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RiskMap 2017. África Austral: a gestão da mudança política irá ditar o nível de incertezas para as empresas

Published By   /   December 13, 2016  /   Comments Off on RiskMap 2017. África Austral: a gestão da mudança política irá ditar o nível de incertezas para as empresas

MIL OSI
JOHANNESBURG, África do Sul, 13 de dezembro 2016/APO/ —

  • Incertezas políticas internas em diversos países-chave representarão um risco muito maior para as empresas no continente do que o efeito da geopolítica internacional
  • As nações africanas que lutam por sobressair como porta comercial para o investimento direto estrangeiro oferecem oportunidades, mas também ameaças desconhecidas para as empresas
  • Fatores macroeconómicos: baixo preço do petróleo e o sentimento económico global serão os principais motores da instabilidade no continente.
  • As empresas africanas permanecerão vulneráveis por não atribuírem o mesmo valor ao risco da segurança informática a ameaças políticas ou de segurança mais estabelecidas
  • Um melhor governo levou a uma melhoria no ambiente empresarial, mas a estabilidade não está garantida
  • As empresas responderão como “Arks” (foco defensivo em mercados centrais), “Sharks” (orientadas para novas oportunidades) ou “Whales” (demasiado grandes para falhar)

A instabilidade macroeconómica alimentada pelo baixo preço do petróleo e pelo sentimento económico global continuará a ser o principal motor dos riscos comerciais na África Austral em 2017. As melhorias de governo e a incorporação de determinadas práticas e normas democráticas limitarão o âmbito do potencial para deterioração entre as nações africanas, mas os desafios irão manter-se. Os ataques informáticos tendem a aumentar. As empresas estarão cada vez mais vulneráveis caso o impacto dos riscos informáticos nas respetivas operações e reputações não seja considerado tão importante como os efeitos dos riscos políticos e de segurança. Estes são alguns dos temas-chave da previsão anual de risco político e comercial “RiskMap 2017”, publicada pela Control Risks (www.ControlRisks.com), consultora especializada em risco.

George Nicholls, Parceiro sénior da Control Risks na África Austral, comenta: “As mudanças macroeconómicas e nas políticas internas estão a levar as nações africanas a reinventarem-se na esperança de se transformarem em polos comerciais à semelhança do Dubai ou de Singapura. Tal irá apresentar novas e lucrativas oportunidades para as empresas, mas também acarretará riscos desconhecidos e exigirá uma compreensão mais aprofundada da política e do quadro regulamentar locais.

As empresas irão implementar diferentes estratégias para proteger o valor e aproveitar as oportunidades em 2017. Diversas organizações serão classificadas como “Arks”, “Sharks” ou “Whales”, consoante as respetivas respostas. 

  • As Arks serão defensivas e irão focar-se em negócios e mercados centrais. Irão alienar ativos sem desempenho, reverter fusões mal sucedidas, reduzir custos e adiar a expansão. Embora particularmente associada aos setores mineiros e do petróleo e do gás, devido ao colapso dos preços destas matérias-primas, a estratégia “Ark” também carateriza o entrincheiramento dos retalhistas e o re-shoring dos fabricantes.
  • As Sharks são menos adversas ao risco e irão procurar oportunidades em novas atividades e locais. Os serviços financeiros que enfrentam incertezas reguladoras e o aumento de centros de poder competitivos no mundo emergente deverão assumir o risco para tirarem vantagens do facto de serem os primeiros a atuar nos mercados fronteiriços e nos setores conturbados.
  • As Whales irão tirar partido dos seus grandes recursos financeiros e do financiamento barato para elaborarem mega fusões e monopolizarem os mercados. Os principais riscos são os nacionalistas económicos e os reguladores da concorrência. A consolidação caracteriza fortemente os setores das tecnologias, farmacêutico e agroindústria, que têm mediado frequentemente ambientes reguladores para obterem posições dominantes no mercado.

Perspetivas para a África Austral

Na África Austral, a sucessão de novos líderes ou potenciais líderes é esperada em Angola, Zimbabué, África do Sul e Botsuana.

Angola
Angola prepara-se para acolher um novo líder em 2017, pela primeira vez em 39 anos. Uma transição aguardada há muito terá de ser cuidadosamente gerida para conduzir o país através de turbulência macroeconómica impulsionada por uma dependência contínua das receitas do petróleo e pelos esforços de diversificação ineficazes até à data.

África do Sul
Na África do Sul, o presidente Zuma enfrentará o seu maior desafio na conferência do ANC, em dezembro, e a Control Risks antecipa que o Vice-Presidente Cyril Ramaphosa o substitua na liderança do partido.

Zimbabué
É aguardada uma alteração na liderança do ZANU-PF, no Zimbabué, com a probabilidade de Emmerson Mnangagwa suceder a Robert Mugabe na presidência durante 2017.

República Democrática do Congo
A questão da sucessão será profundamente sentida na República Democrática do Congo, onde o fim do segundo mandato do presidente Joseph Kabila, em dezembro, desencadeará um período de incerteza em 2017. Uma transição altamente contestada, sem prazos definidos para futuras eleições, acarretará um elevado risco de violência e deverá comprovar-se prejudicial para o ambiente comercial.

George Nicholls prossegue: “Para que as empresas sejam bem-sucedidas nesta região tão diversa, é importante que adotem uma abordagem baseada em ameaças e compreendam os riscos únicos e em constante evolução que podem afetar os negócios nesse mercado específico.”

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