países, mais de 100 liderados a nível do ministro. Temos um total de 120 ministros, e 28 chefes de Estado e governo. Este é um momento para agirmos e aqui uma grande convergência de vontade para agir.”  

No evento, o vice-presidente da Comissão Organizadora da Conferencia dos Oceanos, Alexandre Leitão, disse que o desfecho deve ser mais que do que definir novos alvos.  

“Esperamos a maior interação dos atores relevantes dos oceanos do meio da ação oceânica em Lisboa. Esta é a Segunda Conferência dos Oceanos. A segunda depois da primeira há cinco anos. Muito mais pessoas, muito mais entidades. Mais de 1.178 entidades da sociedade civil, 140 Estados e mais de 200 responsáveis políticos juntam-se em Portugal para fazer avançar a ação oceânica baseada em soluções científicas e operacionais e que possam ajudar a passar das palavras e interações aos atos.”  

Problemas 

Ao saudar os representantes globais, Marcelo Rebelo de Sousa disse que o mundo deve acreditar e lutar por um planeta mais cooperativo, numa abordagem aos problemas a ser feita com base no multilateralismo.  

O pronunciamento do presidente ressaltou haver outros elementos essenciais a ter em conta nos debates como convergência, diálogo, tolerância, convergência, multilateralismo instituições globais.  

Portugal destaca que as ações para lidar com a crise climática e o oceano são exemplos de uma abordagem que agrega tanto o primeiro mundo, os países mais ricos e privilegiados, e as nações economicamente menos favorecidas. 

MIL OSI